FSP
SÃO PAULO - Na propaganda da eleição, Lula vai vender uma economia que deverá ter crescido uns 4%, na média dos últimos três anos, se não vier pela frente algum desastre financeiro mundial. Crescimento 40% maior que o da média fernandina.
O primeiro ano de seu governo, Lula poderá descartar, uma estagnação resultante de duas décadas de besteirol econômico petista e da ruína financeira de FHC. O desemprego estará tão baixo como não estava havia uns sete, oito anos.
Para quem tiver melhorado de vida e não se importar muito com corrupção, não virá ao caso que tais números digam muito pouco sobre os governos de Lula e de FHC.
Mesmo com os tantos fracassos econômicos entre os anos de 1991 e 2003, o Brasil cresceu mais que a média da América Latina e da América do Sul. Nos anos de Lula, terá crescido menos. A estatística de Lula está contaminada pela recuperação de Argentina e Venezuela. No resumo da ópera, números frios não dizem grande coisa. Certo é que o Brasil surfa numa onda baixa do vagalhão do crescimento mundial deste início de século.
FHC correu mais riscos e fez mudanças estruturais na economia, ora mais aberta e eficiente. Pegou quatro crises mundiais terríveis. Cometeu grande irresponsabilidade fiscal, com déficits gigantescos, no primeiro mandato, e o estelionato do real forte. Concedeu a primazia da política econômica à demência monetária que domina o país até hoje. Produziu o desastre do apagão, que parou o país por um ano e aumentou brutalmente a dívida pública.
A política fiscal de Lula foi responsável, afora a dívida deixada pelo BC. Juros e metas de inflação são injustificáveis para qualquer um que não seja economista banqueiro. Lula ampliou o crédito para gente miúda. Afora isso, não fez mais quase nada, nem desastres. Cedeu à ditadura monetária e surfou na onda mundial.
É isso o Brasil, há mais de década.
O primeiro ano de seu governo, Lula poderá descartar, uma estagnação resultante de duas décadas de besteirol econômico petista e da ruína financeira de FHC. O desemprego estará tão baixo como não estava havia uns sete, oito anos.
Para quem tiver melhorado de vida e não se importar muito com corrupção, não virá ao caso que tais números digam muito pouco sobre os governos de Lula e de FHC.
Mesmo com os tantos fracassos econômicos entre os anos de 1991 e 2003, o Brasil cresceu mais que a média da América Latina e da América do Sul. Nos anos de Lula, terá crescido menos. A estatística de Lula está contaminada pela recuperação de Argentina e Venezuela. No resumo da ópera, números frios não dizem grande coisa. Certo é que o Brasil surfa numa onda baixa do vagalhão do crescimento mundial deste início de século.
FHC correu mais riscos e fez mudanças estruturais na economia, ora mais aberta e eficiente. Pegou quatro crises mundiais terríveis. Cometeu grande irresponsabilidade fiscal, com déficits gigantescos, no primeiro mandato, e o estelionato do real forte. Concedeu a primazia da política econômica à demência monetária que domina o país até hoje. Produziu o desastre do apagão, que parou o país por um ano e aumentou brutalmente a dívida pública.
A política fiscal de Lula foi responsável, afora a dívida deixada pelo BC. Juros e metas de inflação são injustificáveis para qualquer um que não seja economista banqueiro. Lula ampliou o crédito para gente miúda. Afora isso, não fez mais quase nada, nem desastres. Cedeu à ditadura monetária e surfou na onda mundial.
É isso o Brasil, há mais de década.