Resposta a Vladimir Safatle - JOÃO PEREIRA COUTINHO
FOLHA DE SP - 14/02/12
Nada tenho contra a ignorância. Na melhor tradição socrática, sei que a ignorância é a base de qualquer conhecimento válido.
Coisa diferente é a ignorância atrevida; ou a má-fé intelectual de quem falsifica os factos para construir uma narrativa "apropriada".
Vladimir Safatle é um caso: dias atrás, escrevi nesta Folha que o seu texto sobre o conflito israelense-palestinorevelava desconhecimento sobre aspectos básicos do problema, que qualquer um dos meus alunos aprende no 1º ano de faculdade.
Lendo a resposta de Safatle à minha resposta, vejo que me enganei --e devo um pedido de desculpa aos leitores.
Safatle não revela apenas desconhecimento; revela desconhecimento, desonestidade e um desagradável traço de grosseria.
Sobre a grosseria, digo apenas isto: no meu texto, em nenhum momento teço considerações pessoais sobre Safatle. Não há uma linha sobre a sua ascendência cultural; e nunca me passaria pela cabeça atribuir-lhe qualquer maleita psiquiátrica.
Que Safatle tenha evocado a minha condição de português para, alegadamente, eu não entender certas palavras (no fundo, um velho clichê racista) e levantado suspeitas sobre as minhas "alucinações negativas", eis uma postura que define a criatura.
Em condições normais, não haveria resposta ao texto de Safatle. Mas, por respeito aos leitores da Folha, gostaria de esclarecer alguns pontos sobre a "polêmica".
Em primeiro lugar, Safatle afirma que um "muro" é um muro e que eu, de forma demente, teria transformado o Muro (com maiúscula) em "barreira de segurança". Para que não restem dúvidas, mantenho o que disse: a parte em cimento da "barreira de segurança" da Cisjordânia constitui apenas 5% da totalidade dessa barreira (que, na verdade, é mais uma cerca que outra coisa).
Isto não é um pormenor; é uma forma de tratar as palavras (e a realidade) com um mínimo de decência. Bem sei que é mais dramático afirmar que Israel construiu um Muro ("o Muro da vergonha", "um novo Muro de Berlim" etc. etc.) para separar os israelenses dos palestinos. Lamento: Israel apenas construiu esse Muro quilométrico na retórica de Vladimir Safatle.
Uma vez estabelecidos os factos, convém lidar com as implicações: a "barreira de segurança" vai além das fronteiras pré-1967 e anexa território alocado aos palestinos? Verdade.
Mas não é a "barreira de segurança" (ou os assentamentos na Cisjordânia, já agora) que impede uma solução para o conflito e a existência de um estado palestino que inclua a totalidade de Gaza e a (quase) totalidade da Cisjordânia (já lá iremos).
Israel retirou de Gaza em 2005 e, para o efeito, evacuou povoações inteiras (Netzarim, Morag, Dugit etc.). Aliás, a evacuação não se limitou a Gaza; incluiu também outras povoações na Cisjordânia, como Ganim ou Homesh.
Nenhuma novidade. O mesmo já sucedera depois dos acordos de Camp David (em 1979) quando a paz com o Egito levou Israel a desmantelar a totalidade dos assentamentos no Sinai.
Dito de outra forma: nem os assentamentos, nem a "barreira de segurança", ambos removíveis por definição, são os verdadeiros obstáculos da paz.
E quando, mais acima, escrevi sobre a possibilidade de um estado palestino que inclua a totalidade de Gaza e a (quase) totalidade da Cisjordânia, nem esse "quase" é um obstáculo real: o
Plano Clinton já previa que os 94%-96% da Cisjordânia palestina seriam completados por 6%-4% de território israelense anexado a Gaza. Mas nem isso levou Arafat a aceitar um acordo histórico para os palestinos.
E Arafat não aceitou o acordo porque exigiu o regresso dos 4 milhões de refugiados palestinos (tradução: o regresso dos filhos dos filhos dos filhos dos refugiados originais) a Israel, e não ao novo estado palestino, como seria lógico.
Com imensa bondade, Safatle concorda que esse regresso em massa seria um suicídio demográfico e cultural para Israel. Mas depois pergunta por que motivo não se tenta encontrar uma solução de compromisso que passe pela "absorção de uma parte e a compensação financeira dos demais".
Se Safatle tivesse lido alguma coisa a respeito, ele saberia que "absorção de uma parte" e "compensação financeira dos demais" foi precisamente o que foi proposto por Ehud Barak em Camp David.
Para sermos precisos, Barak propôs absorver uma parte dos refugiados palestinos ao abrigo de um programa de reunificação familiar; e propôs também compensações no valor de 30 bilhões de dólares. Arafat recusou na mesma.
Por último, Safatle horroriza-se com a minha frase: "a existência de um Estado autônomo e respeitoso das fronteiras de 1967 tem sido sucessivamente proposto pelas lideranças israelenses desde 1967".
Não entendo o horror. Se esquecermos que, antes da Guerra dos Seis Dias, foram sempre os árabes a recusar a existência de um estado palestino junto a um estado israelense (1917, 1937, 1948), o que dizer depois da Guerra?
Depois da Guerra, ainda em 1967, quando Israel estava disposto a trocar a terra conquistada por paz, reconhecimento e negociação, a resposta árabe ficou célebre na Cúpula de Cartum, que a história registou para a posteridade como a "Cúpula dos Três Nãos": não à paz com Israel; não ao reconhecimento de Israel; e não à negociação com Israel.
Apesar de tudo, um estado palestino respeitoso das fronteiras de 1967 (embora, como referi, implicando "trocas de terra" em que Israel cederia parcelas do seu território para compensar perdas na Cisjordânia) voltou a ser oferecido em 2000, em Camp David; e retomado por Ehud Olmert, em 2008. A resposta árabe foi sempre a mesma: não, não e não.
É pena. Os palestinos, que Safatle me acusa de ignorar em tom melodramático, mereciam melhor destino.
Mereciam, por exemplo, que as lideranças palestinas não tivessem desperdiçado as várias oportunidades de alcançarem um estado palestino independente depois de 1967.
E mereciam que, antes de 1967, quando Gaza e a Cisjordânia estavam sob domínio egípcio e jordano, respectivamente, os "irmãos árabes" tivessem integrado os refugiados palestinos nas suas sociedades.
Exatamente como Israel integrou os milhares de refugiados judeus que, durante a Guerra da Independência de 1948, partiram ou foram expulsos dos países árabes da região.
Discutir o conflito israelense-palestino, ao contrário do que pensa Vladimir Safatle, é um pouco mais complexo do que soltar umas interjeições adolescentes ("um muro é um muro!", "há situações inaceitáveis sob quaisquer circunstâncias!" etc.) que talvez impressionem alguns alunos pós-púberes.
Infelizmente, senhor professor Safatle, não me impressionam a mim.
Arquivo do blog
-
▼
2012
(836)
-
▼
Fevereiro
(222)
- Pobre menina rica - Miriam Leitão
- Novo fôlego - Merval Pereira
- Agora é que são elas Dora Kramer
- A força das classes médias Celso Ming
- É, leitor, cabe rir :Marco Antonio Villa
- Brasil é o espelho do mundo Marcelo Côrtes Neri
- A produtividade da Justiça José Pastore
- O que o Carnaval diz do Brasil? - ROBERTO DaMATTA
- Erratas na vida - LYA LUFT
- Salvem as martas - J. R. GUZZO
- O procurador não quer procurar - REVISTA VEJA
- Liberdade de imprensa duplamente violada - Paulo B...
- As instituições mundiais no caminho do fracasso? M...
- Vácuo de ideias Denis Lerrer Ronsenfield
- FHC -A soma e o resto por Augusto Nunes
- Farsa Pinheirinho - Margrit Schmidt
- A torre de Babel - Luiz Paulo Horta
- É a China que se defende do Brasil... - Alberto Ta...
- A ineficácia dos moralismos - Roberto Romano
- Nova chuva de euros - Celso Ming
- Tempos de diálogo e pragmatismo - Gaudêncio Torqua...
- Muitas novidades - 2 - João Ubaldo Ribeiro
- Trocas e truques - Ferreira Gullar
- Dois caminhos - Miriam Leitão
- Por que Serra cedeu - Dora Kramer
- Um fundo para distribuir renda - Suely Caldas
- O destino e a prévia - Merval Pereira
- Se agotó la paciencia Joaquín Morales Solá
- Pensando en China Mariano Grondona
- El mundo feliz de un empresario kirchnerista Carlo...
- A escalada do petróleo - Celso Ming
- Na mesma roda - Miriam Leitão
- Falta de interesse - Merval Pereira
- O armário econômico de Romney Paul Krugman
- Gestão punitiva Merval Pereira
- Brics em estudo Miriam Leitão
- Quem te viu, quem te vê - Nelson Motta
- Grécia, mais um triste capítulo Luiz Carlos Mendon...
- 'Não minta para mim, Argentina' O Estado de S. Pau...
- Parados no ar Dora Kramer
- Mais dólares chegando Celso Ming
- Uma nova direita, por que não? João Mellão Neto
- Prepotência administrativa Otavio Leite
- Morreu, mas passa bem Luís Eduardo Assis
- ¡No quiero un Congreso de ricos y corruptos! Por C...
- Falta de competitividade - CELSO MING
- Raio X na carga - MIRIAM LEITÃO
- Brasil realmente caro - VINICIUS TORRES FREIRE
- As "memórias" do barão - MERVAL PEREIRA
- Dinheiro do FGTS para fazer o superávit - RIBAMAR ...
- Pacote grego não convence Alberto Tamer
- Privatizar? Não pense Cristiane Alkmin J. Schmidt
- Não, a culpa não é do mercado Carlos Alberto Sarde...
- Mitos e equívocos José Serra
- Miriam Leitão - Sombras na economia
- Roberto Abdenur - Três crises e uma incógnita
- Antonio Delfim Netto - Taxa neutra
- PT privatiza - EDITORIAL O GLOBO
- Duas Europas? - GILLES LAPOUGE
- Lições da Perestroika na economia - LUIZ CARLOS ME...
- Mentira e colonização da Grécia - VINICIUS TORRES ...
- Cinzas e a garrafa de Klein - Roberto DaMatta
- É o dólar, deslizando Celso Ming
- Os verdadeiros mentirosos - Merval Pereira
- O pessimista entre a anarquia e o poder Eliana Car...
- A economia brasileira é diferente? Paulo R. Haddad...
- Sofrer sem ganhar - Paul Krugman
- Dentes e cuecas - João Pereira Coutinho
- Uma chance para Obama - MYLES FRECHETTE e JOHN MAR...
- O passo seguinte-Miriam Leitão
- XICO GRAZIANO,Cachaça boa, 'marvada' pinga
- JOSÉ PAULO KUPFER - Mais com menos
- Celso Ming - Sob a mira, as cadernetas
- Dilma, não esquece o Galeão! - Rodrigo Constantino...
- Bônus para servidores paulistas - EDITORIAL ESTADÃ...
- Playboy Interview: Paul Krugman
- Pasquale Cipro Neto - Carnaval? Tô fora, literalme...
- Uma ideia asnática - EDITORIAL O ESTADÃO
- Mais jovens do que somos - RUY CASTRO
- Concessões petistas - EDITORIAL FOLHA DE SP
- A gerente do loteamento - EDITORIAL O ESTADÃO
- Perdão pela crise - RUBENS RICUPERO
- Sem justificativas - EDITORIAL O GLOBO
- Muitas novidades - 1 JOÃO UBALDO RIBEIRO
- A Grécia aguenta? - CELSO MING
- Insegurança estrutural - ELIANE CANTANHÊDE
- Eleições e escolhas - MIRIAM LEITÃO
- O jogo dos acasos - FERREIRA GULLAR
- Carnaval da bajulação do poder - VINICIUS TORRES F...
- Os poderes de Graça Foster - SUELY CALDAS
- Carnavais - JANIO DE FREITAS
- Rio Branco - CELSO LAFER
- Fidel Castro e a fé - MAC MARGOLIS
- Um crime de lesa-cidade ROSISKA DARCY DE OLIVEIRA
- Insegurança nas empresas FRANCISCO DORNELLES
- Bloco do cotidiano - MIRIAM LEITÃO
- O que é conteúdo local? - CELSO MING
- Teatro de fevereiro - MIRIAM LEITÃO
- Soberania popular - MERVAL PEREIRA
- Mais um revés para os mensaleiros - EDITORIAL O GL...
- Investimentos empacados - EDITORIAL O ESTADÃO
- Governo parece ter optado por uma nova prioridade ...
- O DI incomoda muita gente- Celso Ming
- Não magoem a China Alberto Tamer
- Balas de prata Dora Kramer - Dora Kramer
- JOSEF BARAT Aeroportos: Concessões são avanço, mas...
- Tudo é relativo, mas . . . Carlos Alberto Sardenbe...
- O público e seus problemas Raghuram Rajan
- Greve de PMs e segurança pública Carlos Mário da S...
- Fundos de pensão e estratégia global Mario Garnero...
- Duplipensar Demétro Magnoli
- Aeroportos - foi mesmo privatização e inevitável R...
- Guizo no gato - MERVAL PEREIRA
- Desatar os nós - MÍRIAM LEITÃO
- Pedir esmolas à China - VINICIUS TORRES FREIRE
- Impostômetro - ANTONIO DELFIM NETTO
- Comércio, a zona escura - ROLF KUNTZ
- O tombo da Petrobrás - EDITORIAL ESTADÃO
- Caindo do cavalo - ROBERTO DaMATTA
- Passo consumado - Dora Kramer
- O arranjo da economia - Celso Ming
- Parece que foi ontem Jose Márcio Camargo
- Pedro Doria As escolhas de cada dia
- Riscos na decolagem - JOSÉ PAULO KUPFER
- Resposta a Vladimir Safatle - JOÃO PEREIRA COUTINH...
- Rumo à estação Arena - DORA KRAMER
- Se não é guerra, o que é? - ANTONIO DELFIM NETTO
- Preços predatórios - CELSO MING
- Fábio Giambiagi - A política do salário mínimo
- Merval Pereira - Questão de Estado
- Rubens Barbosa - É poder de competição, estúpido!
- Carta na mesa - MIRIAM LEITÃO
- Quanto custa a burocracia brasileira? - ORDÉLIO AZ...
- Nara Leão
- Além dos aviões - GEORGE VIDOR
- O PT e as privatizações - AÉCIO NEVES
- Eleição quântica José Roberto de Toledo
- O desafio é a competitividade Raul Velloso
- Os indefesos Denis Lerrer Rosenfield
- Relações Brasil-Estados Unidos Luiz Augusto de Cas...
- Será que sou eu a Sra. Kerner? Adriana Vandoni
- Já deu na vista-Mary Zaidan
- Um sonho que acabou - FERREIRA GULLAR
- Bahia de todos os medos - GAUDÊNCIO TORQUATO
- FHC: agora é a vez dos portos - ALBERTO TAMER
- Infraero faz a diferença- para pior - SUELY CALDAS...
- Aí tem - CELSO MING
- Debate tolo - MIRIAM LEITÃO
- Uma questão de números - MERVAL PEREIRA
- Vivendo e aprendendo - PEDRO S. MALAN
- Perigo nas contas externas - EDITORIAL O ESTADÃO P...
- Incoerente da Silva - DORA KRAMER
- Walter Laqueur - ENTREVISTA:A Europa perdeu o ímpe...
- Dilema atroz - CELSO MING
- Contas em atraso - MIRIAM LEITÃO
- Capturando o Banco Central Europeu - JOSEPH E. STI...
- A disputa pela classe C - MERVAL PEREIRA
- Estreita vigilância Dora Kramer
- Mandem a conta para Lula- Carlos Alberto Sardenber...
- Conta coletiva - MIRIAM LEITÃO
- Discussão semântica - MERVAL PEREIRA
- A era do oportunismo - JOSÉ SERRA
- Mais privatizações no ar - VINICIUS TORRES FREIRE
- Xadrez paulista - MERVAL PEREIRA
- É a indústria... - ANTONIO DELFIM NETTO
- Um pacto pelo atraso - ROLF KUNTZ
- Nova decolagem - MIRIAM LEITÃO
- Cavalhadas - ROBERTO DaMATTA
- A César o que é de César - DENISE ROTHENBURG
- A volta das privatizações - CRISTIANO ROMERO
- Me dá um dinheiro aí Celso Ming
- Financiamento público Dora Kramer
- Flexibilização trabalhista é um bom remédio Sérgio...
- O beijo da morte - Jarbas Passarinho
- Rodrigo Constantino - O mecenas estatal
- O espantoso leilão dos ares:: Vinícius Torres Frei...
- Nas asas estatais Míriam Leitão
- O prazer da contradição - HÉLIO SCHWARTSMAN
- Espancar as alternativas - ANTONIO DELFIM NETTO
- Merkozy - MERVAL PEREIRA
- Quem te viu, quem te vê - ELIANE CANTANHÊDE
- PMs e governos - JANIO DE FREITAS
- Saída "made in USA" - JOSÉ PAULO KUPFER
- À mão armada Dora Kramer
- O impacto deste leilão Celso Ming
- Ninguém sabe quanto custará a Copa Gil Castello Br...
- Enigma na taxa de emprego Ilan Goldfanj
- Café especial Xico Graziano
- Na base do quebra-galho - CARLOS ALBERTO SARDENBER...
- Como de costume - RICARDO NOBLAT
- Os fenômenos mórbidos da crise Luiz Sérgio Henriqu...
- Juízes e seus destinos Paulo Delgado
- A vocação pragmática dos tributos Everardo Maciel
- A hora da credibilidade Carlos Alberto di Franco
- Luíza para presidente GUILHERME FIÚZA
- Olhos dos cidadãos - MIRIAM LEITÃO
- Dando chance para o azar - EDITORIAL O ESTADÃO
- Crepúsculo dos piratas - RUY CASTRO
- Superlotação - MERVAL PEREIRA
- Yoani não obtém visto.
- Paparicando DORA KRAMER
- Pente fino, mas nem tanto - ELIANE CANTANHÊDE
- Tempos difíceis - MERVAL PEREIRA
- É bolha ou melhora? - MIRIAM LEITÃO
- Acerto de contas - NELSON MOTTA
- O custo da indústria Celso Ming
- O engasgo da Petrobras Rogério Furquim Werneck
- Eleições e cidade inteligente Fernando Gabeira
- Balanço dos Brics Adriana Erthal Abdenur
- O descompasso Míriam Leitão
- Tudo em família Merval Pereira
- Mentalidades, surtos e manias - VINICIUS TORRES FR...
- Saudades de Jimmy Carter (Dilma em Cuba)Ricardo No...
- Dilma desandou - EDITORIAL O ESTADÃO
- É o sistema - CARLOS ALBERTO SARDENBERG
- Cacoete ideológico em Cuba - EDITORIAL O GLOBO
- Sobram dólares lá fora Celso Ming
- Satisfação garantida Dora Kramer
- Duas narrativas de uma crise Raghuram Rajan
- Brasil, Índia e o novo Tratado de Tordesilhas Rake...
- A cota de Cardozo :: Demétrio Magnoli
- A queda de braço LUIZ FELIPE LAMPREIA