E tem mais...
Ana Maria Pacheco Lopes de Almeida (24/03/06 15:54)
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http://www.e-agora.org.brDo leitor Fernando Mourão: "Acho que podemos fazer algo sim. Começando por reunir ou ordenar, talvez aqui com a ajuda do e-agora, o outro lado do governo do PT, que diante dos 'erros' - eufemismo para 'crimes' - acabam tomando importância secundária no dia-a-dia da discussão política, apesar de ser muito mais prejudicial ao país." Leiam aqui o comentário dele. Impecável.
Do leitor Fernando Mourão:
Do leitor Fernando Mourão:
Acho que podemos fazer algo sim. Começando por reunir ou ordenar, talvez aqui com a ajuda do e-agora, o outro lado do governo do PT, que diante dos 'erros' - eufemismo para 'crimes' - acabam tomando importância secundária no dia-a-dia da discussão política, apesar de ser muito mais prejudicial ao país.
Me refiro à incompetência gerencial do governo, que beira a irresponsabilidade. Acho que essa é a marca registrada das ações do PT. E é nisso que a sociedade brasileira precisa focar para concluir que não podemos ter mais 4 anos desta aventura.
Na melhor das hipóteses, analisando as ações deste governo concluímos que seu programa básico para o país é 'discutir com a sociedade'. Não importa o tema, esse pessoal tem que discutir tudo, da reforma universitária ao papel das agências reguladoras. Do controle da imprensa ao papel do Ministério Público. E o que é pior, sempre aumentando o tamanho do Estado, pelo aparelhamento das autarquias e estatais, como mostra a escalada dos gastos de custeio nos últimos anos.
E assim vamos, de susto em susto. Ora cai uma ponte na principal rodovia do país (a qual após um ano ainda não foi liberada), ora volta a febre aftosa por falta de controle sanitário.
Não faltam exemplos, em qualquer área do governo. A principal obra deste governo - a transposição do São Francisco - não sairá do papel. Da mesma forma as famosas PPPs - apenas os programas estaduais em São Paulo, Minas e Bahia estão saindo do papel.
No setor elétrico, após 3 anos de discussão e a criação de um "novo modelo", o resultado: No recente leilão da tal 'energia nova' os investidores passaram longe. 60% dos investimentos terão que sair mesmo da Eletrobrás. Os especialistas já falam em novo apagão em 2009.
Na privatização das rodovias, o PT está desde 2003 discutindo um novo modelo, o qual já foi barrado pelo TCU por não resistir ao crivo da racionalidade técnica-econômica. Enquanto isso as únicas rodovias decentes do país são justamente as do 'modelo antigo', com altos índices de aprovação dos usuários apesar das tarifas de pedágio praticadas.
Nos portos a situação é ainda pior. Em Santos, o governo do PT não consegue executar a mais elementar das atividades portuárias, que é dragar o canal. Nosso maior Porto está um caos. Na primeira semana da safra de soja, o porto virou um caos e os caminhões tiveram que dar meia volta e esperar em Cubatão. Não poderia ser diferente, da chamada Agenda Portos, não foram executadas 20% das ações.
Mas o importante não são os fatos. O que vale mesmo é o palavrório. Muita conversa, nas viagens que objetivam o maior tributo ao atraso 'a inauguração de pedras-fundamentais' ou pior, como no Aeroporto de Recife, a inauguração da mesma obra duas vezes.
Essa é a estratégia do presidente em sua campanha permanente. Falar muito e ir desconstruindo os avanços do Brasil na incipiente modernização econômica e institucional, que apenas foi iniciada na década de 90, numa conquista da sociedade apesar da ferrenha oposição do PT.
Ou existe outra explicação para a irritante compulsão do presidente em afirmar que nunca se fez tanto disso ou daquilo "na história desse país".
O voluntarismo e o plano de governo baseado em 'discutir com a sociedade' até que impressionavam de início. Mas o fato é que nós - a sociedade - não temos muito tempo pra isso. Nós já demos 4 anos pra esse pessoal por pensar que eles iriam governar o país. Para avançar, não para desconstruir o pouco em que já havíamos avançado.
Talvez pela formação sindical, eles não se atenham ao fato de que nós não temos muita disposição para discutir um "novo modelo" para tudo. Nós precisamos estudar, trabalhar, criar os filhos, sobreviver nas grandes cidades e tudo com isso com o peso do estado brasileiro sobre os ombros. Ainda mais com o peso desta República Sindicalista do Brasil...