Entrevista:O Estado inteligente

sábado, julho 07, 2012

CLAUDIO HUMBERTO


“Será um erro politizar o julgamento”

Deputado Marco Maia (RS), presidente da Câmara, sobre o julgamento do mensalão

DECEPÇÃO DE ALIADOS COM O VICE AMEAÇAM SERRA

O lançamento da campanha de José Serra (PSDB) para prefeito de São Paulo, ontem, foi marcado pela clara decepção dos candidatos a vereador com o vice Alexandre Schneider. Os tucanos o consideram traidor, por abandonar o partido, enfraquecendo-o, para fortalecer o PSD de Kassab, e no DEM a revolta é porque Serra não honrou a promessa de escolher como vice o deputado federal Rodrigo Garcia.

TRAIÇÃO À VISTA

Nos grupinhos, ontem, no ato pró-José Serra, candidatos a vereador do PSDB e DEM já admitiam ”alianças informais” com rivais do tucano.

DUPLA AUTISTA

No PSDB e DEM esperava-se que o inacessível Serra tivesse um vice que ao menos falasse ao telefone, o que Alexandre Schneider não faz.

PRIMO POBRE

O alijamento do DEM foi tão evidente, ontem, que somente após muita pressão anunciaram a presença do deputado estadual Rodrigo Garcia.

LIGAÇÃO PERIGOSA

Aliados não engolem a ligação Serra ao PSD porque a regra no partido de Gilberto Kassab é apoiar o PT, que quer destruir o DEM e o PSDB.

RECIFE: RANDS É ACUSADO DE TRAIR QUEM O AJUDOU

Como em política ingratidão rima com traição, o ex-deputado Mauricio Rands (PE) está com o cartaz mais sujo do que pau de galinheiro, no PT. Ele perdeu a briga interna para disputar a Prefeitura do Recife e por isso abandonou o PT e até a vida pública. A traição fica por conta da sua recusa em apoiar o candidato petista Humberto Costa, exatamente quem viabilizou seu ingresso na política já como deputado federal.

PADRINHO

Humberto Costa (PT) disputava o governo de Pernambuco e “cacifou” a campanha de Maurício Rands a deputado federal, elegendo-o.

VIROU A CASACA

Apesar de deixar o PT jurando que abandonava a vida pública, Mauricio Rands logo se associou ao projeto eleitoral do PSB, no Recife.

O DE SEMPRE

Não tem jeito: o presidente do Paraguai, Federico Franco, nomeou a cunhada para o conselho de Itaipu e garantiu que será a única. Sei...

INUNDAÇÃO

Preso há cinco meses, abatido, pagando R$ 15 milhões ao advogado estrelado que não ganha um só habeas corpus a seu favor, Carlos Cachoeira está à beira de chutar o advogado. E o balde.

ESQUEÇAM O QUE NÃO FALEI

Se não falou antes, não falará agora, para “poupar a voz”: Lula está devendo, há mais de 1 ano, a prometida explicação para seu pedido de passaporte especial aos parentes. A Justiça retirou o último concedido.

A FILA NÃO ANDA

Correição do Conselho Nacional de Justiça no Tribunal de Justiça do Rio apurou que pelo menos dez desembargadores poderão ser punidos com aposentadoria compulsória por engavetar processos. O campeão do “engavetamento” tem 1.840 na gaveta. Os colegas foram solidários.

DUPLA MILITÂNCIA

Apesar de concorrer como vice do prefeito Luciano Ducci (PSB) em Curitiba, o deputado Rubens Bueno (PPS) diz que não deixará a CPI do Cachoeira: “Vou intercalar entre a campanha e os trabalhos na CPI”.

OLHINHOS BEM ABERTOS

O governo chinês não gostou nada do “protecionismo” do Brasil taxando componentes de sapatos em quase 200%, e ameaça reduzir investimentos. É melhor andar descalço com tanto imposto brasileiro.

BRASIL NO MUNDO

De renome internacional, a brasileira Cláudia Gianetti será a diretora do prestigiado Centro Edith-Russ-Haus for Media Art, na Alemanha, de pesquisa e apoio à produção na arte e novas tecnologias.

O DEBOCHE AUMENTOU

O voo 3576 da TAM, de Brasília para Maceió, nesta sexta-feira, decolou com duas horas de atraso, sem maiores explicações exceto os manjados “problemas operacionais”. Depois de virar Latam, ficou pior.

RITMO DE FESTA

O presidente do PV, José Luiz Penna, está soltando fogos com o verde Délio Malheiros na vice de Márcio Lacerda em Belo Horizonte: “Se ele disputar o governo de Minas em 2014, ficamos a frente da prefeitura”.

PERGUNTA EM SÃO BERNARDO

Não falta um dedo na tal “partícula de Deus”?

PODER SEM PUDOR

O BRASIL NO CONTRAGOLPE

O imperador da Etiópia, Hailê Selassiê, foi deposto pelo próprio filho quando fazia uma visita oficial ao Brasil, a convite do presidente Juscelino Kubitscheck, liderando uma comitiva que era uma pequena multidão. Em conversa com JK, o imperador pediu dinheiro para voltar, dar um corretivo no filho e retomar o poder. JK ordenou que o ministro da Fazenda, Horácio Lafer, desse dinheiro a Selassiê antes de o Congresso aprovar o empréstimo. Lafer advertiu: "Os parlamentares não vão aprovar isso". JK respondeu:

- Vão aprovar, Lafer. Basta mostrar essa comitiva toda e lembrar que pode ficar por aqui, asilada.

Selassiê retomou o poder e se manteve nele por mais quinze anos.

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