16h48 — Durante o depoimento do ministro Celso Amorim (Itamaraty) à Comissão de Relações Exteriores do Senado, na manhã desta terça, a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) sofreu um ataque de dislexia política e histórica. Na ânsia de defender a postura do governo Lula na crise do gás com a Bolívia, a senadora petista minimizou quanto pôde as ações truculentas e populistas do presidente Evo Morales e chegou ao ponto de comparar a operação do Exército brasileiro, em maio de 1995, para desocupar as refinarias da Petrobras, no país, que haviam sido tomadas por grevistas, à invasão das refinarias brasileiras pelo Exército boliviano. No início do primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-1998), a Federação Única dos Petroleiros (FUP), com sindicalista Antonio Carlos Spis no comando, deflagrou uma greve que tinha o nítido propósito de embaraçar politicamente o início do governo tucano. No auge da radicalização, os petroleiros, apoiados pela CUT e pelo PT, invadiram as refinarias e bloqueram o acesso do Estado à propriedade pública. Depois de semanas de planejamento, o Exército cumpriu a ordem de retomar as refinarias das mãos dos grevistas, o que foi feito sem incidentes. As refinarias brasileiras na Bolívia foram invadidas sem que houvesse nenhum movimento minimamente organizado de oposição aos atos do governo boliviano. A senadora Ideli Salva5tti concordou com as declarações do senhor Fernando Siqueira, diretor da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), de que Morales só usou o Exército para garantir "uma repartição mais vantajosa nos royalties do gás". As patéticas declarações de Siqueira, dizendo, entre outras coisas, que "não há nenhuma desapropriação ou arresto de bens da Petrobras", na Bolívia, circulam pela internet e se tornaram um mantra para os petistas. — Rui Nogueira
Entrevista:O Estado inteligente
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terça-feira, maio 09, 2006
Ataque de dislexia: senadora Ideli compara ação do Exército brasileiro, em 95, à invasão da Petrobras por tropa boliviana
PRIMEIRA LEITURA

16h48 — Durante o depoimento do ministro Celso Amorim (Itamaraty) à Comissão de Relações Exteriores do Senado, na manhã desta terça, a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) sofreu um ataque de dislexia política e histórica. Na ânsia de defender a postura do governo Lula na crise do gás com a Bolívia, a senadora petista minimizou quanto pôde as ações truculentas e populistas do presidente Evo Morales e chegou ao ponto de comparar a operação do Exército brasileiro, em maio de 1995, para desocupar as refinarias da Petrobras, no país, que haviam sido tomadas por grevistas, à invasão das refinarias brasileiras pelo Exército boliviano. No início do primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-1998), a Federação Única dos Petroleiros (FUP), com sindicalista Antonio Carlos Spis no comando, deflagrou uma greve que tinha o nítido propósito de embaraçar politicamente o início do governo tucano. No auge da radicalização, os petroleiros, apoiados pela CUT e pelo PT, invadiram as refinarias e bloqueram o acesso do Estado à propriedade pública. Depois de semanas de planejamento, o Exército cumpriu a ordem de retomar as refinarias das mãos dos grevistas, o que foi feito sem incidentes. As refinarias brasileiras na Bolívia foram invadidas sem que houvesse nenhum movimento minimamente organizado de oposição aos atos do governo boliviano. A senadora Ideli Salva5tti concordou com as declarações do senhor Fernando Siqueira, diretor da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), de que Morales só usou o Exército para garantir "uma repartição mais vantajosa nos royalties do gás". As patéticas declarações de Siqueira, dizendo, entre outras coisas, que "não há nenhuma desapropriação ou arresto de bens da Petrobras", na Bolívia, circulam pela internet e se tornaram um mantra para os petistas. — Rui Nogueira
16h48 — Durante o depoimento do ministro Celso Amorim (Itamaraty) à Comissão de Relações Exteriores do Senado, na manhã desta terça, a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) sofreu um ataque de dislexia política e histórica. Na ânsia de defender a postura do governo Lula na crise do gás com a Bolívia, a senadora petista minimizou quanto pôde as ações truculentas e populistas do presidente Evo Morales e chegou ao ponto de comparar a operação do Exército brasileiro, em maio de 1995, para desocupar as refinarias da Petrobras, no país, que haviam sido tomadas por grevistas, à invasão das refinarias brasileiras pelo Exército boliviano. No início do primeiro mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-1998), a Federação Única dos Petroleiros (FUP), com sindicalista Antonio Carlos Spis no comando, deflagrou uma greve que tinha o nítido propósito de embaraçar politicamente o início do governo tucano. No auge da radicalização, os petroleiros, apoiados pela CUT e pelo PT, invadiram as refinarias e bloqueram o acesso do Estado à propriedade pública. Depois de semanas de planejamento, o Exército cumpriu a ordem de retomar as refinarias das mãos dos grevistas, o que foi feito sem incidentes. As refinarias brasileiras na Bolívia foram invadidas sem que houvesse nenhum movimento minimamente organizado de oposição aos atos do governo boliviano. A senadora Ideli Salva5tti concordou com as declarações do senhor Fernando Siqueira, diretor da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), de que Morales só usou o Exército para garantir "uma repartição mais vantajosa nos royalties do gás". As patéticas declarações de Siqueira, dizendo, entre outras coisas, que "não há nenhuma desapropriação ou arresto de bens da Petrobras", na Bolívia, circulam pela internet e se tornaram um mantra para os petistas. — Rui Nogueira
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