Entrevista:O Estado inteligente

sábado, setembro 16, 2006

O presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), divulgou uma nota sinuosa

A foto do dia

Foto: Luiz Alves/Folha do Estado

Paulo Roberto Dalcol Trevisan, tio do empresário Luiz Antônio Vedoin, acusado de chefiar a máfia dos Sanguessugas, é preso pela Polícia Federal em Cuiabá. Em depoimento, diz que receberia dinheiro do PT para entregar documentos contra tucanos.

Enviada por: Ricardo Noblat





Morde e assopra

O presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), divulgou uma nota sinuosa para dar e ao mesmo tempo pedir explicações sobre o dossiê preparado pela família Vedoin, chefe da Máfia dos Sanguessugas, contra José Serra (PSDB).

 

Na nota, Berzoini diz que o PT considera "graves as novas acusações relativas ao escândalo dos sanguessugas" contra José Serra (PSDB), mas afirma que o partido "sempre rejeitou o denuncismo eleitoral e a produção ilegal de dossiês".

 

Acrescenta que Valdebran Padilha, filiado ao PT e preso pela Polícia Federal sob a acusação de pagar pelas informações contra tucanos, será suspenso do patido por precaução e terá de enfrentar procedimento disciplinar.

 

E conclui: "Diante da consolidação da liderança de nossa candidatura presidencial e da frustração daqueles que desejaram destruir o PT, não nos surpreende que ocorram episódios dessa natureza, com o objetivo de conturbar a disputa eleitoral".

 

Ao que se sabe, quem foi preso pela Polícia Federal foi um integrante do PT, acusado de pagar por informações para desestabilizar a campanha de Serra, não de Lula, Mercadante ou de quem quer que seja.

 

E se Berzoini condena o denuncismo eleitoral, deveria prestar esclarecimentos convincentes sobre Valdebran Padilha. Porque, por enquanto, queiram os petistas ou não, o partido é o primeiro na lista de suspeitos nesse caso.

Enviada por: Ricardo Noblat

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