Nesta quarta-feira, o Copom terá a primeira reunião do ano para rever o nível dos juros. Desta vez, há pelo menos três motivos para crer que o corte não será de apenas meio ponto, mas de no mínimo 0,75 ponto porcentual, para 17,25% ao ano. O primeiro deles tem a ver com a mudança de periodicidade da reunião, que já não será mais mensal, mas a cada 44 dias. Se o Copom mantiver sua política conservadora e gradualista, como tem sido, não pode apegar-se ao corte de meio ponto porcentual das últimas três reuniões. Terá de levar em conta que os juros que saírem quarta-feira terão de perdurar por mais tempo e, se for para manter o mesmo nível de gradualismo, terá de optar por um corte proporcionalmente maior. Em outras palavras, um corte de apenas meio ponto porcentual que tivesse de manter-se por 45 dias (e não mais por 30) significaria que o Copom voltou a endurecer sua política monetária. O segundo motivo é a substancial melhora nas condições externas em relação à reunião de dezembro. O ambiente externo teve sempre muito peso na definição dos juros. Cada aumento da turbulência dos mercados internacionais foi motivo para apertar os torniquetes. Desta vez, as condições estão ainda mais favoráveis ao controle da inflação no Brasil. O melhor indicador disso é o forte recuo do índice de risco Brasil. Na reunião de 14 de dezembro, estava nos 311 pontos. Agora, está abaixo dos 290 pontos, mostrando aumento da confiança na capacidade do Brasil em honrar seus compromissos externos. Essa condição afasta ainda mais o risco de fuga de capitais, tão freqüente no passado, e, portanto, afasta uma disparada nas cotações do dólar e, a partir daí, de nova estocada inflacionária. Além disso, sobram recursos nos mercados internacionais. Na primeira semana de janeiro, o Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) deu todas as indicações de que chegou ao fim o período de ajuste monetário para conter a inflação causada pela alta do petróleo. Juros contidos lá fora melhoram as condições para que o País se financie com recursos externos. O terceiro motivo é mais um indício do que um fator de corte dos juros. Na reunião do Copom de dezembro, dois dos oito diretores do Banco Central defenderam um afrouxamento maior do que o que saiu. Na ocasião foram voto vencido, mas mostraram que já havia condições técnicas para um alívio maior. Como de lá para cá os fundamentos da economia parecem ainda melhores, não dá para descartar mais esse ponto a favor. Há mais elementos que poderiam ser evocados nessa direção: (1) O avanço do IPCA (inflação oficial) ficou dentro da margem de tolerância, nos 5,69%, mostrando que a inflação está sob controle. (2) O IGP-M, que reajusta cerca de um terço dos preços que compõem o custo de vida, teve uma variação inédita em 2005, de apenas 1,2%. Isso significa que o fator que até agora só trabalhou contra o enquadramento da inflação para dentro da meta está trabalhando a favor. (3) A tendência do dólar no câmbio interno segue sendo de baixa, apesar das compras agressivas do Banco Central. (4) A produção industrial cresceu apenas 0,6% em novembro (sobre dezembro), um elemento que ajuda a demonstrar que a economia está desaquecida e não vai encubando inflação. É aguardar a reunião do Copom para conferir.
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