STF SEM POLÍTICA O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se dedica nos próximos dias à relevante tarefa de escolher o ocupante da vaga que será aberta no STF (Supremo Tribunal Federal) com a aposentadoria do ministro Carlos Velloso, que completa 70 anos na sexta-feira.
Esta será a primeira de pelo menos duas indicações para a máxima corte que o presidente poderá realizar neste ano. Desde o início de seu mandato, Lula já nomeou 4 dos 11 membros do tribunal.
No interesse do aperfeiçoamento das instituições brasileiras, é imprescindível que tanto o Executivo quanto o Legislativo desempenhem seus papéis no processo de indicação pautados pelo interesse público e comprometidos com a busca de nomes que conjuguem o profundo conhecimento do direito à transcendência de seus limites estritamente técnicos. Aos ministros do STF compete a nobre missão de controle da constitucionalidade dos atos que emanam tanto do Executivo quanto do Legislativo. Suas decisões têm impacto relevante sobre as instituições e a vida do cidadão comum.
O presidente da República deve afastar a tentação de nomear para cargo tão fundamental indivíduos que tenham vínculos político-partidários ou que sejam escolhidos por relações de natureza pessoal.
É desejável também que o chefe do Executivo tenha a preocupação de escolher representantes de diferentes escolas do direito, que possam realizar um embate plural durante as discussões das teses jurídicas que irão orientar seus julgamentos. A diversidade tende a produzir decisões mais próximas da realidade do país e afastar o risco da monopolização do STF por apenas uma corrente jurídica.
O processo de escolha é complementado pelo Senado Federal, que tem o direito-dever de questionar o escolhido em sessões públicas, nas quais deve verificar se ele possui as credenciais necessárias para o exercício do cargo.
O mesmo procedimento se aplica a indicações realizadas pelo Executivo para outras funções, entre as quais estão diretorias do Banco Central e de agências reguladoras. Em todos os casos, é muito raro que uma indicação seja rejeitada. Nas poucas vezes em que isso ocorreu, o veto foi motivado mais por disputas políticas com o partido ou a coalizão governante do que por dúvidas sobre as qualificações do sabatinado.
Em seu papel de contrabalançar as escolhas do Executivo, os senadores podem se antecipar à própria sabatina e emitir sinais de que certos nomes são inaceitáveis dentro dos parâmetros estabelecidos na Constituição da República.
Mas, acima de tudo, o Parlamento deve conferir às sabatinas o rigor e a profundidade essenciais para permitir uma decisão tanto quanto possível acertada sobre a indicação realizada pelo presidente.
Nesse ponto, é interessante ressaltar a experiência dos Estados Unidos, onde o mais recente indicado do presidente George W. Bush para a Suprema Corte, Samuel Alito Jr., foi submetido por quatro longos dias a uma pesada artilharia de parlamentares democratas, que procuravam esmiuçar suas posições, especialmente em relação ao tema do aborto.
Do exemplo americano, por contraste, fica patente a rarefação das sabatinas que têm ocorrido no Senado brasileiro. Aqui, o nível de exigência dos questionamentos é baixo, as indagações acerca da atuação e do conhecimento jurídicos do postulante, pouco profundas, e o preparo dos inquiridores para sua importante missão, insuficiente. Os senadores agora terão pela frente pelo menos mais duas oportunidades de corrigir essa grave falha de procedimento. Que não as desperdicem.
Entrevista:O Estado inteligente
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