Sim, sim, eu sei. Eu sou um ocidental muito racional. Eu não entendo a mente oriental e a vitória emocional que Nasrallah colherá de toda esta dor. Não se trata de perder ou ganhar; trata-se de mata judeus. Bem, talvez – mas, no final das contas, guerras são lutadas para fins políticos. Uma contabilidade será feita, então vamos fazer matemática.
Primeiro, Nasrallah atrasou todo o incipiente movimento árabe de democracia. Esse movimento, a propósito, estava sendo usado por partidos islâmicos – como o Hezbollah e o Hamas – para pacificamente ascender ao poder. O Hezbollah, pela primeira vez, teve dois ministros no Gabinete Libanês. O Hamas, através de uma eleição patrocinada pelos EUA, tomou a Autoridade Palestina. E, em ambos os casos, assim como no Iraque, estes partidos islâmicos foram permitidos a sentarem-se no governo e manterem suas próprias milícias do lado de fora.
O que ambos têm feito – ao arrastar suas nações para guerras desnecessárias contra Israel – é provar que islâmicos não serão feitos mais responsáveis pelo poder político. Apenas o oposto; não somente eles não consertarão as fossas, como eles começarão guerras, quando quer que escolham, que levarão a fossas ainda maiores.
Isto significa que o Hamas e o Hezbollah nunca mais conseguirão outro voto? Claro que não. Seus seguidores sempre os seguirão. O que isto significa é que se a Irmandade Muçulmano no Egito, ou islâmicos na Jordânia ou no Golfo, tinham esperanças de tomarem o poder através de meios eleitorais, eles podem esquecer suas pretensões. Eu não vejo seus governos, nunca, permitindo eleições que possam trazer partidos islâmicos para o poder, e não vejo os EUA promovendo quaisquer eleições mais na região, por enquanto. O experimento da democracia árabe está na espera – porque se partidos islâmicos não podem ser confiados a governarem, eleições não podem ser sediadas.
Todos os diretores árabes dizem, “obrigado, Nasrallah”.
Na paz adiante, vejamos, Israel sai do Líbano e de Gaza, e o qual é a resposta do Hamas e do Hezbollah? Construir escolas, estradas e empregos em seus territórios recuperados? Não. Respeitar a fronteira com Israel, mas exigir que Israel continue a retirar-se da Cisjordânia? Não. A resposta é bombardear Israel de Gaza e abduzir soldados israelenses do Líbano. O Hamas e o Hezbollah substituíram a fórmula “terra por paz” por “terra por guerra”, disse o ex-enviado ao Oriente Médio Dennis Ross.
Ao fazer isso, eles têm garantido que nenhum governo de Israel vá unilateralmente se retirar da Cisjordânia e arriscar foguetes
Todos os colonizadores judeus da Cisjordânia dizem, “obrigado, Nasrallah”.
Mas vamos presumir que Nasrallah não ligue para democracia ou por um estado palestino. Ele tem que ligar sobre sua própria posição. Suas aventuras levaram a uma devastação de seu povo – o que está acontecendo no Líbano é uma tragédia terrível – com relativamente poucos danos a Israel. Ele lançou uma guerra em interesse do Irã que arruinou seu povo, e o melhor resultado que ele pode esperar é um cessar-fogo que requer que o Hezbollah saia da fronteira com Israel.
Além disso, o Irã deu mísseis a Nasrallah para deter qualquer ataque Ocidental ou Israelense sobre o programa nuclear iraniano. Ao frivolamente jogarem suas cartas de míssil agora, o Hezbollah e o Irã ficaram expostos e enfraqueceram o poder de impedimento do Irã. Realmente burro.
Pode a América tirar proveito sobre a estupidez de Nasrallah? Para mim, o grande passo nesse xadrez estratégico é separar a Síria do Irã, e trazer Damasco de volta para o redil árabe sunita. Isso porque a Síria hospeda a liderança do Hamas em Damasco. É a terra de união entre o Hezbollah e o Irã, sem a qual o Hezbollah não pode sobreviver. É o porto-seguro para os insurgentes baatistas no Iraque.
Sim, temos muito o que discutir com a Síria. E também os sauditas, egípcios e os jordanianos, os quais estão preocupados que a Síria esteja pavimentado o caminho para uma tomada xiita iraniana sobre a política árabe.
Eu certamente estaria interessado em saber se Damasco responderia a uma sondagem americana-saudita – como aquela que fez a Líbia desistir de armas nucleares – e saísse do lado escuro. Improvável, mas se o time de Bush tivesse a inteligência para conseguir tal passo – também improvável – isso seria a mãe de todas as derrotas para o Irã e para Nasrallah.