sexta-feira, setembro 14, 2012

CLAUDIO HUMBERTO


“O dinheiro é para o crime o que o sangue é para a veia”

Ministra Carmen Lúcia (STF) durante novo voto marcante, no julgamento do mensalão

CULTURA FOI ‘PAGAMENTO À VISTA’ POR APOIO DE MARTA

A posse da senadora Marta Suplicy no cargo de ministra da Cultura representou uma espécie de “pagamento à vista” ou “antecipado” pelo apoio dela ao candidato petista à prefeitura paulistana, Fernando Haddad. É dessa maneira que sua posse tem sido mencionada nos altos escalões do PT. Ela não aceitou negociar espaço na prefeitura somente no caso de Haddad vencer a disputa.

DÁ CÁ, TOMA LÁ

Marta se recusou a negociar cargo no governo Dilma após a eleição municipal. Ou seu ministério saía logo ou não haveria apoio explícito.

CONDIÇÃO

Sob pressão, inclusive de Lula, que vetara sua candidatura a prefeita, Marta impôs a condição do ministério para se engajar na campanha.

À ESPERA

Em conversas com Lula e Dilma, Marta lembrou que virou senadora, em 2010, na perspectiva de disputar a prefeitura ou virar ministra.

CONTA OUTRA...

“Aos 66 anos não posso acreditar em Papai Noel”, disse o ministro Marco Aurélio, sobre Geiza Dias não saber a origem do dinheiro sujo.

VERGONHA: TC-DF AGORA DEFENDE DONOS DE ÔNIBUS

O Tribunal de Contas do DF suspendeu, outra vez, a licitação destinada a mudar o sistema de transporte coletivo de Brasília, um dos mais ordinários do País. O TC-DF exige que o governo “indenize” os “investimentos” dos donos dos ônibus, que há décadas circulam clandestinamente, em vez de fazê-los indenizar o DF pelo histórico de péssimos serviços e tarifas extorsivas. Ganharam tanto que compraram uma empresa aérea (Vasp) e criaram outra (Gol).

PODER ECONÔMICO

Generosos financiadores de campanhas eleitorais, os empresários de transporte coletivo exercem grande poder e influência no DF.

EXIGÊNCIAS DEMAIS...

O procurador do Trabalho Alessandro Miranda recorreu à Justiça contra a licitação para novos ônibus no DF alegando razões curiosas.

...O CIDADÃO DESCONFIA

Miranda quer obrigar o DF a exigir ônibus com equipamentos como ar, câmbio automático e motor traseiro, que só a Volvo pode fornecer.

MINISTRO SIGMARINGA

Admiradores do ex-deputado e jurista Sigmaringa Seixas se mobilizam para que ele venha a ser o ministro do STF na vaga de Carlos Ayres Britto, que se aposentará em novembro.

MINERAÇÃO EM PAUTA

José Fernando Coura, presidente do Ibram, instituto que representa as mineradoras, mobilizou apoio do governo, CNI e Vale na disputa contra o Cazaquistão para sediar, no Brasil, o 24º Congresso Mundial de Mineração. As mineradoras investirão US$ 75 bilhões no Brasil, até 2016.

FALTA CHAMAR PELO NOME

Em comerciais na televisão, o Tribunal Superior Eleitoral ensina que ganha dinheiro sujo quem vende o voto. Deveria avisar também, como autoridade executora da lei, que é crime vender ou comprar voto.

NÃO METE A COLHER

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), se recusou a gravar vídeos de apoio ou participar de campanhas no Maranhão. O cacique prefere deixar a tarefa para sua filha, a governadora Roseana Sarney.

QUEDA ESPERADA

Segundo o senador Sérgio de Souza, o PMDB já espera queda de um terço no número de prefeituras comandadas pelo partido no Paraná. A sigla, hoje à frente de 120 prefeituras, lançou apenas 140 candidatos.

CELEIRO DE MINISTROS

Ministros nomeados por Dilma para o Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber e Teori Zavascki estudaram Direito na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, assim como os aposentados Pedro Munoz (falecido em 1991), Paulo Brossard, Nelson Jobim e Ellen Gracie.

UM “ÇÁBIO”

O “soçiólogo” petista Emir Sader mostra o nível de sua “soçiologia” no Twitter: “De procer (sic) do Lula a paladino da moralidade pública, o (ministro) Joaquim Barbosa vai acabar ariano”. Nem pediu desculpas.

DEFINIÇÃO

O senador Benedito de Lira (PP) acredita que “a eleição está definida” a favor de Rui Palmeira em Maceió, mesmo que Ronaldo Lessa tenha a candidatura substituída: “Queremos acabar a festa no primeiro turno”.

NINGUÉM MERECE

Tem verbo novo no Twitter, que para bom entendedor basta: “toffolar”. 

PODER SEM PUDOR

SIMON E SEU ACENTO

Quando chegou ao Senado, em 1974, o senador gaúcho Pedro Simon estreou sob o signo da dúvida: como se deveria pronunciar corretamente o seu sobrenome? A pergunta interessava até às taquígrafas. Logo no primeiro dia, Simon fez um discurso, sublinhando frases com gestos marcantes, teatrais. Atacava duramente a ditadura. Jarbas Passarinho, governista, com ar grave, pediu um aparte.

- Ouço o nobre senador Passarinho - aquiesceu o gaúcho.

- Gostaria que V. Exa. esclarecesse de uma vez por todas: afinal, como devemos chamá-lo? Símon ou Simón? Seu acento é na frente ou atrás?

O plenário caiu na gargalhada. E Simon não respondeu.

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