O Estado de S. Paulo - 01/08/2011
O assassinato de 77 pessoas na Noruega, cometido por uma pessoa aparentemente normal, nórdica, branca, criada dentro do Estado de bem-estar social, levanta uma série de questões relativas à compreensão de um fato que foge do que consideramos a normalidade. Mais do que isso, tal fato suscita questões sobre o que entendemos por natureza humana, a partir da qual são construídas as formas mesmas de organização do Estado. Conceitos, então, multiplicam-se para explicar o que aparece como inexplicável, talvez porque nossos parâmetros de compreensão do que foge da normalidade sejam muito estreitos. Atentemos para alguns aspectos.
1.º - Chama particularmente a atenção a polícia norueguesa estar completamente despreparada para enfrentar esse tipo de crime, como se ele caísse fora do seu escopo de atuação. O crime seria uma "enormidade" para os parâmetros do que essa polícia considera "normal", objeto de sua ação específica. Dentre outros fatos, demorou mais de uma hora para chegar à Ilha de Utoya, onde jovens do partido social-democrata participavam de uma convenção. Se tivesse sido eficiente, pelos menos metade das pessoas mortas teria sido salva.
2.º - A justificativa de que não havia helicópteros disponíveis porque os pilotos estavam de férias é francamente risível. No entanto, o chefe de polícia foi prestigiado ao fazer essa declaração. Isso porque os próprios dirigentes do país compartilham a mesma opinião, a de que é normal pilotos de helicópteros tirarem férias em julho ou agosto. O problema é que o próprio país já vinha sendo objeto de ameaças do terror islâmico e, certamente, não as tomou a sério. Ou pensam que terroristas só atuam em momentos em que a polícia está totalmente preparada?
3.º - A ação veio de onde menos esperavam, ou seja, de um cristão, branco, nórdico, alguém de dentro do sistema. Na verdade, esse tipo de pessoa não deveria ser, para o Estado norueguês, objeto de preocupação, pois, conforme a concepção do Estado de bem-estar social, uma vez resolvidos os problemas sociais básicos, um crime como o cometido não poderia mais ocorrer. Estabelece-se uma conexão entre criminalidade e condições sociais, como se as segundas extirpassem a primeira.
4.º - A pressuposição aqui em questão é a de que a natureza humana está voltada necessariamente para o "bem", o "mal" sendo uma espécie de disfunção social ou psicológica. No âmbito social, com as condições do Estado de bem-estar social dadas, a ação humana não poderia mais estar voltada para tal tipo de disfunção. Desconsidera-se uma outra possibilidade, que não quer ser sequer pensada: a de que o ser humano tem uma propensão ao mal, independentemente de condições sociais.
5.º - Nesse sentido, não é casual que o criminoso tenha declarado que seu crime seria o mais "monstruoso" depois dos do nazismo, estabelecendo ele mesmo uma filiação com uma forma de mal "político", fenômeno intrigante que Hannah Arendt procurou pensar recorrendo ao conceito kantiano de "mal radical". Há pessoas, grupos humanos e agremiações políticas que voltam suas ações, racionalmente, para a realização do mal, fazendo isso parte de seu projeto, para além de quaisquer considerações de ordem social ou psicológica.
6.º - O advogado do criminoso, estupefato com seu cliente, pois ele foge aos parâmetros da "normalidade", descreveu-o como "frio", "calmo", não demonstrando nenhum arrependimento. Sabia precisamente o que fazia e por que o fazia, segundo as suas convicções. Ele exibiu, operante, uma razão voltada para o mal. Não se trata de um descontrole emocional, ao contrário, nota-se extremo controle. A qualificação de "louco" ou de "insanidade mental" nada mais é do que o resultado dessa estupefação, palavras utilizadas para explicar o que, para essa compreensão da normalidade, é inexplicável.
7.º - A pena máxima para crimes na Noruega é de 21 anos, podendo, em casos excepcionais, ser prorrogada a cada 5 anos em caso de extrema periculosidade. Há, no entanto, um artigo na lei que aumenta a pena para 30 anos em caso de atentado aos "direitos humanos". Do ponto de vista numérico, não faz grande diferença. O problema é outro. A legislação penal norueguesa, assim como a de boa parte dos países ditos desenvolvidos, está baseada no pressuposto de que a prisão não é uma punição, mas um instrumento de regeneração. Ou seja, está excluída a hipótese de que haja indivíduos não regeneráveis, não reeducáveis, que deveriam ser excluídos do convívio humano livre, seja pela prisão perpétua ou pela pena de morte.
8.º - Indivíduos cuja propensão para o mal se faz através de uma "fria" racionalidade caem fora da legislação penal e do sistema prisional desse tipo de Estado, baseado na concepção de que todos os indivíduos, por serem seres humanos, são reeducáveis. Imaginem um indivíduo desses, "reeducado", saindo da prisão... Apenas repetirá o que já fez! A sociedade seria de novo exposta a um perigo que nasce dessa forma do "politicamente correto", a da reeducação, da regeneração.
9.º - O juiz encarregado do caso mostrou uma compreensão do caso ao decidir que essa etapa do seu julgamento seria a portas fechadas, não estando aberta ao público nem às suas formas espetaculares de transmissão midiática, ao vivo. Ações voltadas para o mal contam, para alcançar seus objetivos, com os efeitos midiáticos, de modo que seu autor possa exibir suas "razões", "ideias" e "concepções". O criminoso teria ficado "decepcionado" com a decisão judicial, pois ela o impede de cumprir a sua "missão". O juiz, dessa maneira, limitou os seus efeitos, procurando evitar que "outros" sofram o efeito da emulação, da repetição.
Se as sociedades não pensarem o mal como uma dimensão essencial da ação humana, sobretudo em sua forma "política", ficarão completamente desguarnecidas ante ações desse tipo.
Arquivo do blog
-
►
2012
(836)
-
►
Maio
(77)
- Lula e Gilmar Mendes: conversa errada, no local er...
- Celso de Mello: ação de Lula foi indecorosa - O Gl...
- De parar o trânsito Miriam Leitão
- Danuza Leão - Olé
- Espalha brasa:: Dora Kramer
- As bienais e as vanguardas:: Ferreira Gullar
- Falsos remédios :: Suely Caldas
- "A Decadência do Ocidente":: Vinicius Torres Freir...
- O euro, ou vai ou racha:: Celso Ming
- Crescimento modesto em 2012:: José Roberto Mendonç...
- O "B" e o "C":: Merval Pereira
- Fernando Gabeira Coisa Nossa
- Marco Antônio Villa Verdade ? que verdade?
- Mantega cria o “realismo fantástico” do câmbio
- Augusto Nunes Vaccarezza mostrou que no peito de a...
- Reinaldo Azevedo 20/5/12
- Suely Caldas. Dilemas do setor elétrico
- “Cosa Nostra” - DORA KRAMER
- Freada na Argentina - CELSO MING O Estado de S...
- Tiro no pé - MERVAL PEREIRA
- Há espaço para crescer mais - ALBERTO TAMER
- Campo da floresta - MIRIAM LEITÃO
- Seca a CPI do Cachoeira - EDITORIAL O ESTADÃO
- Sobre a Comissão da Verdade - CELSO LAFER
- A nova ordem e a força social - GAUDÊNCIO TORQUATO...
- Um pequeno grande jornal - FERREIRA GULLAR
- De sacolinhas e pieguices - DANUZA LEÃO
- A mulher a ciência e o coco João Ubaldo
- Agenda econômica em fase de mudança. Editorial O G...
- camarada que pôs fogo na crise - VINICIUS TORRES F...
- Cláudio Humberto
- Maratona e reina dos bancos. Vinicius Torres Freir...
- Celso Ming. Energia mais barata
- Exceção a velha regra. Dora Kramer
- Pêndulo da balança. Miriam leitão
- Meia verdade,meia mentira. Carlos Alberto Sardenbe...
- Agricultura salva PIB
- A v aia dos prefeitos. Editorial O Globo
- Para fazer a lei `pegar' - EDITORIAL O ESTADÃO
- Um luxo Merval Pereira
- Querem salvar a Delta via BNDES - SÉRGIO GUERRA
- A crise europeia está em plena forma - GILLES LAPO...
- Como apagar o desejo de consumir drogas - FERNANDO...
- Maílson da Nóbrega (VEJA)
- Augusto Nunes:..Volta ao palco o papagaio de pirat...
- O preço do crescimento :Raul Velloso
- Fatalidades e voluntária os Pedro Malan
- Merval Pereira Sem revanchismos
- Lucia Guimarães Uma trama em que em que terrorismo...
- 'Carcará' e Falcão contra a liberdade de expressão...
-
►
Maio
(77)
-
▼
2011
(2527)
-
▼
Agosto
(223)
- Três espantos - Míriam Leitão
- Muita sede ao pote Dora Kramer
- Agora nem confissão condena malfeitor José Nêumann...
- Cafezinhos e parábolas Roberto Damatta
- Embromação 29 Rolf Kuntz
- Falta de respeito Merval Pereira
- A hora dos juros Celso Ming
- Boa promessa MÍRIAM LEITÃO
- Governo poupa a loteria federal VINICIUS TORRES FR...
- É o novo mix Celso Ming
- Ilegal legitimado Dora Kramer
- A jabuticaba explicada Merval Pereira
- Bom, bonito... e barato? Adriano Pires
- Dize-me com quem andas Paulo Brossard
- Nova liderança no etanol EDITORIAL O ESTADO DE SÃ...
- Democracia e moralidade DENIS LERRER ROSENFIELD
- Não tem nada de mais CARLOS ALBERTO SARDENBERG
- Adeus à faxineira RICARDO NOBLAT
- Não em nome do Brasil JOSÉ SERRA
- A sustentável leveza dos setentões GAUDÊNCIO TORQU...
- Noivas em fuga MÍRIAM LEITÃO
- A César o que é de César SERGIO AUGUSTO
- Um programa de oposição radical VINÍCIUS TORRES F...
- Uma experiência radical FERREIRA GULLAR
- Jabuticaba eleitoral MERVAL PEREIRA
- Certos momentos DANUZA LEÃO
- Eles adiam o que a gente faz ALBERTO TAMER
- As voltas que o mundo dá SUELY CALDAS
- Arrumar sótãos e porões LYA LUFT
- Paixão oficial J. R. GUZZO
- O Poderoso Chefão REVISTA VEJA
- A classe média ganha força Celso Ming
- Pé na estrada Dora Kramer
- O problema Perry de Bernanke PAUL KRUGMAN
- A classe média ganha força CELSO MING
- Um erro perigoso MÍRIAM LEITÃO
- A presidente Dilma e o governo-conluio RUBENS FIGU...
- Distorções MERVAL PEREIRA
- Uma mão suja outra Dora Kramer -
- A nova Líbia MÍRIAM LEITÃO
- Faxina agrária XICO GRAZIANO
- Nova postura CELSO MING
- Mais do mesmo MERVAL PEREIRA
- De gestora a faxineira MARCO ANTONIO VILLA
- Ainda não é o fim do capitalismo ANTONIO DELFIM NE...
- O voo do oligarca FERNANDO DE BARROS E SILVA
- De pipoca e refrigerante ALON FEUERWERKE
- A diversificada tecnologia da corrupção EDITORIAL ...
- Fruta de entressafra Dora Kramer
- O que houve? - Paulo Brossard
- Os sem-iPad LUIZ FELIPE PONDÉ
- Radiografia da corrupção CARLOS ALBERTO DI FRANCO
- O dilema de Dilma EDITORIAL O Estado de S.Paulo
- O herói e o antagonista-Ruy Fabiano
- Entrevista - Jarbas Vasconcelos:
- Sólido e vulnerável MÍRIAM LEITÃO
- O papel de Dilma MERVAL PEREIRA
- Em time que está ganhando... FERREIRA GULLAR
- Acelera, Dilma DANUZA LEÃO
- Gritos e sussurros na economia VINICIUS TORRES FRE...
- Jogo de cena FERNANDO DE BARROS E SILVA
- O éden ao lado do inferno Gaudêncio Torquato
- Percepções do Brasil no mundo Celso Lafer
- Dedicação exclusiva a - O Estado de S.Paulo Editor...
- Receita de ex-presidente Ruy Fabiano
- Isso não vai dar muito certo João Ubaldo Ribeiro...
- O modelo precisa mudar Suely Caldas
- Brasil pronto para o pior Alberto Tamer
- Remédio duvidoso Celso Ming
- Sem pai nem mãe Dora Kramer
- Economia dita tom político João Bosco Rabello -
- A crise de 2011 é a mais grave de todas LUIZ FELIP...
- Maré vermelha MÍRIAM LEITÃO
- Solução distante CELSO MING
- Seremos algum dia japoneses? RUTH DE AQUINO
- Agricultura tropical e saúde KÁTIA ABREU
- Mobilização MERVAL PEREIRA
- O Planalto, a PF e as prisões escandalosas FÁBIO T...
- Dilmuska FERNANDO DE BARROS E SILVA
- Crise, comida, ferro e petróleo VINICIUS TORRES FR...
- Copa do Mundo, entre laranjas e ONGs FERNANDO GABE...
- Apoios à faxina MERVAL PEREIRA
- Modo crise MÍRIAM LEITÃO
- Para valer? LUIZ GARCIA
- Quem demitiu o ministro? O Estado de S. Paulo-Edit...
- Um toque de pudor Dora Kramer
- Treme-treme Celso Ming
- Turismo de mosca é no lixo Nelson Motta
- A fantasia de ver a crise como solução Rogério L. ...
- ''Corrupção atinge níveis inimagináveis'', dizem d...
- EUA e a crise ANTONIO DELFIM NETTO
- Dilma, a diarista, e sua vassoura VINICIUS TORRES ...
- Verdadeira ameaça MÍRIAM LEITÃO
- Para que trocar o ladrão descoberto pelo incerto? ...
- Sem expectativa Merval Pereira
- Prova dos nove - Dora Kramer
- Pragas da política Rolf Kuntz
- Eurogovernança Celso Ming
- De cabeça para baixo Roberto Damatta
- Os erros argentinos MÍRIAM LEITÃO
- Apoio necessário MERVAL PEREIRA
- Dilma, efeito Obama, chá e lama VINICIUS TORRES FR...
- Itaquerão tem oferta de R$ 300 mi Wagner Vilaron
- Inversão de valor Dora Kramer
- Chicote neles Celso Ming
- Um ajuste fiscal convencional Fabio Giambiagi
- O perigo está na curva ascendente Alexandre Barros...
- O desafio americano: reinterpretando Churchill Lo...
- A proteção no desligamento da empresa José Pastore...
- Cesar Maia: DILMA: AUTORITARISMO, DESTEMPERO OU DE...
- Win Together or Lose Together - By THOMAS L. FRIED...
- Treze tristes crises VINÍCIUS TORRES FREIRE
- Como tirar proveito da longa crise JOSEPH STIGLITZ...
- Arthur Bispo e a arte contemporânea FERREIRA GULLA...
- A Bolsa ou a vida DANUZA LEÃO
- Populismo e corrupção - Merval Pereira
- China e clima - Míriam Leitão
- Equilíbrio em zigue-zague Gaudêncio Torquato
- Lições da beira do abismo? Pedro S. Malan
- A base desensarilha as armas -Editorial O Estado...
- Governo sabia da operação João Bosco Rabello
- Ajuste longo e doloroso Celso Ming
- Pater certus João Ubaldo Ribeiro
- O Brasil na crise - do susto à fuga Suely Calda...
- Ainda não é hora de respirar Alberto Tamer
- Reinaldo Azevedo
- O grande massacre de bancos VINICIUS TORRES FREIRE...
- Vantagens e desvantagens - MERVAL PEREIRA
- Armas e fraquezas Míriam Leitão
- No foco, os bancos Celso Ming
- Mais crise, mais dólar - Alberto Tamer
- É preciso preços competitivos Adriano Pires e Abe...
- O Brasil e a crise: estresse, não catástrofe José...
- A agressão do "Dr. Júlio"
- E se a pressão aumentar mais?
- A corrupção tende a diminuir Maílson da Nóbrega
- Prêmios da semana Roberto Pompeu de Toledo
- Reinaldo Azevedo:
- Cinco anos de recessão? VINICIUS TORRES FREIRE
- Tea Party e quadro político nos EUA ROBERTO ABDEN...
- O novo PT de sempre EDITORIAL O ESTADÃO
- Um dia de trégua - Míriam Leitão
- Incêndio nos bombeiros Celso Ming
- Alinhamentos Merval Pereira
- Controle da mídia Ives Gandra da Silva Martins
- Bom senso e crise externa Rolf Kuntz
- Canais de contágio Míriam Leitão
- Um Supremo petista? Merval Pereira
- Perda de chão Celso Ming
- Jogo da memória Xico Graziano
- Capitalismo ao estilo chinês Rubens Barbosa
- Do que a indústria precisa - Raul Velloso
- GUSTAVO FRANCO -Entrevista
- Jornalismo, agenda positiva CARLOS ALBERTO DI FRAN...
- Precisa-se de governo CARLOS ALBERTO SARDENBERG
- Certos encontros DANUZA LEÃO
- O maior perigo MÍRIAM LEITÃO
- Dependência econômica MERVAL PEREIRA
- Mentira tem pernas curtas FERREIRA GULLAR
- PT, saudações! Ao passado GAUDÊNCIO TORQUATO
- EUA tiram nota baixa; e o Brasil? VINICIUS TORRES ...
- Vida arriscada João Ubaldo Ribeiro
- Terremoto Celso Ming
- Uma semana terrível Alberto Tamer
- Nota mais baixa, custos mais altos José Paulo Kup...
- Política ou choque de gestão? Suely Caldas
- O meltdown político de Obama Mac Margolis
- Davi e Golias Fernando Henrique Cardoso
- Crédito estrangulado CELSO MING
- As preocupações erradas PAUL KRUGMAN
- Por que eu não? MIGUEL REALE JÚNIOR
- O Brasil de ontem e a Grécia de hoje MAÍLSON DA NÓ...
- A CPI da faxina GUILHERME FIUZA
- Letras e cenários MIRIAM LEITÃO
- Uma escolha infeliz EDITORIAL O ESTADÃO
- Mudança de rumo? MERVAL PEREIRA
- Uma epidemia que mata 100 por dia RUTH DE AQUINO
- Só no Brasil AUGUSTO NUNES
- Míriam Leitão Bolhas e pânicos
- Mudança estratégica Merval Pereira
- Derreteu Celso Ming
- Elas, eles e nós Nelson Motta
- Copa do Mundo e suas armadilhas Fernando Gabeira
- Impostos e perfumarias VINICIUS TORRES FREIRE
- Sai dívida e entra recessão ALBERTO TAMER
- Uma CPI útil JANIO DE FREITAS
- O enigma Dilma MERVAL PEREIRA
- Uma bolsa que cai MÍRIAM LEITÃO
- Todos pagam, alguns recebem CARLOS ALBERTO SARDENB...
- Paradeira global Celso Ming
- O começo do fim Luiz Felipe Lampreia
- EUA - déficit cai, dívida sobe. E Obama? Roberto M...
- A lei dos juízes Autor(es): Demétrio Magnoli
- A incongruência entre juros e prêmio de risco Nat...
- Os EUA iam acabar em 1861 ELIO GASPARI
- Volta ao passado MÍRIAM LEITÃO
- Política de guerra cambial VINICIUS TORRES FREIRE
- A luta continua Merval Pereira
- Acordos acrobáticos Gilles Lapouge
- Gastança e competitividade Rolf Kuntz
- Plano fraco Celso Ming
- A esmo no lodaçal Dora Kramer
- Um país ensanduichado José Serra
- Travessuras bilionárias de Juquinha e Jucazinho Jo...
- Dilma e seus governos Marco Antônio Villa
- O rei está nu MÍRIAM LEITÃO
- A encrenca dos EUA e a nossa VINICIUS TORRES FREIR...
- O pior e o melhor JANIO DE FREITAS
- Limitações MERVAL PEREIRA
- O porquê de não se fazer 'varredura geral' EDITORI...
- O que vem agora Celso Ming
- Camarote cósmico Dora Kramer
- Obama cede na questão da dívida Paul Krugman
- Faxina geral na Esplanada Gil Castello Branco
- Acordo na beirada Ilan Goldfajn
- A dívida e os empregos nos Estados Unidos José Pa...
- Saudades de Gilda! RICARDO NOBLAT
- PAC continua devagar EDITORIAL O Estado de S.Paulo...
- Elevando a inflação Carlos Alberto Sardenberg
- Elevando a inflação Autor(es): Carlos Alberto Sard...
- Lições do passado para o Dnit Edmar Bacha
- Crime e mal Denis Lerrer Rosenfield
- A crise da política Everardo Maciel
-
▼
Agosto
(223)
- Blog do Lampreia
- Caio Blinder
- Adriano Pires
- Democracia Politica e novo reformismo
- Blog do VILLA
- Augusto Nunes
- Reinaldo Azevedo
- Conteudo Livre
- Indice anterior a 4 dezembro de 2005
- Google News
- INDICE ATUALIZADO
- INDICE ATE4 DEZEMBRO 2005
- Blog Noblat
- e-agora
- CLIPPING DE NOTICIAS
- truthout
- BLOG JOSIAS DE SOUZA