"Pelos pronunciamentos mais recentes do presidente e do relator da CPI dos Correios, está praticamente encerrada a fase espetacular dos depoimentos e acareações, e começam a surgir os primeiros sinais do que vai aparecer nas peças fundamentais de investigação, que são os relatórios.
Vão ser documentos maçudos, de leitura penosa, com exaustiva relação de dados e informações. Não devem ser um best seller. Mas serão indiscutivelmente as peças que vão comandar as decisões daqui em diante.
Pelo que está sendo dito, está definitivamente afastada a história de que isto tudo se resume à existência de um caixa 2 no PT e nos partidos da base aliada, constituído com o objetivo de pagar dívidas de campanha.
Aliás, esta história já tinha começado a ser desmontada, quando se descobriu que, com este dinheiro, pagou-se o escritório do advogado Aristides Junqueira para cuidar da imagem do PT durante as primeiras investigações sobre o assassinato do prefeito Celso Daniel. E isto não tem nada a ver com dívidas de campanha.
Mas agora a CPI dos Correios está avançando mais, mapeando a origem do dinheiro. E começa a chegar a conclusões muito interessantes.
Segundo declarações do presidente e do relator da CPI, empresas públicas e privadas transferiam dinheiro para as empresas de Marcos Valério, através do pagamento por serviços não realizados e faturados em notas frias.
Em entrevista à jornalista Lillian Witte Fibe, no Uolnews, o presidente da CPI dos Correios, senador Delcídio Amaral, afirmou com todas as letras que esta história de caixa 2 para campanhas eleitorais não se sustenta. Segundo o senador, o relatório deve ficar pronto na quinta-feira, 10 de novembro.
Assim, parece diminuir bastante o risco de tudo isto acabar em pizza.
Até porque a batata de muita gente já está assando."
Enviada por: Ricardo Noblat