Entrevista:O Estado inteligente

quinta-feira, julho 06, 2006

Lula encontra abrigo no peito dos traidores Blog do Reinaldo Azevedo


Ai, ai. Tenho aqui imaginada uma seqüência de imagens, fatos,
realidades, que eu poria no ar se interferisse na campanha de Alckmin
à Presidência. Nada além de um ou dois minutos do tempo enorme de que
ele disporá. A primeira, claro, é aquela em que Bruno Maranhão, tal
qual a liberdade guiando o povo no quadro de Delacroix, toma o
Congresso e sai quebrando tudo. Com dinheiro público. Outra, seguindo
sugestão do presidente Lula, seria um dos muitos depoimentos da CPI.
A terceira mostraria os soldados do protoditador Evo Morales tomando
a Petrobras no braço, com o apoio escancarado de Hugo Chavez. Na
prática, os dois deram um truque no “companheiro” Lula. Não obstante,
nesta quarta, na Venezuela, o Babalorixá de Banânia chamou o ditador
venezuelano de “meu querido companheiro” e Evo Morales, que roubou a
Petrobras, de “meu amigo”. Foi mais longe: apoiou explicitamente o
pleito da Venezuela para a cadeira rotativa no Conselho de Segurança
da ONU. Chávez, como todo mundo sabe, anda estreitando relações com o
Irã, hoje um quase paria internacional porque suspeito, e nem o
governo do país nega, de estar desenvolvendo um programa nuclear
secreto. Lula afaga aqueles que traíram o Brasil de forma vergonhosa.
Ele estava na fazendola de Chávez para oficializar a entrada da
Venezuela no Mercosul, o que, segundo a maioria dos analistas —
exceção feita aos que comungam dos ideais “bolivarianos” —, vai
trazer mais prejuízos do que benefícios. De todo modo, o bloco, como
tal, é mesmo uma ficção. Chávez tem usado o dinheiro farto oriundo do
petróleo venezuelano para tentar comprar a simpatia dos vizinhos.
Ontem, por exemplo, o presidente do Paraguai, Nicanor Duarte, acusou
a Argentina e o Brasil de “hipócritas” e de “práticas
protecionistas”. Ameaçou cair fora do Mercosul. O que fez Chávez, o
mais novo sócio do clube? Anunciou que seu país vai comprar US$ 100
milhões em bônus do Paraguai. Entenderam? Nem uísque falsificado
obedece mais à liderança de Lula. Vamos lá: na metade esquerda da
tela, soldados ocupando a Petrobrás no muque e brasileiros sendo
perseguidos; na metade direita, “meu querido companheiro Evo
Morales”; na metade esquerda, Bruno Maranhão guiando o povo; na
metade direita, ele reunido com Lula na direção nacional do PT. Na
metade esquerda da tela, a desordem e a invasão de propriedades
privadas; na direita, a ordem e o progresso. É fácil e rápido

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