A CPI dos Correios jogou a toalha no caso das investigações em torno das contas do publicitário Duda Mendonça no exterior.
Ela não teve até agora acesso à conta Dusseldorf, de Duda, nas Bahamas. E vem pedindo, sem sucesso, que o Ministério da Justiça lhe repasse as informações sobre a movimentação financeira de Duda lá fora.
Foi na conta Dusseldorf que Marcos Valério depositou parte do dinheiro que o PT devia a Duda por serviços prestados a campanhas eleitorais de 2002 - entre elas, a de Aloizio Mercadante (PT-SP), atual líder do governo no Senado.
A CPI acaba em março, no máximo em abril.
Para o sub-relator de movimentação financeira da CPI, deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), mesmo que ela recebesse novas informações até março, dificilmente poderia examiná-las em profundidade.
O problema é que Duda recebeu também dinheiro de offshores (empresa com sócios não identificados) de outros países. Seria preciso quebrar os sigilos dessas empresas para determinar a origem do dinheiro. Não haverá tempo.