segunda-feira, janeiro 20, 2014

COLUNA DE CLAUDIO HUMBERTO


Emenda parlamentar é só um cheque sem fundos

Para mostrar prestígio em Brasília, anualmente senadores e deputados trombeteiam a destinação de emendas ao Orçamento da União para sua base eleitoral, dinheiro “carimbado” para obras de pequeno vulto, como escola, ponte, uma pequena estrada, desde que não ultrapasse o limite de R$ 15 milhões. Mas é tudo jogo de cena: a maioria das emendas jamais é executada, como cheque pré-datado sem cobertura.

Merreca. 

Dos R$ 232,9 milhões em emendas da bancada do Distrito Federal, em 2013, somente 11% (ou R$ 26,9 milhões) foram executados e pagos.

Aliado?
 Ser governista não garante liberação de emenda: o deputado Policarpo presidente do PT-DF, não executou nenhum tostão no ano passado.

Zero.
 Estado de políticos influentes, como senador Renan Calheiros, Alagoas não viu um só centavo dos R$ 500 milhões destinados por emendas.

Enganação.
 Nesse faz-de-conta, políticos fingem nos palanques que têm a ver com recursos previstos no orçamento e liberados sem a intervenção deles.

‘PEC do FBI’ divide agentes e delegados da PF
A Câmara analisa proposta de emenda criando a carreira única para a Polícia Federal. A proposta é chamada pelos agentes federais de “PEC do FBI”, porque tornaria a PF parecida com a norte-americana. Já os delegados da PF batizaram a proposta de “PEC do Trem da Alegria”, porque abre caminho para agentes virarem delegados federais sem se submeter a concurso público específico para ingresso na carreira.

Nove cargos. 
O FBI não tem uma carreira única. A famosa agência americana possui mais de 9 cargos diferenciados e não “carreira” ou cargo único policial.

Sabonete. 
O presidente do PMDB, Valdir Raupp (RO), se esquiva quando o tema é eleição ao governo fluminense: “O Rio de Janeiro continua lindo...”

Topo do ranking.
 Para Lincoln Portela (PR), o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), ainda é o nome mais forte para disputar o governo de Minas.

Dois coelhos. 
Dilma atendeu às preces diretas do governador Sérgio Cabral (PMDB), aprovando o procurador Flávio Willeman para juiz efetivo do Tribunal Regional Eleitoral do Rio. E reconduziu à suplência o juiz relator dos recursos envolvendo Cabral e o vice, Pezão, candidato a governador.

Haja cargo. 
Para acalmar o apetite de aliados como PTB, PMDB, Pros e PSD, a presidenta Dilma conta não apenas com os ministérios, mas também com o segundo escalão, estatais de pe$o, nas negociações.

Viva o roquefort.
 O acordo mais relevante fechado por François Hollande no Brasil, em dezembro, libera a importação de queijos do tipo roquefort. Beócios da burocracia brasileira proibiam a importação por não ser “pausterizado”.

Milagre, não. 
O PMDB tenta convencer o PT de que, ao assumir em março, o vice Luiz Fernando Pezão ganhará de 25% a 30% nas pesquisas para o governo do Rio. Mas em política não há espaço para milagres.

Assunto de jerico. 
Os branquelos da Noruega, da Dinamarca e da Inglaterra devem estar pensando em se pintar de preto para vir à Copa, com o atual esforço de ministros oportunistas para abrir uma perigosa guerra racial.

Novo líder. 
Preocupado em fazer cirurgia de desvio de septo antes de pegar fogo a campanha ao governo do Rio, o líder do PR, Anthony Garotinho, pediu para Bernardo Santana (MG) assumir a liderança em 15 de fevereiro.

Convivência.
 Para Jô Moares (PCdoB), maior prova do “federalismo de cooperação” defendido pelo governador Anastasia (PSDB-MG) é que ninguém foi vaiado nem ovacionado em evento com Dilma e Márcio Lacerda (PSB).

Assédio. 
Em meio ao assédio após anunciar verba para mobilidade urbana em Minas, a presidente Dilma pediu a prefeitos que enviassem ao Planalto as demandas: “São tantas cobranças que não vou me lembrar depois”.

Pensando bem...
...Dilma, que vai à Suíça nos próximos dias, poderia dar um “rolê” na conta secreta do mensaleiro condenado fugitivo Henrique Pizzolato.

O PODER SEM PUDOR

Tancredo e as namoradas

Tancredo Neves articulava apoio à sua candidatura presidencial, em agosto de 1983, e saía do seu escritório com Ulysses Guimarães para um encontro secreto na casa do importante político, na QL 8 do Lago Sul. Tancredo brincou com a curiosidade dos jornalistas:
- Arranjamos umas namoradas e vamos encontrá-las secretamente...
- Aonde? – perguntou uma repórter.
- Na QL 8 do Lago Sul, ora – respondeu, para espanto do dr. Ulysses.
Ninguém acreditou e eles seguiram para a reunião. Na QL 8 do Lago Sul.

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