FSP
Desde a CPI dos Precatórios, o Congresso já deveria ter desenvolvido uma metodologia para analisar operações de mercados futuros ou com títulos públicos. Reside aí uma enorme fonte de fraudes, escondidas nas sutilezas dos diferenciais de taxas.
Como reação ao relatório do deputado ACM Neto, a Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar) solicitou à empresa de consultoria Portolio Performance um relatório com a metodologia adequada para identificar fraudes nas operações de futuro.
É um bom roteiro inicial, embora sem grandes novidades. O primeiro passo é separar bem os tipos de operação e de operadores do mercado:
1) Hedger: é o investidor que busca proteção contra oscilações de preços indesejadas. Suponha que tenha uma carteira de ações e queira se prevenir contra eventuais quedas da Bolsa. Vende um contrato futuro de Bovespa, com uma valorização em relação ao índice à vista. Se a Bolsa cai, ele perde em sua carteira de ações, mas ganha no índice (já que o comprador terá que pagar a diferença entre o preço combinado e o de mercado). E vice-versa, caso o mercado suba. Quando se tem as duas operações se compensando mutuamente, diz-se que o investidor está "travado".
2) Especulador: assume posições de risco. É o sujeito que, sem estar "travado", aposta em uma das pontas e pode ganhar muito ou perder bastante.
3) Arbitrador: como todas as operações entre mercado à vista e futuro são feitas em torno de juros, o arbitrador vai descobrindo operações estruturadas que lhe permitam ganhar sem correr riscos.
Identificados os personagens, o passo seguinte é separar as operações de hedge e de arbitragem -nas quais os operadores buscam ganhos prefixados, sem risco- das operações especulativas. Não que as duas primeiras estejam infensas a fraudes. Elas devem ser investigadas no caso de sucessivas operações do mesmo tipo por parte de um mesmo agente. Mesmo assim, é necessário analisar estatisticamente a distribuição dos resultados, a fim de identificar eventuais desvios. Há uma regra clara no mercado: ninguém pode perder sempre assim como ninguém pode ganhar sempre.
Mesmo assim, o hedge deve ser visto como um seguro contra oscilações. Às vezes, o agente monta a operação para prevenir alguma oscilação de mercado que não ocorre, e o hedge vira custo. Faz parte do jogo, desde que não repetido de forma reiterada, estatisticamente comprovando o ganho de uma das partes.
Uma vez que eventualmente são trocados os gestores dos fundos de investimento, o relatório sugere que, no balanço das operações sob suspeita, sejam incluídos os nomes dos gestores à época em que elas foram realizadas.
A fraude pode ocorre sempre que os responsáveis pelas execuções de ordens de compra e venda de contratos puderem determinar a posteriori quem são os clientes das operações.
Várias operações são feitas durante o pregão. Depois, o responsável lança as que deram prejuízo para a conta do cliente e fica com as que deram lucro, por exemplo.
Entrevista:O Estado inteligente
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