sexta-feira, março 21, 2008

A ciência de uma barba bem-feita

Fazer a barba, no passado, era um ritual que consumia algo como meia hora no barbeiro, tempo necessário para ela ficar de molho em água quente, receber fartas pinceladas de espuma e ser retirada com navalhas finíssimas. Hoje as pessoas levam cinco minutos para barbear-se – em casa.


Monica Weinberg

Essa mudança de hábitos foi propiciada pelo aparecimento de novos apetrechos. De 1901, ano em que surgiu a primeira lâmina descartável, até hoje, os aparelhos avançaram consideravelmente. Também a espuma se diversificou nas texturas e nas formulações para diferentes peles e tipos de barba. Um júri composto de gente que aprecia e usa esse tipo de produto fez suas indicações. Numa outra frente, especialistas consultados por VEJA avaliaram dezenas de lâminas e espumas até chegar a um consenso sobre aquelas que consideravam mais eficazes. Eles têm uma ponderação: apesar do evidente progresso, alguns dos métodos antigos ainda são fundamentais para uma barba bem-feita.

A espuma certa para cada um

Comprar uma espuma de barbear requer certa ciência. A escolha deve considerar pelo menos duas variáveis: o tipo de pele e o da barba. A palavra dos dermatologistas:

BARBA CERRADA

O que procurar no rótulo: referências a "substâncias emolientes", eficazes no amaciamento dos fios

Dica: barbear-se com a ajuda de um pincel. A tendência é que assim a espuma permaneça mais tempo em contato com os pêlos. Faz diferença, uma vez que os fios ficam mais macios e sua remoção, mais fácil. O pincel também é útil por espalhar a espuma de maneira homogênea, deixar os pêlos mais levantados e promover uma espécie de esfoliação na pele. São detalhes relevantes para um bom resultado – especialmente em barbas cerradas

Indicação dos especialistas: Noxzema com aloe vera e lanolina (14 reais)


Tipos de pele

Sensível

O que procurar no rótulo: substâncias cicatrizantes, como alantoína, e outras para acalmar a pele, entre elas camomila. Prefira perfumes neutros. Eles não irritam a pele

Dica: fazer a barba depois do banho ou colocar uma toalha com água quente antes de dar início ao processo. Os poros estarão mais dilatados – e o risco de se ferir será menor

Indicação dos especialistas: T-Pur Intense, da Biotherm (95 reais)



Oleosa

O que procurar no rótulo: extratos de alga e mentol, que conferem sensação de frescor – um alívio para quem costuma ter a pele gordurosa

Dica: prefira produtos em gel. Eles contêm menos substâncias oleosas do que a espuma em spray e os cremes de barbear tradicionais

Indicação dos especialistas: Gel de Barbear Controle de Brilho, da Nívea (17 reais)



Seca

O que procurar no rótulo: substâncias hidratantes, entre elas aloe vera, silicone e pantenol.

Dica: evitar passar o barbeador mais de uma vez na mesma região do rosto. Como a lâmina remove a camada lipídica, contribui para o ressecamento de qualquer tipo de pele. Quando ela é seca, o efeito piora

Indicação dos especialistas: Creme de Barbear Tubo Gillette Hidratante (4 reais)



O mais votado pelo júri: Noxzema (18 reais)

Uma questão de textura

As espumas de barbear se distinguem pela consistência. Há três delas:

1 Gel
Transforma-se em espuma ao ser espalhado no rosto

2 Creme
Vem em embalagens que lembram tubos de pasta de dente – precisa ser misturado à água para fazer espuma

3 Espuma pronta
Ela vem dentro de uma embalagem de aerossol

Fotos Kiko Ferrite, Alexandre Schneider, Fabiano Accorsi, André Marques, Marisa Cauduro, Pedro Rubens, Fabiana Bertone, Eyewire Images, Photodisc e divulgação

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