Entrevista:O Estado inteligente

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Ciro é para Lula o que “Pires” foi para o ditador Figueiredo

PRIMEIRA LEITURA

Interessante o ministro Ciro Gomes (Integração Nacional) ter sido "escalado" para ser o porta-voz da reunião ministerial. Não sobrou um só membro do PT, o partido hegemônico, para falar com mais clareza? Jaques Wagner (Relações Institucionais) também se pronunciou. Para dizer que Lula não está certo se será ou não candidato. Ou seja: transformando tudo isso num roteiro, Ciro surgiu como a personagem do dia e uma espécie de ameaça. Corresponde ao "Pires" do Figueiredo, agora em tempos democráticos. Explico-me. Sempre que o general João Batista Figueiredo, último presidente da ditadura, julgava que a oposição estava exagerando, ameaçava: "Olhem que eu chamo o Pires", referindo-se ao então ministro do Exército, Válter Pires, que seria convocado para suspender a abertura e melar o jogo. Lula está fazendo o mesmo com o seu ministro da Integração Nacional. "Não exagerem! Olhem que eu chamo o Ciro". E, assim, tentar melar o jogo até agora jogado. Ciro, claro, topa. Por que não toparia? Já embarcou na canoa furada mesmo. Agora, se preciso, nada nem que seja de barriga — Reinaldo Azevedo

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