Entrevista:O Estado inteligente

sábado, novembro 18, 2006

Miriam Leitão NEGÓCIOS & cia

Abimaq quer cota de 65% em petroleiros
 A Abimaq entrou na briga para defender o conteúdo nacional nos equipamentos produzidos pela indústria naval. Quarta-feira, Alberto Crespo, diretor da entidade que representa os fabricantes de máquinas, vai defender na conferência “Transporte marítimo e indústria naval”, no Rio, uma cota de 65% de nacionalização nas navipeças que serão usadas nos 26 petroleiros já licitados pela Transpetro. Crespo propõe, inclusive, a criação de um sistema de bônus para os estaleiros que superarem o percentual mínimo. Tudo para fazer decolar o PIB da indústria!

Rio perde de SP e MG quando o tema é ICMS
 Numa comparação com São Paulo e Minas Gerais, o Rio é o estado em que as alíquotas do ICMS mais atrapalham a atividade empresarial. O diagnóstico está em estudo que a Fecomércio-RJ entregou ontem à equipe de transição do governador eleito. Numa lista de 35 produtos, 26 são mais taxados no Rio. Um deles é a energia elétrica. No estado, as empresas pagam 30% de ICMS na conta de luz. Nos dois vizinhos, a alíquota é de 18%.
“Os altos impostos provocam o esvaziamento do estado e impedem a geração de emprego e renda”, diz Leila Caldas, coordenadora do relatório.

Segmentação na cabeça é estratégia da Seda
 A Seda está lançando o Queda Control, linha de combate à queda de cabelo. É a 16ada marca líder no mercado nacional de xampus e pós-xampus, com 26,7% e 27,9%, de participação em cada segmento (AC Nielsen, janeiro a agosto de 2006). O segredo do sucesso? “A segmentação de mercado”, diz Simone Simões, gerente da Seda.
A empresa, que integra a marca global Sun Silk e está no Brasil desde 1968, faz pesquisas de consumo para antecipar tendências. O país é seu maior mercado na América Latina.
Das fábricas de SP e PE sai grande parte da produção para a região.
Tudo segmentado.
O xampu de Guaraná, por exemplo, é coisa (só) nossa.

Mais Itália no verão carioca
 O Sorvete Itália já ampliou em 45% sua produção para atender à demanda de verão. Este ano, os ganhos da empresa carioca cresceram 30%. Foram lançados 28 novos sabores, com 56 opções. Para a estação quente virão mais seis, além de uma torta de sorvete e dois picolés. Dia 23, começa o Yogurt Fest, com mais nove sabores.

Lista de maiores times de
exclui brasileirosfutebol exclui brasileiros  O Brasil não chega nem reserva na escalação das dez valiosas marcas de times de futebol do mundo, segundo pesquisa de Michael Stirling, diretor da Global Sponsor. Falta estratégia global aos clubes nacionais e investimento em estádios, diz ele, que está no Rio para o Fórum de Patrocínio Esportivo. Sem falar em lucro. Só a liga inglesa faturou US$ 2,6 bilhões nas temporadas de 2004 e 2005.

LIVRE MERCADO
• EM DOIS dias de inscrição, 60 executivos confirmaram presença no lançamento, dia 24, da conferência internacional “Desafios emergentes — A ascensão de China e Índia e seus efeitos para o Brasil”. O evento, do Conselho Empresarial Brasil-China, já tem patrocínio de Vale e Embraco e será realizado em abril de 2007.

• O ESCRITÓRIO Ulhôa Canto, Rezende e Guerra Advogados assessorou a CSN na oferta de compra do controle da Corus.

• A CRAMA Design ganhou a concorrência para desenvolver projetos de comunicação institucional para a Petrobras. Outras quatro agências estavam na disputa.

• A BIBLIOTECA Nacional terá novo sistema de segurança patrimonial na semana que vem. Muniz Sodré, presidente da casa, conseguiu R$ 1,5 milhão de patrocínio da Petrobras.

• O CLUB MED Cancún reabre semana que vem, depois de um ano fechado para reformas. As obras consertaram os danos causados pela passagem do furacão Wilma pelo balneário mexicano, em 2005.

O automóvel é japonês, mas a peça é da China
 TÓQUIO. Toyota, Nissan e Honda mostram, a partir de hoje, seus novos modelos no Salão do Automóvel de Pequim.A principal razão de seu sucesso na China, porém, não está em exibição. Trata-se da crescente utilização de peças de fabricação chinesa para reduzir seus custos. O índice de nacionalização dos carros na China chega a 60%, segundo o Credit Suisse Group.

Embraer e Bombardier cortejam Japan Airlines
 TÓQUIO. Embraer e Bombardier estão na disputa por uma encomenda da Japan Airlines, que pretende comprar cerca de 15 aviões para vôos regionais. O diretor-executivo da companhia aérea, Haruka Nishimatsu, disse à Bloomberg na quinta-feira que o pedido será fechado até março, mas ainda não há decisão sobre o fornecedor. Estima-se que o pedido pode chegar a US$ 525 milhões.

Lucro e ações da Starbucks recuam
 ATLANTA. As ações da rede de cafeterias Starbucks — que estreará em breve no Brasil — caíram 5,1% ontem, devido a gastos operacionais acima do previsto. O lucro no terceiro trimestre recuou 5,2%, para US$ 117 milhões. Os custos com a matéria-prima subiram 10%, e os clientes cada vez mais compram itens como CDs e comida, que não dão o mesmo retorno que os expressos...

Prevenção é o nome do jogo
Seguradoras de saúde desenvolvem programas para identificar riscos e evitar doenças

 Prevenção virou palavra de ordem na área de seguro saúde. Em 2007, a SulAmérica vai destinar R$ 20 milhões às ações do seu Saúde Ativa, destinado a prevenir doenças. É quase o triplo dos R$ 7 milhões gastos este ano, informa Roberto Galfi, diretor de Serviços Médicos. Criado em 2003, o programa é destinado a toda a clientela, mas a seguradora tem particular interesse nos clientes corporativos.

Até o fim deste ano, 300 empresas terão aderido ao plano. A meta de 2007 é chegar a 600.

— A prevenção reduz a sinistralidade.

É possível economizar 20% dos custos médicos — diz Galfi.

O executivo calcula que 300 mil do 1,6 milhão de segurados SulAmérica têm risco ou são potenciais pacientes crônicos. O Saúde Ativa identifica riscos e elabora um plano para mudar o estilo de vida dos pacientes e evitar a doença. Cerca de 40 mil segurados estão no programa. A empresa quer atingir cem mil em 2007.

Na mesma linha, a Assim inaugura em Niterói o segundo Assim Special Life (ASL). O primeiro ambulatório foi aberto no Centro do Rio, um ano atrás, e já tem mil participantes. A empresa, agora, procura área na Barra para o terceiro ASL. Nos primeiros, foram gastos R$ 1 milhão. Antonio Giordano, diretor-médico, espera reduzir em 30% as despesas com o grupo ASL, em dois anos.

FGV restaura prédio para abrigar pós
A Fundação Getulio Vargas está gastando R$ 6 milhões na reforma dessa jóia de prédio no Centro do Rio (foto da esquerda). O edifício fica na Rua da Candelária 6, em frente à Associação Comercial do Rio. Foi construído em 1924 e abrigou o Banco Francês e Italiano da América do Sul. Em 1982 foi comprado pela FGV, mas estava fechado há 16 anos.

FGV-Centro vai receber os alunos dos cursos de pós-graduação, que hoje têm aulas no prédio da Bolsa do Rio. A arquitetura original foi preservada tanto na fachada quanto na área interna (foto acima). Além das salas de aula, o espaço terá biblioteca, laboratório de informática, auditório com 120 lugares e livraria-café. Tudo isso numa área de 3.500 metros quadrados, que inclui subsolo, térreo, mezanino e três andares.

A independência lotérica
Caixa investe em tecnologia e assume controle de jogos que movimentam R$ 4,5 bilhões Por ano, as casas lotéricas brasileiras movimentam R$ 4,5 bilhões em jogos e outro R$ 1 bilhão em transações financeiras, como pagamento de contas e depósitos em poupança. Quase 10% dessa montanha de dinheiro ficava com uma empresa escolhida em licitação pela Caixa Econômica para processar esse imenso negócio — a última foi a Getech. Não fica mais. Em 2004, a CEF deu início ao plano de desenvolvimento tecnológico que a tornou apta a comandar todo o processo.

— A conquista dessa autonomia foi um fato inédito no mundo — diz Antonio Carlos Barasual, superintendente nacional de Loterias.

Em 3.600 cidades brasileiras, brasileiras, há 25 mil terminais eletrônicos instalados em lotéricas. Cada um deles é capaz de registrar apostas e efetuar operações bancárias. Dois centros de processamento em Brasília e um em São Paulo completam o serviço. O modelo agora promete ganhar o mundo, em parcerias com Portugal, Guatemala, Panamá, México, Chile, Argentina, Costa Rica e El Salvador.

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