Deveria ter postado antes, mas as idéias do texto não envelhecem, mesmo com atraso. Há um artigo importante hoje no Estadão assinado pelos economistas José Roberto Mendonça de Barros, Luiz Carlos Mendonça de Barros e Paulo Pereira Miguel. Eles se propõem a começar a responder a questão que está logo no título: “Por que o Brasil não cresce?” Sem dúvida, esta será a questão posta daqui para a frente para o Brasil, especialmente em face de uma provável — de fato, já em curso — mudança no cenário externo. Afinal, os únicos satisfeitos com o crescimento brasileiro parecem ser o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu ministro da Fazenda, Guido Mantega. Bem, melhor ler quem entende de economia. Seguem um trecho do artigo e link:
Por que o Brasil não cresce? O ponto de partida da explicação é a simples constatação de que o País não investe o suficiente. Há problemas sérios tanto na política macroeconômica quanto nos mal compreendidos ‘fatores microeconômicos’.No que se refere à questão macroeconômica, não há dúvida que a combinação atual das políticas fiscal, monetária e cambial está errada e resulta em baixo crescimento. Os gastos públicos estão na raiz da questão: sua contínua expansão compromete a eficiência da economia, pois, financiada por uma alta e crescente carga tributária, contribui para os juros altos e o câmbio valorizado. O resultado é a crescente asfixia do investimento privado. (...)
(...) O mundo certamente vai desacelerar em 2007, principalmente os Estados Unidos. A China tem galgado novos níveis de sofisticação industrial e está competindo com países intermediários, como o Brasil, em todos os mercados. Em 2007, não tenhamos dúvidas, tudo o que os chineses não venderem aos Estados Unidos será direcionado para mercados como o brasileiro. O vazamento da demanda interna para o exterior será então ainda maior.”
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