"A crise política vai seguindo seu rumo, ficando a cada dia mais séria. As investigações evoluem rapidamente.
O que era inicialmente um caso de meter a mão em dinheiro vivo, de origem desconhecida, com a desculpa de pagar dívidas de campanha, revelou-se um sofisticado e complexo jogo de interesses, cujos tentáculos espalham-se pelas empresas estatais, bancos oficiais, fundos de pensão dos funcionários de estatal, envolvendo até mesmo bancos estrangeiros e importantes companhias de telecomunicação.
É muita areia para o caminhãozinho de Delúbio Soares e Sílvio Pereira, não é não? Mesmo com Marcos Valério na jogada.
Não é crível que os dois, bastante limitados intelectualmente, embora portadores de um diploma universitário, pudessem imaginar e gerenciar um esquema desses.
As somas de dinheiro mencionadas até agora são de meter medo em quem trabalha duro para merecer um salário no fim do mês e com ele sustentar a si e à sua família.
É enorme a extensão do dano que este grupo vinha causando ao país, o rombo no Tesouro Nacional, a corrupção moral de funcionários públicos e parlamentares, a extorsão ao setor privado. Sem contar o cinismo e a arrogância meio caipiras com que se comportavam certas figuras notórias nos últimos tempos.
O mais importante é que nenhuma pessoa sensata pode dizer hoje com certeza onde vai parar essa crise. Nenhuma pessoa sensata pode dizer hoje com certeza quando o sistema político vai parar de sangrar, e o país vai iniciar o processo de recuperação.
De uma coisa, porém, já podemos ter certeza: vai melhorar, mas antes de melhorar, ainda vai piorar um pouco mais."
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