Entrevista:O Estado inteligente

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sábado, novembro 29, 2008

Olhos vermelhos, nunca mais


Olhos vermelhos, nunca mais



Da coluna Radar da Veja: Está vendo a foto acima? Tem mais de seis meses. Sabe como descobrir isso? Simples: nela, os olhos de Lula estão vermelhos. Há seis meses, o presidente começou a cuidar, com o oftalmologista paulista Samir Bechara, de um problema que o incomodava e tinha causas variadas: a vermelhidão nos olhos. O tratamento, que acabou há duas semanas, foi feito com colírios e medicamentos. Agora, se Lula aparecer com os olhos vermelhos por aí, é porque andou chorando.

Comentário meu

Só por curiosidade: será que esse colírio contra indica a ingestão de bebida alcoólica???

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Mister Gabrielli por Adriana Vandoni

Alguns dias já se passaram, e nada! Algumas entrevistas já foram concedidas pelos diretores da Petrobrás, e nada! O roubo dos segredos da Petrobrás, não é apenas um caso de polícia, como fizerem entender em suas explicações, os dirigentes da empresa. É mais que isso: o governo e os dirigentes da Petrobras devem satisfações ao país. A tranqüilidade das declarações do Presidente da empresa, Sergio Gabrielli, é um deboche com os brasileiros que esperam um mínimo de respeito e cuidado com os bens públicos. Pelas declarações da Polícia Federal foi espionagem mesmo.

Haverá culpados, punições?, ou tudo ficará como nos outros escândalos, sem culpados, e tocando o barco à espera que outro escândalo encubra este? A Petrobrás, atualmente sendo dirigida por um petista histórico, mister Sergio Gabrielli, tem que dar explicações sobre o porquê da facilidade do roubo dos dados sigilosos da empresa, mas não por isso especificamente, já que roubos fazem parte da nossa cultura, e creio até que ter experiência no setor é meio caminho para ter sucesso na vida pública, mas o mais absurdo de tudo é como os dirigentes da empresa tiveram coragem de contratar para transportar os dados sigilosos da Petrobrás, justamente a empresa Halliburton, que já teve como seu presidente o atual vice-presidente dos Estados Unidos Dick Cheney.

A empresa além desse detalhezinho, pra quem não sabe, é acusada de diversas falcatruas e corrupções, com contratos superfaturados, sem concorrência pública. Só com o Exército dos EUA tem contratos com valores que ultrapassam US$ 11 bilhões.

Dá pra imaginar que a Petrobrás, empresa que tem “orgulho de ser brasileira”, confiou a segurança de seus dados sigilosos a uma empresa que representa os “magnatas” da indústria do petróleo norte-americano, que já foram acusados de serem os grandes incentivadores da invasão do Iraque? Pelamordedeus!!!

A verdade é que diversos acontecimentos recentes podem ter estimulado a espionagem: a recente divulgação do mega-campo de Petróleo de Tupi colocou a companhia brasileira no noticiário internacional em um momento em que a crise do petróleo assusta os países grandes consumidores. Todos sabemos que a nação exigirá investimentos maciços no setor, e saber detalhes sobre o nosso “ouro negro” é estratégico. Ah, os documentos se referiam aos campos de gás da reserva de Júpiter? Seria uma boa desculpa, mas gás também significa energia e dinheiro, e se “os imperialistas” inventam quaisquer artifícios para ir à guerra para resguardar seus interesses no petróleo, imaginem roubar uns notebookszinhos dando sopa por aí? Neste caso também vale a máxima de que quem tem informação tem poder.

O que mais causa indignação (e uma pitada de curiosidade, claro) é que a empresa que presta serviços de segurança para a Petrobrás está sendo acusada de tantos “desvios”.

Tenho medo só de pensar. Será que o governo do Brasil seguindo essa “fabulosa” estratégia de segurança, já contratou alguma empresa ligada aos grandes laboratórios farmacêuticos para dar segurança às nossas reservas biológicas? Será que ainda não pensaram em designar o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, para fazer a guarda das nossas florestas amazônicas?

O amadorismo desses “burgueses do capital público” é hilário. No passado Roberto Campos foi taxado com o apelido de Bob Field porque supostamente defendia os interesses do império americano. Mister Gabrielli deve ser muito respeitado lá pelo estado do Texas, terra do presidente Bush.

É melhor rir da nossa desgraça, porque se pararmos pra chorar, haja lenço.

domingo, fevereiro 17, 2008

O roubo dos notebooks da Petrobrás

Do Cesar Maia:
De um delegado da Polícia Federal ontem a noite em restaurante no Leblon sobre o roubo na Petrobrás!
"- Gente. O que é isso. Estão brincando. Informações sigilosas estarem disponíveis na memória imediata de um notebook.!!!! Ou não eram informações sigilosas, ou foram colocadas ali para serem roubadas. Quem da Petrobrás colocou ali ? Informações sigilosas ficam arquivadas em memória eletrônica remota, com acesso exclusivamente por senhas muito reservadas e muito seletivas. Como um sistema desses deve ser aprovado centralmente, que Diretor vai cair ? Ou... tudo bem."

domingo, outubro 14, 2007

Um Assunto Antigo, mas que Continua Atual

Fiquei puto porque, como pode um cidadão que nunca conversou comigo, que nunca tomou um copo de cerveja comigo,
que nunca tomou um copo d'água comigo, fazer uma matéria de que eu bebia. Isso me deixou muito puto.

Lula, bem ao estilo dele, se referindo ao jornalista do New York Times, que escreveu sobre seu hábito de beber.

O exórdio (frase do dia) de hoje, que é editorado por Adriana Vandoni, toca no assunto Lula x Larry Rohter, o jornalista do The New York Times, que escreveu sobre o fato do presidente beber mais que o desejado.
Escrevi antes da existência de P&P um artigo sobre o fato (21/5/2004), que reproduzo baixo:
FALTOU DIZER
Por Giulio Sanmartini

Nem sei se houve algum colunista formador de opinião no Brasil, que tenha deixado de escrever sobre o incidente Lula - Larry Rohter - The New York Times e o artigo “Hábito de beber de Lula se torna preocupação nacional” . No exterior foi notícia para a maioria dos jornais, mas li somente os italianos, especialmente Corriere della Sera, o mais importante do país, que deu destaque ao fato, lamentando a atitude do governo brasileiro em expulsar o jornalista. Governo de um Lula, que desde sua eleição fora transformado no benjamim da imprensa e da esquerda européia, mas que entrou em decadência, talvez por ter decepcionado com os anúncios de espetáculos nunca realizados. Foi oportunamente substituído pelo jovem primeiro ministro espanhol José Luis Zapateros, já que este de fato apresentou um espetáculo logo de início, retirando suas as tropas do Iraque.
Muitas coisas sobre o assunto foram repetitivas, falou-se à exaustão sobre a má qualidade da matéria do americano, da bebida de Churchil, de Jânio Quadros e até foram buscar os porres de Ulisses Simpson Grant (1822-85), comandante em chefe dos exércitos do Norte durante a Guerra de Secessão estadunidense e
depois presidente, sucedendo Abraham Lincoln. Vale dizer que estes três foram escritores e, exceto Jânio Quadros, também estadistas, o que não faz exatamente o perfil de Luiz Inácio Lula da Silva.
O fato do presidente beber não constitui novidade e nunca foi preocupação. A grande preocupação é seu despreparo para gerir os negócio de estado, para administrar as crises e sua facilidade em cria-las. O grupo palaciano especializou-se em elogiar e aplaudir tudo que provém do presidente. Lula tivesse mais um pouco de cultura, ou assessores menos submissos, saberia que um dos sete sábios da Grécia ao ser perguntado qual era o mais feroz dos animais disse: “Dos selvagens os tiranos e dos domésticos os bajuladores”. Portanto estes últimos, que o cercam em todos os momentos, são os piores conselheiros e é por orientação destes, que o presidente diz e faz suas trapalhadas.
Dessa corte fazem parte importante os marqueteiros, que se acham os mágicos, os criadores de “Lulinha paz e amor”, avocaram-se os méritos de ter levado à presidência da República um ex retirante nordestino, ex operário, ex líder sindical. Hoje determinam sobre tudo que o presidente deve fazer para manter sua popularidade, sentem-se como a mão que dá vida a um fantoche. Se dizem profissionais da comunicação, mas na realidade são ilusionistas que vendem algo diferente daquilo que entregam.
Foram eles que orientaram Lula a ser um apologista da falta de instrução, a continuar cometendo erros de português em sua fala para identificar-se com o povão (por sorte não regrediram ao “menas gente” ou ao “ni mim”), a pensar-se um sábio por usar metáforas de almanaque de farmácia, a sentir-se poderoso, recusando-se a vestir casaca numa recepção com o rei da Espanha, ser grosseiro em suas observações sobre a Mamíbia e a Índia, ou a dizer que “acordara invocado” e resolvera ligar para o presidente dos Estados Unidos da América. Ficamos sem saber se ele ligou, se o presidente daquele país o atendeu, se o fez o que falaram e como falaram (me parece que ambos são monoglotas) e se Bush, por seu lado, também estava invocado?
Luis Inácio Lula da Silva, filho de mãe analfabeta (desde o nascimento), cursou somente o primário, não teve recursos de ir adiante, mas quando os teve não quis fazê-lo, achou-se “doutor” diplomado com louvor na “escola da vida”. Entorpecido pelo poder e vivendo a onipotência dos que ignoram, começou a lançar frases lamentáveis: “preguiça desgramada” de ler, “não é livro que ensina a governar”. Engana-se o presidente, ensina sim e muito, vamos aos fatos. Pelo que entendi ao ler a tradução da tal reportagem, o que o “invocou”, o fez dar murros na mesa e dizer palavrões foi essa parte: “A imprensa brasileira já descreveu repetidas vezes o pai do presidente, Aristides, a quem ele mal conheceu e que morreu em 1978, como sendo um alcoólatra que abusava de seus filhos”. Mais especificamente foi o “abusava de seus filhos”. Alguns jornais, depois de Rohter ter dito que seu artigo fora mal traduzido, mudaram o “abusava” para “maltratava”. Fato é que o jornalista usou no original o verbo “to abuse” , que em português é abusar, que vem do latim “abutor”, verbo que ficou eternizado na famosa frase de Cícero contra Catilina “quosque tandem abutere, Catilina patientia nostra” (até quando Catilina, abusarás de nossa paciência). Isso nos faz concluir que o presidente desconhece o sentido lato da palavra abusar. Começa significando fazer mau uso e termina por enfastiar-se, passando por menosprezo, humilhação e ultraje ao pudor.
Por não dar valor a livros, ao invés de consultar um dicionário para saber o amplo significado da palavra e por preguiça “desgramada” não saber semântica, conseguiu com uma interpretação restrita, causar uma crise que desgastou internacionalmente o Brasil.


FOLHA
"A última vez em que bebi foi em 1974"

Lula diz não ter ficado "bêbado" desde a derrota para a Holanda naquela Copa

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O presidente Lula disse ter ficado "muito puto" com a reportagem de Larry Rohter, então correspondente do "New York Times", de que abusaria da bebida, porque era "mentira". Na época, ele decidiu não renovar o visto de Rohter (depois recuou). Diz duvidar que um jornalista ou político o tenha visto bêbado: "A última vez em que bebi mesmo foi quando o Brasil perdeu para a Holanda de 2 a 0 na Copa do Mundo de 1974".
Lula revelou que se sente "isolado" em Brasília, dorme cinco horas por noite, acorda cedo e caminha todo dia. Admite que fala palavrões ao cobrar ministros: "Tenho um jeito que não vou mudar. (...) Um palavrão quando soa como força de expressão ele é bonito". (KA)

FOLHA - O que faz no tempo livre?
LULA
- Não tenho tempo livre.

FOLHA - No final de semana.
LULA
- Aí é que me sinto isolado. Quando posso, passo com meus filhos. Eles não querem vir para Brasília. Cada um tem a vida dele, tem a sua namorada.
Não posso convidar um ministro porque tenho 30 [são 37] e vou criar ciúme nos outros. Dos meus domingos, 90% estamos eu e Marisa sozinhos. Aqui em Brasília nunca fui a um jantar, a um aniversário, a um restaurante. Minha vida é Palácio do Planalto e Palácio da Alvorada.

FOLHA - Foi ao Rosenthal [restaurante bom e barato de um cozinheiro de JK que morreu em 2005].
LULA
- Fui uma vez ao Rosenthal em quatro anos e meio. Não vou porque não quero atrapalhar as pessoas. O presidente leva um monte de gente, segurança, para ir a um lugar.

FOLHA - Não foge, não sai sozinho?
LULA
- Não. Sei de histórias de presidente que fugia e não fujo.

FOLHA - O que o sr. faz?
LULA
- Eu e Marisa vemos filme, vemos TV, andamos, pescamos, conversamos.

FOLHA - O casamento está bom?
LULA
- Sempre esteve bom.

FOLHA - O sr. tira uma sesta todo dia? Coloca pijama como o JK?
LULA
- Não tenho tempo. Aquele tempo talvez fosse mais fácil para governar. Às vezes saio daqui tarde para almoçar, chego em casa às 15h -vou almoçar em casa todo dia. E tem dia que volto para cá muito nervoso porque o tempo que tenho de almoçar é menor do que quando eu trabalhava na fábrica em tempo corrido e tinha meia hora para almoçar. Quando tenho tempo de descansar 20 minutos, dar uma cochilada, é um alívio porque a gente ganha uma tarde nova.

FOLHA - O sr. acorda a que horas? Dorme quantas horas?
LULA
- Durmo quatro horas e meia, cinco horas por noite. Acordo todo dia entre 5h30 e 6h.

FOLHA - Não é pouco?
LULA
- É pouco.

FOLHA - Como está o peso?
LULA
- Estou com 84 kg. Tô fazendo regime para chegar a 80.

FOLHA - Faz ginástica?
LULA
- Ando todo dia. É essa ginástica que me deixa de bom humor todo dia. Não tenho motivo para não ter bom humor.

FOLHA - Não fica mal-humorado, xinga?
LULA
- Tenho um jeito que não vou mudar. Cobro dos meus companheiros ministros.

FOLHA - Não solta palavrões?
LULA
- Um palavrão quando soa como força de expressão ele é bonito. Ele é feio quando falado fora de hora. Eu sou assim.

FOLHA - O que o sr. vê na TV?
LULA
- Não gosto de nada que me deixe tenso na TV ou no cinema. Não me convide para ver um filme de terror ou de suspense. Quero me divertir. Quanto mais avacalhado for o programa, melhor para mim.
Gosto muito de documentário, que vejo na TV a cabo. Nesta semana, vi um documentário sensacional sobre plataforma de petróleo. Outro dia vi um documentário espetacular sobre borracha. Vejo muito filme. Ganhei uma coleção de filmes brasileiros. Ouço muita música. O mais recente é o DVD do Toquinho, que é excepcional.

FOLHA - O sr. tinha fama de não gostar de Brasília. O que acha agora depois de viver cinco anos nela?
LULA
- O pior é que não vivo em Brasília. Vivo no Palácio do Planalto e no Palácio da Alvorada. Vive em Brasília quem vai a restaurante, ao shopping, quem vai tomar um chope no bar.

FOLHA - O sr. disse que não vai estudar no exterior quando deixar o governo, mas o que planeja fazer? Tem medo da "depressão pós-poder"? Do que sentirá mais falta?
LULA
- Sou um homem vacinado. Sei ao longo da história da dificuldade de as pessoas viverem sem corte depois de passarem tanto tempo com corte. Por conta disso muita gente erra na política, cai em depressão. Muita gente não se dá conta de que acabou o mandato, acabou.
Tem de fazer outra coisa. Pretendo viver minha vidinha tranqüila. Pretendo voltar no sábado e domingo para o meu terreninho, lá em São Bernardo do Campo. Fazer o meu feijãozinho, meu coelhinho na panela de ferro, fumar um cigarrinho de corda, sentado perto do fogão de lenha. Obviamente vou continuar tendo atividade política. Mas nada de cargo nem como dirigente do PT.

FOLHA - O sr. sempre tomou cachaça, chope. Por que no episódio Larry Rohter o sr. reagiu tão duramente?
LULA
- Incomoda a mentira, a desfaçatez. Duvido que tenha um jornalista no Brasil que tenha me visto bêbado. Duvido que tenha um companheiro do PT que tenha me visto bêbado.
Duvido que tenha um militante do movimento sindical que tenha me visto bêbado. Digo para todo mundo ouvir. A última vez em que bebi mesmo foi quando o Brasil perdeu para a Holanda de 2 a 0 na Copa do Mundo de 1974. Foi a primeira vez em que vi TV a cores. A gente tinha fechado o sindicato para comemorar a vitória do Brasil. O Brasil perdeu, e a gente bebeu de tristeza. Tinha casado com a Marisa fazia um mês e cheguei em casa travado. Depois disso, não mais. Fiquei puto porque, como pode um cidadão que nunca conversou comigo, que nunca tomou um copo de cerveja comigo, que nunca tomou um copo d'água comigo, fazer uma matéria de que eu bebia. Isso me deixou muito puto.
Tem um companheiro no bar e está vendo eu tomar dois uísques, escreva que tomei dois uísques. Se as pessoas me perguntarem se bebo, falo. Bebo, gosto de tomar um uisquizinho.
Não gosto de cerveja. Não gosto muito de vinho. Eu estou falando sobre 32 anos. Duvido que alguém tenha me visto bêbado desde 1974. O episódio me deixou chateado. Uma matéria gratuita e que fazia parte da tentativa de pessoas que queriam construir uma imagem negativa do Lula. Aliás, passaram grande parte do primeiro mandato tentando fazer isso.

FOLHA - Após o Dualib dizer que o Corinthians ganhou com gol roubado, acha que o título de 2005 deveria ser dado ao Internacional?
LULA
- Aquele título a gente quase não comemora. Foi num ranha-ranha, quase perdeu todos os jogos para chegar ao título. Se você vai anular um título cada vez que rouba, tem de tirar da Argentina a Copa de 86... Bem, vou criar um problema internacional.

sábado, outubro 13, 2007

Espoliando o trabalhador

O BRASIL NÃO PODE TER MEDO DE ARRECADAR MAIS!

O presidente Lula, outro dia em Florianópolis, declarou que os impostos deviam aumentar pois pobre não paga imposto, quem paga são as industrias e os bancos que enriquecem à sombra a de seu “maravilhoso” governo que “nunca ninguém viu outro igual na história desse país”.
O pobre que tem luz elétrica ou água encanada paga impostos para tê-los, paga impostos para andar em coletivos e mais cruel de tudo, paga impostos por seus alimentos mesmo antes de comê-los.
Sérgio Pardellas escreve sobre essa tentacular carga tributária que suga boa parte de seus salários duramente ganhos, que servem tão somente para manter uma máquina burocrática emperrada e inchada que não lhe dá retorno algum. (G.S.)
“Vocês, papais e mamães, que brindaram os filhotes com presentes no Dia da Criança, certamente não têm a mais pálida idéia da carga de impostos que estava embutida em cada mimo ofertado aos pequenos. É isso mesmo. Além de CPMF, IOF, ISS, só para citar alguns dos mais usuais, nós pagamos, muitas vezes sem saber, altíssimos tributos sobre os mais variados produtos adquiridos no dia-a- dia.


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Editado por Giulio Sanmartini às 10/13/2007 07:06:00 AM |

sábado, setembro 08, 2007

sexta-feira, agosto 10, 2007

Agropecuária Irmãos Metralha S/A.

Complementado a matéria da Adriana Vandoni, “Mas Olha a Cabeleira do Valério...” vai mais essa informação sobre suas atuais atividades
“Dois anos depois do escândalo do mensalão, o publicitário e empresário Marcos Valério Fernandes de Souza não é mais careca -- e, ao invés de se dedicar aos negócios das agências DNA e SMPB, toca uma fazenda a cerca de 120 quilômetros de Belo Horizonte, entre os municípios de Paraopeba e Caetanópolis.
De acordo com reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo, Valério mudou o visual em duas etapas: primeiro, deixou crescer os cabelos na parte traseira e nas laterais da cabeça. Agora, exibe um implante de cabelo no topo. Na quinta, andava por Belo Horizonte quase sem ser reconhecido.
De volta à sua casa no bairro de Castelo, na zona norte da capital mineira, Valério estava no movimentado bairro de Savassi, na zona sul, bem na hora do almoço, e ainda assim caminhava tranqüilamente. Desde o fechamento das agências que faziam negócio com o governo, Marcos Valério só administra sua fazenda.”
(fonte: Veja)
Parece que atualmente a atividade de todos os vigaristas brasileiros ligados ao governo passaram a ser a pecuária.
Será que Marcos Valério, Renan Calheiros e Fabio Lula da Silva (o filho fenômeno do presidente), fizeram uma sociedade anônima, isto é, roubar juntos sem dizer o nome?


Editado por Giulio Sanmartini

quinta-feira, agosto 09, 2007

Lulinha – o mega empresário

Lulinha – o mega empresário A Superintendência da Polícia Federal no Rio abriu inquérito para investigar suspeita de tráfico de influência na compra da Gamecorp pela Telemar por R$ 5 milhões. Um dos sócios da Gamecorp é Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A Delefaz (Delegacia Fazendária) da Superintendência do Rio recebeu em outubro do ano passado uma requisição do procurador da República no Rio Rodrigo Ramos Poerson determinando a instauração de um inquérito sobre o caso.
No documento, Poerson pede a investigação para identificar se o "desproporcional aporte de recursos financeiros estaria sendo direcionado à empresa Gamecorp única e exclusivamente em razão de contar com a participação acionária do filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva".

PF apura compra de companhia do filho de Lula folha de s paulo

segunda-feira, agosto 06, 2007

Certamente São Sócios

Por Giulio Sanmarti

Fabio Lula da Silva (foto), filho do Presidente as República é sócio de uma produtora, a Gamecorp, que, com um capital de apenas 100.000 reais, conseguiu fazer um negócio extraordinário: vendeu parte de suas ações à Telemar, a maior empresa de telefonia do país, por 5,2 milhões de reais. Como a Telemar tem capital público e é uma concessionária de serviço público, a sociedade com o filho do presidente sempre causou estranheza
Mas Lula explicou esse imediato sucesso do filho: "Porque deve haver um milhão de pais reclamando: por que meu filho não é o Ronaldinho? Porque não pode todo mundo ser o Ronaldinho".
O Ronaldinho do presidente Lula é mesmo um fenômeno. Formado em biologia, ele ainda era chamado de Lulinha, apelido que os amigos hoje evitam, quando trabalhava como monitor no zoológico de São Paulo, com um salário de 600 reais por mês. Para reforçar seus ganhos, dava aulas de inglês e computação.
Mas suas coisas começaram a dar mais que certo quando ele associou-se ao lobista Alexandre Paes dos Santos, um personagem explosivo, que responde a três inquéritos da Polícia Federal, por suspeitas de corrupção, contrabando e tráfico de influência. Gente Boa, nisso parece muito com o pai, que entre os ruins sempre escolhe o pior.
(leia a matéria na Veja online 10/2006)
Sérgio Pardellas (Informe JB), conta uma novidade interessante na diversificação dos negócios Fabio Fenômeno da Silva. Ele passou a investir pesado no ramo agropecuário, a ponto de quem participou Circuito do Boi nos municípios de Colinas, Guaraí e Araguaína, no Tocantins, conta que a ofensiva de Lulinha foi responsável pela triplicação do preço do boi nas feiras de gado.
Se alguém me contar que nesses negócios ele é sócio do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), serei obrigado a acreditar.

quinta-feira, agosto 02, 2007

UM TIMINHO, E TANTO

Adriana Vandoni

Foram poucos os que se dispuseram a ir, no horário de trabalho, enfrentando este sol cuiabano e as intimidações veiculadas nos órgãos da imprensa local. Mas vaiamos Lula, e isso basta!

Conforme as palavras do prefeito em seu discurso, juntos não daríamos um time de futebol de salão. Também não era um movimento do PSDB, seu partido, o que, aliás, eu mesma fiz questão de afirmar. Era uma manifestação de pessoas honestas e trabalhadoras que não precisam do aval de partido político para exercer a cidadania. Um “timinho” que sabe que a manifestação popular, mais do que um direito, é um dever dos cidadãos conscientes. O compromisso desse “timinho” que vaiou Lula é com os princípios de cada um, coisinhas básicas, sabe, esquecidas pela maioria dos políticos.

Para esse grupo, os pecados do presidente não são redimidos através de recursos públicos, afinal, esse recurso, se vier, não é do presidente, não é do PT. É do povo brasileiro e a sua aplicação é obrigação de todo governante. Pena saber que parte desse dinheiro também sirva para rechear cuecas. A impressão que fica é que o fato de prometer dinheiro redime Lula de todos os erros cometidos. Então é assim? Basta pagar? Recursos públicos agora compram honra e caráter? Engraçado, na camada menos favorecida da população isso se chama bolsa-família. No caso então, poderíamos chamar de “bolsa-prefeito”?

O papel de Wilson Santos, como executivo, estava certo até a hora do infeliz discurso. Não se vanglorie da intimidação, prefeito. Faça e seja merecedor de aplausos. Aja com compromisso à sua história tantas e tantas vezes, exaustiva e enfadonhamente contada e recontanda em seus discursos.

Esse não é o caso do empresário Blairo Maggi que simplesmente não tem história nem compromisso com posturas públicas. Sua visão é privada. Lastimo que os senhores pretendam fazer de Mato Grosso um curral de vacas amestradas. Todas empunhando bandeirolas e saudando o grande líder Lula.

Não houve mobilização, e esperava poucas pessoas já que o encontro foi marcado entre amigos apenas na segunda-feira à tarde. Um aviso em meu blog e telefonemas foi o que foi feito, apenas. Recusamos em mobilizar transporte de manifestantes, o objetivo não era esse, era apenas o de manifestar nosso descontentamento, um direito legítimo, apesar das intimidações com o uso até de helicópteros para nos abafar. Até a segunda-feira à tarde não havia nem a intenção de vaiar de fato, até por um pedido do próprio prefeito, feito na sexta-feira. Durante o fim de semana fui procurada por diversas pessoas, militantes ou não de partidos políticos. Quando algumas lideranças do PSDB me ligaram eu disse para não se envolverem, para evitar um embaraço ao prefeito “companheiro” de partido. Não por medo de zanga, mas para não confundir o ato de cidadãos com militantes do partido.
Aprendi mais uma nessa. Deixei de mobilizar e sofri o tripudio, mas faz parte. Aprendi também que a política deve ser feita com paixão, não em gabinetes e diretórios, e abdicar desses momentos é ir contra a lógica da política.

Mas, aos que vêem isso como um fracasso do ato, pelos poucos presentes, não imaginam os apoios recebidos pelos que por lá passavam a caminho do trabalho. Éramos um grupo que, segundo o prefeito, não dava um time de futebol de salão, mas pautamos seus discursos.
Sabe, uma vez um antigo político, já falecido, me disse que a pior espécie de político é o “político folha”. Fiquei curiosa em saber o que significava e ele respondeu: é aquele que muda de lugar ao sabor do vento.

Publicado em 01/08/2007

quarta-feira, agosto 01, 2007

Discurso de um Presidente Matusquelo

Por Giulio Sanmartini

Em seu discurso de Cuiabá, além de atropelar o vernáculo, o presidente da República , em matéria de história, confundiu pênis com equinócio. “Esta gente que pensa assim fez a Marcha com Deus pela Liberdade que resultou no Golpe, levou João Goulart a renunciar e levou Getúlio Vargas ao suicídio”. A passeata chamava-se, Marcha da Família com Deus pela Liberdade, em São Paulo realizou-se no dia 19 de março de 1964, juntando algo como 500 mil participantes, foi em resposta ao comício realizado no Rio de Janeiro Rio em 13 de março de 1964(150 mil pessoas), durante o qual o presidente João Goulart anunciou seu programa de reformas de base: “Durante hora e meia, com a cidade adquirindo aspectos de feriado, um caudal humano correu, ininterruptamente, da praça da Republica para a praça da Sé, passando pela rua Barão de Itapetininga, praça Ramos de Azevedo, Viaduto do Chá, praça do Patriarca e rua Direita, até se represar ante as escadarias da catedral metropolitana. Foi a maior manifestação popular já vista em nosso Estado.
O repudio a qualquer tentativa de ultraje à Constituição Brasileira e a defesa dos princípios, garantias e prerrogativas democráticas constituíram a tônica de todos os discursos e mensagens dirigidos das escadarias da catedral aos brasileiros, no final da passeata. (Fonte: Banco de Dados Folha)”.
A do Rio de Janeiro, reunindo um milhão de pessoas, aconteceu dia 2 de abril de 1964 (foto), com Goulart que já não era presidente pois havia deixado o país inda para o Uruguai sem autorização do Congresso e portanto deixando o cargo vago. Ele jamais renunciou à presidência. (Fonte FGV)
O suicídio de Getulio Vargas nada teve a ver com essa marcha, pois aconteceu 10 anos antes (24/7/2007), mas deve ser registrado o caradurismo de Lula ao tentar compara-se com Vargas. Este último suicidou-se quando soube que o atentado da rua Tonelero (5/7), que resultou na morte do major aviador Rubens Florentino Vaz, fora tramado dentro do Palácio de Catete por sua guarda pessoal. Chegou a essa solução extrema pois tinha brio, honra e dignidade. Caso Luiz Inácio Lula da Silva soubesse o que é isso, teria se suicidado há alguns anos.

O velhos olhos vermelhos voltaram


O comentário entre os jornalistas que estiveram no evento do PAC em Cuiabá, comentaram os estranhos olhos vermelhos de Lula.
Editado por Adriana às 7/31/2007 09:34:00 PM


terça-feira, julho 31, 2007

Lula diz que vaias não vão afastá-lo das ruas e lança desafio

Editado por Adriana Vandroni
'Se quiserem brincar com democracia, ninguém sabe colocar mais gente na rua do que eu', desafia Lula

Fausto Macedo, do Estadão
Filipe Araújo/AE

Lula no lançamento do PAC em MT
CUIABÁ - O presidente Lula afirmou nesta terça-feira, 31, em Cuiabá que as vaias não vão afastá-lo das ruas. Disse que vaias não o intimidam e não vão trancá-lo em seu gabinete no Palácio do Planalto. Ele chamou para o desafio brasileiros que o têm vaiado. "Se quiserem brincar com a democracia, ninguém sabe nesse País colocar mais gente na rua do que eu", declarou o presidente em auditório fechado do Centro de Eventos do Pantanal, onde anunciou para mil convidados - rigorosamente selecionados e que muito o aplaudiram -, a liberação de R$ 521, 5 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para obras de saneamento básico no Mato Grosso.
Os apupos que provocaram a reação presidencial têm se repetido desde a abertura dos Jogos Pan-Americanos do Rio, quando Lula foi vaiado seis meses e desistiu de fazer o discurso de abertura. Nesta terça, as vaias partiram de um grupo de manifestantes que foram barrados em um trevo de acesso a 300 metros da solenidade. O comboio presidencial passou à toda por eles. Entre 60 a 70 pessoas, segundo cálculos da organização do movimento denominado "Eu também vou vaiar Lula", receberam Lula com gritos e assobios. Elas distribuíram adesivos e camisetas com a frase que marca o protesto. A assessoria do presidente contou "uns 8" opositores.
"O recado foi dado", disse Flávia Salem, empresária de comunicação e coordenadora do movimento. "Estamos com a alma lavada porque vaiamos muito, mas muito mesmo, até cansar, e é claro que o presidente ouviu e por isso ficou tão incomodado. Não fosse o medo de represálias, a mobilização teria sido 10 vezes maior. Inclusive muito servidor público queria ter participado."
"Se alguém acha que com estupidez vai atrapalhar que a gente faça o que precisa ser feito pode tirar o cavalo da chuva", retrucou Lula, já na cerimônia do PAC que reuniu deputados, senadores, prefeitos e o governador Blairo Maggi (PR). "Ninguém vai me ver de cara feia por isso. Podem ficar certo meus companheiros e companheiras que ninguém vai ficar com saudade de ver o Lula na rua. As ruas desse País de 8,5 milhões de quilômetros quadrados eu vou visitá-las quase todas nesse mandato. Com a democracia não se brinca, o que vem depois dela é sempre muito pior."
Acredita ter identificado quem o hostiliza. "Os que estão vaiando são os que mais deveriam estar aplaudindo. Foram os que ganharam muito dinheiro nesse País no meu governo. É só ver quanto ganharam os banqueiros os empresários."

Explicações
Lula explicou que não é medo de vaia que o fez realizar a solenidade em um ambiente só para convidados, longe dos oponentes. "Estou fazendo esse ato aqui, em lugar fechado, porque é um ato institucional, que envolve dinheiro público, prefeitos, deputados. Eu não estou fazendo comício."
Mirou novamente quem o vaia. "Não conheço um deles que tem uma biografia que lhe permita sequer falar em democracia nesse País. E eu conheço muitos deles. "Apontou o que considera causa da inquietação rival. "Você imagina eu, um homem que tenho como formação máxima da minha vida um diploma primário e um curso de torneiro mecânico. Quando eu terminar meu mandato em 2010 vou passar para a história como o que mais fez universidade federal nesse País. Além disso, em 97 anos fizeram 140 escolas técnicas. Em 8 anos vamos fazer 160. Isso deve incomodar a muita gente."

Ataque a Alckmin
Falou de mesquinharia na política e atacou Geraldo Alckmin (PSDB), que com ele disputou a Presidência em 2006. "A política tem um lado mesquinho, um lado pequeno. Quem perde fica dentro de casa acendendo vela cabeça de galo, cabeça de urubu, fazendo coisa para que não dê certo. Mas isso é de uma imbecilidade total, chega a ser uma coisa quase que insana. Acho um exagero a quantidade de mesquinharia que se fala numa campanha. Fui quase um gentleman na disputa com o meu adversário. Ele, que era um gentleman, virou quase que coisa louca na TV, brabo, nervoso. Terminadas as eleições é preciso a gente dar um tempo para o País. que o País tenha um tempo de governabilidade."
Previu "uma guerra" em 2008, nas eleições municipais. "Vai ter disputa para prefeito agora, daqui a um ano começa a guerra, todo mundo xinga todo mundo, tem vereador, tem um monte de coisa. Acabou as eleições todos precisamos torcer para que o eleito consiga fazer alguma coisa para melhorar. O que eu ganho torcendo contra? Não posso ser mesquinho nesse ponto."

Marcha com Deus pela Liberdade
Lula prometeu "continuar sua trajetória", independente de vaias, e assegurou que tem amigos no PSDB e que está acima de diferenças político-partidárias. "Tenho um compromisso, tenho data definida para deixar o mandato, tenho consciência do que queremos fazer e vamos fazer sem nenhuma preocupação.Todo mundo sabe das relações que eu tenho com o PSDB na maioria dos Estados. Sou amigo de muita gente do PFL e de outros partidos. Não consigo misturar minha relação pessoal com questão partidária, mas tem gente que não pensa assim. Essa gente fez a Marcha com Deus pela Liberdade em 64 que resultou no golpe militar, essa gente que pensa assim levou o Getúlio Vargas ao suicídio, levou João Goulart a renunciar, ficou contente com 23 anos de regime militar e está incomodada com a democracia porque a democracia pressupõe o pobre ter direito, ter Bolsa Família sim."
Anunciou, por fim, que voltará ao Mato Grosso muitas outras vezes, inclusive para pescar com Blairo Maggi no rio Cuiabá. "Não tentem achar que, vendendo notinha para os jornais de que vai ter manifestação contra o presidente em tal lugar, que o presidente vai deixar de ir. Esse presidente tem tanto medo que, em 1975, quando diziam que a porta da Volks estava cheio de militar para não deixar fazer assembléia, aí é que eu levantava às 4 da manhã para fazer assembléia. Quando diziam que era proibido fazer as greves eu ia fazer as greves."
Por fim, até fez elogios ao Parlamento. "Quando vejo gente criticar o Congresso, com todos os defeitos que possa ter o Congresso, eu ponho a mão para o céu todo dia e agradeço a existência dele porque sem ele esse País era muito pior."

quinta-feira, julho 12, 2007

Mais um Sacana que Ri

Cláudio Humberto em sua coluna, publica a seguinte nota: “Os meios empresariais se agitaram, ontem, com notícias de que as águas profundas da Polícia Federal teriam alcançado o empresário boliviano German Efromovich, naturalizado brasileiro, que fez fortuna fornecendo plataformas para a Petrobras. Agora atuando na aviação civil, Efromovich é dono da Ocean Air e da Avianca e se ligou ao advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente Lula e ex-conselheiro da finada Transbrasil.”
Será que toda a vez que jogam bosta no ventilador, tem que ter a pá de um parente, de um compadre ou de uma amigo de copa e cozinha do presidente da República? Pela enésima vez aparece a do Primeiro Compadre Roberto Teixeira (foto) de muitas, antigas e impunes picaretagens e que como todos os picaretas do atual governo, também ele ri obscenamente
O Luiz Inácio da Silva continua se fazendo de quem não sabe nada.
Ora presidente, tenha a santa paciência, vá mentir para... bem, deixa isso pra lá. (G.S.)

quarta-feira, abril 25, 2007

Bingão legal

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www.sponholz.arq.br

Um governo de adversários

Por Pedro Oliveira - Jornalista e presidente do Instituto Cidadão.

“Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional. Corrupção tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos”. (Roberto Mangabeira Unger. Jornal Folha de São Paulo 15/11/2005).

"Além de a sua política econômica ter sido basicamente aquela que ele tanto combateu o Lula não fez o pacto federativo, não acrescentou nada à República. Temos a oportunidade com Geraldo Alckmin de recuperar a ética, de um governo com compromisso social porque a grande questão que o Lula fala do Bolsa Família nada mais fez que aperfeiçoar um programa do Fernando Henrique”. (Ronaldo Lessa ex-governador de Alagoas – outubro de 2006)

“Nós julgamos o presidente Lula legítimo mandatário da nação. Mas isso não dá direito a ele, ao PT, e a quem quer que seja de botar debaixo do tapete qualquer tipo de ato danoso ao erário público. Este dinheiro que está indo para o mensalão é o dinheiro que está deixando de ir para a alimentação do povo, para a educação. É o dinheiro que falta nos hospitais, é o dinheiro que falta para garantir a segurança preventiva da população”. (Carlos Lupi, ministro do Trabalho de Lula).

O presidente Lula iniciou o seu primeiro mandato com o que chamei em meu livro (Arquivo Aberto-Crônica de um Brasil Corrupto pág. 123) “um governo de derrotados” e deu no que deu.Os seus principais assessores, seus vizinhos de gabinete,pessoas de sua mais estreita intimidade e principalmente o seu partido, despreparados para o poder, roubaram,formaram quadrilhas, saquearam o dinheiro da saúde, da educação dos alimentos para os pobres.Teve o seu mandato ameaçado, sua vida exposta e a podridão do seu governo escancarada para a nação.Voltou ao poder em um equivocado pleito e parece que decidiu fazer diferente: um governo de adversários .
As frases que abrem este comentário foram pronunciadas em momentos diversos da vida política brasileira. Elas, sem dúvida, traduzem a indignação nacional diante do mar de lama que invadiu a “república petista”, subiu a rampa do Palácio do Planalto e do Alvorada ( a residência oficial do presidente).
São frases fortes,ditas por um renomado filósofo e professor da Universidade de Harvard, Roberto Mangabeira Unger,pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi e pelo ex-governador de Alagoas Ronaldo Lessa.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

O HOMEM DAS TREVAS Por Giulio Sanmartini


Por Giulio Sanmartini

Desde o ano de 2003, vivemos no país do “nunca antes”. Desde sua fundação, o Partido dos Trabalhadores, avocou-se a posse da ética e da honestidade. Foi algo fácil enquanto não teve a chave do cofre, mas ao conquistar prefeituras a coisa mudou.
Em entrevista a Luiz Maklouf Carvalho (Jornal da Tarde) em 1997, o petista histórico Paulo de Tarso Venceslau, faz denuncia contra o compadre do então presidente do Partido Luiz Inácio Lula da Silva, advogado Roberto Teixeira por corrupção e tráfico de influência através de sua firma Consultoria para Empresas e Municípios /CPEM), também envolvendo Paulo Okamoto o amigo de Lula, que lhe paga as contas com dinheiro do próprio bolso e de origem desconhecida. O resultado foi alarmante, Lula mandou que Venceslau fosse expulso do PT e assim se fez.
Depois veio o caso de Celso Daniel, prefeito petista de Santo André, assassinado em condições que não interessam ser apuradas, quando surge alguém que possa abrir uma luz sobre o assunto esta também é assassinada. Celso seria o principal assessor de Lula para a transição do governo, mas ao que tudo indica descobriu que o partido em seu município fazia caixa através de chantagens e propinas, que eram repassadas para o PT.
Todos estes fatos correram sob a tolerância da mídia e portanto distante da opinião pública, assim no dia 1° de janeiro de 2003, Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a presidência do Brasil desfraldando a bandeira de esperança, a uma população que desejava honestidade no uso do dinheiro público, mas o que sucedeu nesse primeiro mandato, foi uma corrupção “nunca vista antes nesse país” desde o seu descobrimento.
A revista Veja (www.veja.com.br/lula) faz uma pesquisa séria sobre o primeiro mandato onde também conta toda a corrupção que tomou conta do Brasil na presidência Lula.
Os números são impressionantes:
Luiz Inácio Lula da Silva, em seu primeiro mandato nas 206 revistas que circularam, foi o tema de capa de 54, dessas 31 (57%) são sobre os diversos casos de corrupção.
Durante o primeiro 4 anos foram 269 matérias sobre corrupção assim distribuídas: 2003 -2, 2004- 23, 2005 -122 e 2006 – 104. Mais de uma matéria por revista.
O leitor tem todo o direito de fazer uma pergunta: Então como explicar a esmagadora vitória de Lula?
Dos votos válidos Lula teve 58 milhões enquanto seu adversário Alckmin 38 milhões. Este é retrato do Brasil, a carência de informações, maior número de eleitores recebem as informações por televisão ou rádio, poucos lêem jornais e menos ainda revistas hebdomadárias. O corrupção não ficou desconhecida, mas prevaleceu a tese: “todos são a mesma coisa” e assim, por comodismo e desesperança acabam ficando com o que está. Os sustentados pela esmola governamental apelidada de Bolsa Família, votam em quem lhe dá algo, sem conseguir avaliar que lhes tiram muito mais do que lhes dão. O próprio liberal informado que tem necessidade de luz, beleza, ao desiludir-se com uma vida na imundice, vulgaridade, grossura e abjeção, deseja tão somente o olvido e o descanso.
A esperança é que um dia o eleitor se canse dessa situação caliginosa e queira de volta a luz que lhe pertence.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

EU E MARILENA CHAUÍ Por Adriana Vandoni



Depois de alguns muitos dias fora do ar, estou de volta. Na marra, confesso. O problema não é de preguiça como alguns podem imaginar, claro que uns dias de folga incentivam a inércia, mas meu problema é uma total desmotivação. Mais que isso, saturação de paciência, saco cheio mesmo. A vontade de entregar os pontos é enorme, porque acompanhar o cotidiano político sem se sentir assim, só para quem tem os tais nervos de aço que tanto Bob Jeff cantou.
Desenvolvi uma moderna modalidade de pânico: pânico da notícia. Só eu e Marilena Chauí desenvolvemos essa doença no Brasil. hahahaha.
Bem, mas depois de uma semana sem vontade nem de ler ou escrever, comecei a querer reagir. Ligava o computador e as notícias eram sempre as mesmas. Que coisa!, parece novela que não é preciso acompanhar diariamente para entender e sacar o final. Desligava e ia pra praia. No outro dia tentava novamente.
Quando estava me curando, vi a triunfal presença de Maranhão na posse de Lula, o mesmo Maranhão que meses atrás juntou seu bando, invadiu e depredou o Congresso Nacional. Um tapa na cara dos brasileiros que nunca ousaram cometer vandalismo, terrorismo ou qualquer outro ilícito. Enojada desliguei mais uma vez o computador. Liguei a TV para me inteirar dos ataques no Rio e acabei assistindo a duas matérias deprimentes. A primeira foi o medieval enforcamento de Sadan Hussein. Enforcamento? É muito grotesco pro meu gosto, acho que isso só vai aumentar as atrocidades, mas...
A outra matéria foi uma entrevista do ex-deputado federal Eduardo Paes (PSDB), aquele que se mostrou combativo durante seu mandato e que chamou atenção do país nas intermináveis CPIs do governo Lula. Naquele dia o Eduardo falava como secretário estadual de turismo do governo de Sergio Cabral (PMDB). Levei um baita susto! Não, não era ele!, ou era? Céus!, é ele mesmo!. Eduardo estava falando dos seus projetos para o Rio de Janeiro e das benfeitorias que o governo Lula fará no estado.
O que o medo de ficar fora do poder não leva uma pessoa a fazer, hein?
Agora foi a vez do glorioso PSDB apoiar Arlindo Chinaglia para a presidência da Câmara. Sabe de uma coisa? Preciso cair na real e assimilar o fato de que o PSDB não é aquilo que eu pensava. É, na verdade um partido sem caráter, sem vergonha na cara e fadado a ser apenas o que é: um espectro do que já foi. Um partido do passado.
E assim vou indo, ou vindo, não sei bem. Estou tentando voltar, mas a cada feito político sonho com um desfeito que nunca vem. Comentando sobre a revolução bolivariana de Chávez com um amigo, ele disse: “no Brasil é impossível fazer o mesmo, afinal, temos nossas instituições fortes”.
Quais instituições essas? O Congresso Nacional?, com seu batalhão de compráveis e que nem a sua estrutura física e seu simbolismo são respeitados pelo presidente da república? Os sempre aliáveis partidos políticos? A justiça que através da “interpretação da Lei” protege corruptos e os diploma? O povo?, que se contenta com míseras rações e arroz e feijão? Quais são as instituições fortes que existem no Brasil?
Aos poucos eu, assim como Marilena, vou conseguir me livrar da moderna síndrome de pânico pela notícia, até lá espero que a liberdade de imprensa ainda esteja vigorando, mesmo que dessa forma capenga.
Ah, as férias?, foram ótimas, peguei muita chuva, mas descobri que tenho uma baita sorte. Ficar quase um mês no Rio de Janeiro e de ruim pegar só chuva não é para qualquer um, a maioria pega é bala mesmo.

sábado, dezembro 30, 2006

A VOLTA DE QUEM NÃO FOI


Por Giulio Sanmartini

Uma das características dos esquerdistas tacanhos (no sentido de velhacos) e ignorantes é de estar preso ao individualismo: Eu, Eu, Eu!. Os dessa classe estão apartados da coerência, isto é, de tarde dizem uma coisa e na manhã seguinte dizem outra completamente diferente. Um exemplo emblemático dessa “categoria” é o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.
Quando surgiu o escândalo do dossiê envolvendo seus amigos íntimos, o presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) e ainda coordenador da campanha para reeleição Ricardo Berzoini, Lula, por puro oportunismo, os classificou de “aloprados”, a Berzoini coube como pena, deixar a coordenação e pedir licença da presidência do partido.

É claro que a Polícia Federal não quis encontrar provas que o incriminassem, haja vista que esse órgão é subordinado ao ministro da Justiça, Marcio Thomas Bastos, que por sua vez é o advogado criminalista que conseguiu, através de chicanas de porta de xadrez, impedir a apuração de todos os escândalos, a começar pelo envolvendo Waldomiro e José Dirceu, que ficou conhecido como “mensalão”.
Agora o “companheiro” Lula diz ao de novo “companheiro” Berzoini: “você tem o direito de voltar” e na maior cara de pau assim será feito, já que não se sabe a quem pertence o dinheiro (R$ 1,7 milhões) que está na Polícia Federal a espera do dono. Pois sim!
Tratam também do assunto Vera Rosa e Tânia Monteiro.

Leia em O Estado de São Paulo

sábado, dezembro 09, 2006

A COVARDIA NÃO TEM LIMITES

Por Giulio Sanmartini

Mais uma vítima da pobreza. Essa atende pelo nome de Daniele Toledo do Prado e tem 21 anos, não tentou furtar nada, sua filha Victória (1 ano e 3 meses) durante 4 meses foi levada ao Hospital Universitário de Taubaté com uma doença que médico algum conseguiu diagnosticar. Na última vez, depois de 7 horas de espera para que lhe fosse aplicada o soro, conseguiu uma vaga na UTI quando a criança teve a segunda parada cardíaca. A paciente morreu, sem medo de errar pode-se dizer que foi por deficiência e negligência do serviço de saúde. Mas foi aí que começou o drama. Uma enfermeira acusou Daniele de ter posto cocaína no leite da mamadeira, foi presa, ofendida pelos policiais que lhe diziam: “chora vagabunda”. Foi transferida para a penitenciária de Tremembé, por mais de 4 horas foi espancada violentamente por 18 companheiras de cela que sabiam da morte de Victoria, teve fratura na mandíbula e enfiaram-lhe uma caneta no ouvido. O inferno durou 37 dias, quando o núcleo de toxicologia do Instituto Médico Legal (IML) que havia anteriormente confirmado a cocaína, concluiu que se enganara, era uma sustância similar. O diretor do IML de São Paulo Hideaki Kawata que levou um mês para perceber o engano teve a desfaçatez de declarar “Essa coitada deu muito azar”, claro, não eram nem a filha nem a mulher deste filho da puta (peço desculpas pelo termo, mas minha indignidade não encontra outro).
Alo! Alo! Pai dos Pobres, enquanto você faz turismo seus eleitores estão sendo torpemente vilipendiados

Leia a matéria no Jornal da Tarde online

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