Entrevista:O Estado inteligente
COLUNA DE CLAUDIO HUMBERTO
“Vou fazer outro pacto com a sociedade baiana”
Geddel Vieira Lima, avisando que sai da Caixa para se opor ao governo do PT na Bahia
GALEÃO FOI PRIVATIZADO, MAS INVESTIMENTO É PÚBLICO
O
governo federal continua sendo uma mãe para o grupo Odebrecht, como o
foi para o ex-bilionário Eike Batista. O banco público BNDES anunciou
“aporte” de R$ 1 bilhão na Odebrecht TransPort menos de um mês depois de
essa empresa ganhar a concessão para operar o Aeroporto do Galeão, no
Rio. Na prática, investimentos no aeroporto, cuja gestão foi
privatizada, serão bancados com dinheiro público.
NEGÓCIO DA CHINA
Apesar do valor importante investido da Odebrecht TransPort, o BNDESPar fica com apenas com 10,61% de suas ações.
VÁ SOMANDO...
O governo ainda fez o fundo de investimento do FGTS aplicar R$ 428,5 milhões para manter sua participação de 30% na TransPort.
ARRUMAÇÃO
A
TransPort foi “reestruturada”, mas a Odebrecht mantém o controle com
59,39% das ações. A participação governamental é de 40,61%.
ASSIM É MOLE
O BNDES realizou no Brasil o negócio dos sonhos de empresários amigos: negócios florescem e o banco estatal paga a conta.
CHUVA AINDA CAUSA CAOS
Os
capixabas também não têm motivo para acreditar em políticos: após as
enchentes de 2012, com 170 mil desabrigados, o governo federal anunciou a
liberação de apenas R$ 20 milhões para o Espírito Santo enfrentar a
calamidade. Dinheiro para reparar os danos causados pelas chuvas daquele
ano e do anterior. De lá para cá, muitas águas depois, de concreto só
tem os pluviômetros, que medem o volume de chuva...
MENOS É POUCO
Dos
R$ 3,3 bilhões destinados à prevenção contra a chuva nos estados em
2013, apenas R$ 13,6 milhões foram gastos no Espírito Santo.
BUROCRACIA LETAL
Levantamento
da ONG Contas Abertas revela que não foram utilizados R$ 60 milhões
liberados para ações de prevenção no Espírito Santo.
CUSTO BRASIL
Apesar do anúncio para 2014, obras no Canal do Congo (ES), que transbordou semana passada, só terminam em 1 ano e meio.
PAGAMENTOS SUSPENSOS
O
juiz federal Rodrigo Navarro suspendeu liminarmente qualquer pagamento
da União à empresa vencedora do pregão eletrônico para implantação do
sistema de balística no Brasil. Suspeito de direcionamento, o resultado
será conhecido às 9h do próximo dia 31.
MJ FORA DO AR
O
portal do Ministério da Justiça – onde foi publicado o edital do sistema
de balística – passa por “breve manutenção” e está fora do ar. Mesmo
assim, processo de licitação segue sem interrupções.
SANGUE DE BARATA
Eliseu
Padilha (PMDB-RS) aceitou convite do vice-presidente Michel Temer para
integrar o núcleo duro da campanha de Dilma. Ministro de FHC, ele foi
muitas vezes ofendido por petistas, que o chamavam de “Eliseu
Quadrilha”.
SUBIU NO TELHADO
O PT anda desconfiado que
subiu no telhado a indicação do ministro Aloizio Mercadante (Educação)
para a Casa Civil, em 2014, após um demorado almoço, que aconteceu na
segunda-feira, entre a ministra Gleisi Hoffmann e o cotadíssimo Carlos
Gabas, atual ministro da Previdência.
PRESENTE DE NATAL
Dilma
sancionou projeto do presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB),
denominando de Aluízio Alves o Aeroporto Internacional de Natal, em
homenagem a seu tio, saudoso ex-ministro e político.
FUI!
Zerou
o estoque de euros e dólares, ontem, do Banco do Brasil do Itamaraty,
um dos poucos pontos de câmbio em Brasília. O gerente explicou: “Teve
muito câmbio nos últimos dias e não deu para repor”.
GOTEIRA
Ninguém
entendeu por que Dilma usou colete da Defesa Civil no sobrevoo da
tragédia no Espírito Santo: afinal, ela não saiu do helicóptero.
Certamente, para não molhar os sapatos Chanel.
GASTOS SIDERAIS
A
Agência Espacial Brasileira vai desembolsar R$ 37,5 milhões para lançar
o CBERS-4, em Taiwan. No início deste mês, a agência lançou o CBERS-3
ao custo de R$ 160 milhões. Caiu pouco tempo depois.
PENSANDO BEM...
...esgotou-se
o estoque de piadas de salão de Delúbio Soares na Papuda: Dirceu quer
trabalhar e Marcos Valério pediu transferência para Minas Gerais.
PODER SEM PUDOR
OPOSIÇÃO AO VERNÁCULO
Nos
anos 70, um vereador de Ladainha, no nordeste mineiro, escreveu ao
prefeito Jorge Abraão ameaçando denunciá-lo ao Tribunal de Contas do
Estado, em carta que mais chamava a atenção pelos erros: bacharel com x,
"viriador" etc.
O prefeito, que já faleceu, era conhecido por sua honestidade e bom humor, e respondeu ao adversário com uma proposta:
- Não me denuncie ao Tribunal e eu prometo não denunciá-lo ao Mobral...
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