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O diagnóstico e a proposta dos senadores petistas para resolver a corrupção eleitoral que os assolou é, no mínimo, bisonha e repressiva.
O Estadão assim a resumiu:
Assim há de se relevar que o Silvinho Pereira também depende de financiamentos privados "às vezes confessáveis e às vezes espúrios" para atender suas necessidades de aventura off road. A ex-mulher de José Dirceu também precisava comprar um apartamento. Paciência (né?) se usou o tipo espúrio do financiamento! A do João Paulo Cunha também e se não fosse uma efetiva necessidade, ela jamais iria buscar os cinquentinha no Rural. Por que o presidente Lula permitiu que o BNDES/PAR (sócio da Telemar) co-adquirisse o escritório do filho por 5 milhões? Alguém pode recusar um bem ao próprio filho? A fazenda do Delúbio? Para um goiano de verdade aquilo também é uma necessidade, gente. Do mesmo modo os 700 outdoors do aniversário do Mercadante eram uma necessidade. Afetiva, é claro, atendida por amigos anônimos sem qualquer intenção política, mas uma necessidade. Poderíamos ir por aí listando Janenes, Pedros, Waldemares e Waldomiros, mas esses bastam para mostrar que os problemas a que hoje assistimos não tem tanto a ver com financiamento de campanhas.
A proposta que apresentam, todavia, reduziria certamente os financiamentos confessáveis - como chamam - mas o faria em favor dos espúrios que já não dependem da lei para existirem. Com tantas restrições, reduziria a informação política disponível ao eleitor e favoreceria aos chapas branca.
Se há necessidade de aperfeiçoamento da lei eleitoral, vamos discuti-la e propor algo à frente que não tente servir de biombo à roubalheira que assolou o governo e que não seja também um retrógrado retorno à visão política dos antigos militares para quem político bom é político calado.
O Estadão assim a resumiu:
Dizem os senadores do PT, os partidos dependem de financiamentos privados "às vezes confessáveis e as vezes espúrios". Por entenderem que há necessidade de haver redução em gastos de campanha, os senadores sugerem que seja adotado em 2006, um controle rigoroso nos gastos de campanhas. Para isso, propomos padronizar os programas de televisão, proibir os showmícios, uniformizar o material de campanha distribuído aos eleitores, reduzir o tempo da propaganda eleitoral, obrigar a prestação de contas de despesas de campanha, divulgada em tempo real e definir regras para pesquisas eleitorais".Esses senhores estão com saudades da Lei Falcão, responsabilizam as demandas por programas de TV, culpam marqueteiros e empresas de pesquisa, querem reduzir o tempo de propaganda e a prestação de conta em tempo real quando nem em tempo irreal o fazem. Só não culpam a si mesmos. Para isso o antídoto: os partidos dependem de financiamentos privados "às vezes confessáveis e as vezes espúrios" dizem, como se isso fosse a coisa mais natural do mundo. Mais ainda, dizem fingindo que não existe também a modalidade "financiamento público espúrio", ao que parece, muito em voga.
Assim há de se relevar que o Silvinho Pereira também depende de financiamentos privados "às vezes confessáveis e às vezes espúrios" para atender suas necessidades de aventura off road. A ex-mulher de José Dirceu também precisava comprar um apartamento. Paciência (né?) se usou o tipo espúrio do financiamento! A do João Paulo Cunha também e se não fosse uma efetiva necessidade, ela jamais iria buscar os cinquentinha no Rural. Por que o presidente Lula permitiu que o BNDES/PAR (sócio da Telemar) co-adquirisse o escritório do filho por 5 milhões? Alguém pode recusar um bem ao próprio filho? A fazenda do Delúbio? Para um goiano de verdade aquilo também é uma necessidade, gente. Do mesmo modo os 700 outdoors do aniversário do Mercadante eram uma necessidade. Afetiva, é claro, atendida por amigos anônimos sem qualquer intenção política, mas uma necessidade. Poderíamos ir por aí listando Janenes, Pedros, Waldemares e Waldomiros, mas esses bastam para mostrar que os problemas a que hoje assistimos não tem tanto a ver com financiamento de campanhas.
A proposta que apresentam, todavia, reduziria certamente os financiamentos confessáveis - como chamam - mas o faria em favor dos espúrios que já não dependem da lei para existirem. Com tantas restrições, reduziria a informação política disponível ao eleitor e favoreceria aos chapas branca.
Se há necessidade de aperfeiçoamento da lei eleitoral, vamos discuti-la e propor algo à frente que não tente servir de biombo à roubalheira que assolou o governo e que não seja também um retrógrado retorno à visão política dos antigos militares para quem político bom é político calado.
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