A Turma do Cohiba, formada pelo “altos companheiros” que circulam por Brasília exibindo os famosos charutos Cohiba trazidos de Havana, deve trocar de nome.
Poderá ser chamada de Turma do “Hotel Ruanda”.
Quem for ver o filme saberá por quê. Numa das primeiras cenas os charutos são usados como moeda de prestígio e medida de empáfia. Custam até US$ 20 cada um.
No filme, o gerente do hotel, Paul Rusesabagina (Don Cheadle), dá um charuto ao conhecido que viria a comandar uma milícia hutu, dizendo: “Quando você presenteia um Cohiba trazido diretamente de Havana? hein? Isso é estilo?”
Por enquanto não há data para a estréia de “Hotel Ruanda” em Pindorama.
Cobras petistas
Marta Suplicy precisa se cuidar. Funciona no Planalto a usina de maledicências contra sua falecida administração.
É gente tão agressiva que atribui suas insinuações a iniciativas do prefeito José Serra.
Quem $ão?
O companheiro Luiz Marinho, presidente da CUT, reagiu aos adversários que o chamaram de “superpelego” por defender o projeto da reorganização sindical, argumentando que “essa estrutura sindical que aí está” cria “grandes patrimônios”. Cria para quem? Como?
Referindo-se à fome arrecadadora de alguns companheiros, informou: “Tem sindicato que cobra absurdos, querem manter a mamata.”
Quais? Quanto cobram? Como mamam?
É o caso de se perguntar se adianta mexer na estrutura sindical dando mais poder às centrais se o presidente da maior delas, a CUT, diz coisas desse tipo sem dar nomes aos bois.
Novo reinado
No melhor estilo petista de atropelar o próprio governo, o comissário José Dirceu assumiu a coordenação das relações diplomáticas do companheiro Lula com os Estados Unidos e a América Latina.
Falta saber como e quando aparecerá a versão internacional de Severino Cavalcanti.
Tríplice solução
Nas negociações dos governos do Brasil e da Argentina com os Estados Unidos há um item ao qual os americanos dão enorme valor: é o combate às fraudes financeiras na região de Foz do Iguaçu. Washington está convencida de que no lodaçal da região funcionam células terroristas. (Quem sabe, escondendo as armas de destruição em massa que George Bush garantia que estavam guardadas com Saddam Hussein.)
Aos governos do Brasil e da Argentina custa zero fechar uma aliança com os americanos para monitorar ladroeiras e contrabando. A região de Foz do Iguaçu está entre os dez paraísos da bandidagem internacional.
Um em dois
O professor Tarso Genro precisa “baixar o horizonte utópico” de seus planos. Quer ampliar o ensino fundamental para nove anos, botando a garotada na escola a partir dos seis anos. (O Censo de 2000 informa que 81,7% dessas crianças estavam nas escola ou em creches.) A idéia é prepará-las para a alfabetização. Ainda não se conhecem as diretrizes pedagógicas desse horizonte utópico, mas tratando-se de uma questão que acabará administrada pelos estados e municípios, cabe uma pergunta: por que motivo um sistema que não consegue alfabetizar uma criança em um ano haverá de alfabetizá-la em dois?
Um olho do MIT na privataria tucana
No final do século passado, quando os tucanos eram donos da floresta, a privatização da empresas distribuidoras de energia elétrica era apresentada como um dos sinais do ingresso do Brasil na maioridade financeira internacional. Vendeu-se o patrimônio da Viúva, arrecadaram-se US$ 20 bilhões (metade dos quais pagos com dinheiro subsidiado pelo BNDES e pela Eletrobrás), produziu-se um apagão e dois calotes. Somando-se todos os curto-circuitos, pode-se estimar que o país perdeu cerca de US$ 15 bilhões.
Deixando de lado a compulsão denuncista de Lula, a maior vergonha que os tucanos poderiam passar seria a de se transformarem em trapalhões globais. É isso que está acontecendo. Basta ler um trabalho do economista indiano Sunil Tankha, de 34 anos, do Grupo de Planejamento Regional e Desenvolvimento Internacional do Massachusetts Institute of Technology, o MIT, pelo qual os tucanos bem pensantes têm veneração semelhante à dos baianos por Oxóssi.
O trabalho de Tankha resume-se no título: “Uma confusão de meios e fins: A breve e infeliz época da privatização da energia elétrica no Brasil”. Tem 50 páginas.
O economista, que fala fluentemente o português, acredita que a obsessão privatizante levou o governo a um auto-engano. Pensaram em privatizar para conseguir dinheiro e acabaram gastando dinheiro para poder privatizar. O governo de FFHH acreditou nos seus palpites e desprezou as opiniões dos eletrotecas. Preferiu satanizá-los.
Segundo Tankha, nos anos 90 o setor elétrico brasileiro precisava de uma reforma. Se não produzia melhores resultados financeiros, isso se devia ao controle do preços imposto pelo governo. A privatização não era o único caminho disponível (ainda que ele seja favorável à idéia, em geral). Era apenas um caminho de alto risco. Do jeito que fizeram, teria sido melhor se não tivessem feito nada.
A Viúva herdou o vigarista
Uma boa biografia do grande vigarista ítalo-americano Charles Ponzi (1882-1949), publicada nos Estados Unidos, acaba de mostrar que coube à Viúva brasileira desembolsar um dinheirinho para pagar suas últimas despesas. Ponzi entrou para a história econômica pela porta dos fundos. Enquanto economistas como Nikolai Kondratieff ou Corrado Gini deram seus sobrenomes a uma teoria dos ciclos ou ao indicador de distribuição da riqueza numa sociedade, Ponzi tornou-se sinônimo de um golpe no qual se oferecem juros astronômicos para terminar tudo num calote. Teve seu nome registrado no dicionário de Oxford e na Enciclopédia Britânica
“Ponzi's Scheme”, ou “O Golpe de Ponzi”, do jornalista Mitchell Zuckoff, conta a vida do finório que eletrizou 30 mil pequenos investidores em 1920. Tomou-lhes 9,6 milhões de dólares, algo como 200 milhões em dinheiro de hoje. Ele oferecia 50% de juros em 90 dias (boa idéia para o Copom) e sustentava que podia bancar essa conta porque jogava na variação cambial de vales postais. Era mentira. Ele simplesmente rodava uma bicicleta, tomando dinheiro de novos investidores para pagar aos antigos. A farra durou sete meses.
O governo americano foi em cima de Ponzi e tomou-lhe a casa, os móveis e a roupa do corpo. Deixou-o por 14 anos na cadeia, costurando cuecas.
Greta Garbo não terminou no Irajá, mas Carlo Ponzi acabou na Rua Engenho Novo, 118, apto 102. Ele chegou ao Rio de Janeiro em 1939 como funcionário da companhia aérea italiana Latti. Perdeu o emprego, deu aulas de inglês e manteve uma pensão. Tentou tomar uma carona no populismo cambial do governo Dutra criando uma importadora de canetas, relógios e rádios. Nada deu certo.
Ponzi morreu em 1949, aposentado pela Viúva brasileira. Recebia 70 dólares mensais do Instituto de Aposentadoria do Comerciários, o IAPC. Estava quase cego e terminou seus dias num hospital público do Rio, possivelmente o São Francisco de Assis.
Entrevista:O Estado inteligente
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