FSP
Qual o conceito de equilíbrio macroeconômico dos ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e da Fazenda, Antonio Palocci Filho? No últimos anos, a safra agrícola explodiu, preços e câmbio favoráveis garantiram superávits comerciais ao país, lucros expressivos ao setor e até investimento em infra-estrutura -por sua conta e risco, plantadores de soja passaram a investir em estradas em Mato Grosso, estimulados pelo governador Blairo Maggi.
Como conseqüência dessa abundância, houve investimentos adicionais na lavoura, valorização no preço das terras e dos insumos, mudando a estrutura de preços do setor. Aí a área econômica permite uma apreciação fantástica do real. Toda a estrutura de custos da economia foi para o vinagre. Os ministros que enchem a boca ao falar em previsibilidade desmontaram de maneira imprevisível a mais promissora cadeia produtiva revelada pelo país nas últimas décadas.
A queda do PIB (Produto Interno Bruto), de 1,2% no terceiro trimestre, é apenas uma conseqüência dessa forma peculiar de tratar o termo equilíbrio macroeconômico. E só é captada a posteriori.
Essa tem sido a lógica sistemática dos cabeças de planilha do Planalto. Aumentam os juros mais do que o necessário, apreciam o real de forma imprudente, desarticulam o setor de manufaturas e o agrícola. E só cai a ficha depois que sai a estatística que comprova o desastre previsível.
Na semana passada, o vice-presidente da República, José Alencar, desenvolvia raciocínios articulados e de bom senso em torno do câmbio "burro", prevendo o óbvio: a queda da economia. A esse raciocínio fundado no bom senso, Bernardo rebatia com a visão científica -que consiste em rechear nenhum raciocínio com algumas estatísticas soltas. Sacava alguns números da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE, para comprovar que a leve redução das desigualdades se devia às virtudes da política monetária.
Agora, saem os números da atividade econômica, o emérito dr. Paulo esquece os números e saca os adjetivos, para ressaltar que os números não foram tão ruins assim.
Na prática, o que vai acontecer? Um dos sinais amarelos do risco Brasil é a relação dívida/ PIB. A relação aumenta com juros elevados; reduz com aumento do superávit; reduz com aumento do PIB; aumenta com a queda do PIB e do superávit.
Nas últimas semanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acenou com o fim do aumento do superávit -já tem um superávit primário de bom nível, em 4,25% do PIB. A queda do PIB, de um lado, mostra os erros dos juros; de outro, aumenta a relação dívida/PIB.
Não há mais alternativas para esses cabeças-duras do Banco Central, a não ser baixar juros. De que modo? Recorro ao professor José Alexandre Scheinkman, quando entrevistado em uma rádio, e o comentarista queria saber, a todo custo, de que forma baixar os juros. E ele, com aquele cartesianismo tão óbvio em países não supersticiosos: "Baixando".
Desindustrialização
Os trabalhos dos economistas do seminário "Industrialização, Desindustrialização e Desenvolvimento" (promovido pela Fiesp e pelo Iedi) podem ser baixados no endereço eletrônico www.projetobr.com.br.
Entrevista:O Estado inteligente
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