De Denise Chrispim Marin em O Estado de S. Paulo, hoje:
"O empresariado brasileiro é simpático ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) e teme mais o prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, resumiu ontem o deputado Armando Monteiro Neto (PTB-PE), presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), ao explicar a visão dos industriais sobre os principais personagens da corrida presidencial de 2006.
A aversão a Serra, manifestada por uma parcela substancial do empresariado, deve-se à desconfiança de que, uma vez na presidência, ele tenderia a adotar uma política mais intervencionista na economia que seus potenciais concorrentes, explicou Monteiro Neto.
"Largos setores da comunidade empresarial acreditam que Serra é mais intervencionista. O mercado tem mais medo dele do que do 'novo Lula' que emergirá na campanha eleitoral", afirmou ele durante almoço de confraternização em que a CNI revelou esperar um crescimento de 3,6% em 2006. "Eu vejo o Serra de outra forma. Ele age com racionalidade na economia. Não o vejo desafiando essa racionalidade", ponderou."
(Comentário meu: De duas, uma: ao repetir o que o ex-deputado José Dirceu havia dito no último fim de semana, o presidente da CNI faz campanha para eleger Serra que não seria "um pau mandado" como Lula está sendo.
Porque salvo quem manda no pau, ninguém gosta de presidente da República "pau mandado".
Ou então o presidente da CNI tenta fazer com Serra desde já o que em 2002 se fez com Lula - e deu certo: enquadrá-lo. No caso de Serra, não será fácil.
Primeiro porque ele está dispensado de dar provas de que não meterá os pés pelas mãos - Lula precisava. Segundo porque ele não parece assim tão flexível como Lula foi e continua sendo.
Resta mais que provado que Lula não tinha compromissos sequer com suas próprias idéias.)