Entrevista:O Estado inteligente

quinta-feira, março 23, 2006

Vamos todos para a Caixa

Vamos todos para a Caixa

Eduardo Graeff (23/03/06 08:55)

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Meu filho que é do ramo confirma minha impressão sobre a gravidade da suspeita levantada pelo senador Heráclito Fortes: mexer no sistema de rastreamento de transações para acobertar quem violou o sigilo do caseiro Francenildo equivaleria a botar fogo na credibilidade da Caixa Econômica Federal. Esse rastreamento é uma peça vital da segurança bancária. A pedra de toque do sistema é que é impossível interferir nele sem deixar registrado quem interferiu. Com as preocupações crescentes com fraude eletrônica e lavagem de dinheiro, nenhum banco é levado a sério no mundo, inclusive do ponto de vista das convenções internacionais, se driblar essa regra.

Quer dizer: depois de violar a conta do caseiro, podem estar tentando arrombar o cofre digital da própria Caixa! O pior é que a implausibilidade do prazo de quinze dias pedido pela direção da Caixa para se explicar tem cara e cheiro de manobra de acobertamento. A essa alltura adianta chamar membros da diretoria sob suspeita ao Congresso para repetir negativas e desculpas esfarrapadas? Se eles não se explicarem direito hoje e assumirem a parcela de responsabilidade que lhes cabe, o que precisa é mandar o Ministério Público, a Polícia Federal e a fiscalização do Banco Central hoje mesmo para tomar conta do cofre da Caixa. Na mão dessa gente é que não dá para ficar nem 24 horas, quanto mais quinze dias.

Em tempo: o senador Heráclito Fortes não é de "queimar campo", como se diz na minha terra. É um homem sério, cauteloso e, para azar dos delinqüentes, muito bem informado.


Senador denuncia ação para esconder culpados
O Estado de S. Paulo (23/03/06) clipping

Caixa tem código de quem violou conta e pode revelar nome hoje
O Estado de S. Paulo (23/03/06) clipping

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