Entrevista:O Estado inteligente

quinta-feira, outubro 02, 2008

Clipping do dia 02/10/2008




Correio Braziliense

SENADO DÁ NOVA CHANCE AO SUPERPACOTE DE BUSH

Pesquisa terá R$ 21 milhões ainda este ano

Tropa na rua tenta garantir eleição no Rio
Folha de S. Paulo

SENADO DOS EUA APROVA MEGAPACOTE

Lula libera R$ 5 bi para agricultura
Jornal do Brasil

FESTA PARA UNS, COBRANÇAS PARA OUTROS

Hinos contra a barricada
O Estado de S. Paulo

SENADO DOS EUA APROVA PLANO DE AJUDA A BANCOS

Lula vai reforçar campanha em SP

4.500 soldados ocupam Complexo do Alemão
O Globo

EUA: SENADO APROVA SOCORRO MAS CUSTO VAI A US$850 BI

Lula: ‘Cuidem do crédito que o Natal ta aí’

Marinha ameaça interromper patrulhas navais
Valor Econômico

BRASIL E ARGENTINA SE ARMAM PARA CONTER 'INVASÃO CHINESA'

Senado dos EUA aprova pacote de US$ 700 bi

Fim da euforia nos imóveis comerciais



Entrevista

"Freio de mão" puxado dispensa alta de juros (Valor Econômico)

"O Plano B dos EUA é insistir no Plano A", diz ex-diretor do FMI (Valor Econômico)

'No fim do dia, encontra-se recurso' (O Globo)
Especial CONSTIUIÇÃO 20 ANOS

142 dispositivos à espera de regulamentação (O Estado de S. Paulo)

A Carta que blindou a democracia brasileira (O Estado de S. Paulo)

Carga tributária subiu de 24% para 35% do PIB em 20 anos (O Estado de S. Paulo)

Dianteira de Richa transforma Curitiba no reduto de um PSDB sem crises (Valor Econômico)

Lacerda propõe "choque de gestão" para BH (Valor Econômico)

O desafio de garantir os direitos individuais (O Estado de S. Paulo)

O lento caminho entre o dever no papel e o direito na prática (O Estado de S. Paulo)

Os presidentes e a Constituição: Fernando Collor de Melo (O Estado de S. Paulo)

Os presidentes e a Constituição: Fernando Henrique Cardoso (O Estado de S. Paulo)

Os presidentes e a Constituição: Itamar Franco (O Estado de S. Paulo)

Os presidentes e a Constituição: Luis Inácio Lula da Silva (O Estado de S. Paulo)

Petróleo do pré-sal é a nova peça no xadrez institucional (O Estado de S. Paulo)
Brasil

FAB seleciona novos caças e exclui avião russo (Valor Econômico)

Orçamentos estaduais para 2009 ignoram risco de desaceleração (Valor Econômico)
Agronegócio

Fundação suíça quer cautela com o etanol (Valor Econômico)
Empresa e Tecnologia

Anac discute novas regras para Congonhas (Valor Econômico)
Colunas

Ari Cunha - Ceará em festa (Correio Braziliense)

Brasil - Fim de festa (Valor Econômico)

Brasil S.A - Só um refresco (Correio Braziliense)

Brasília-DF - Não tem conversa (Correio Braziliense)

Carlos Heitor Cony - Elogia da ignorância (Folha de S. Paulo)

Celso Ming - O que vem agora? (O Estado de S. Paulo)

Clóvis Rossi - O pacote e o bom começo (Folha de S. Paulo)

Dora Kramer - O futuro já começou (O Estado de S. Paulo)

Eliane Cantanhede - Ou vai ou racha (Folha de S. Paulo)

Informe JB - O Rio do PAC, dos ônibus e espigões (Jornal do Brasil)

Jânio de Freitas - Escândalo que falta (Folha de S. Paulo)

Mercado Aberto - Banco Central não descarta hipótese de baixar compulsório (Folha de S. Paulo)

Merval Pereira - Herança maldita (O Globo)

Míriam Leitão - Risco USA (O Globo)

Mónica Bérgamo - Olho vivo (Folha de S. Paulo)

Painel - A hora do contracheque (Folha de S. Paulo)

Política - Dois pesos, duas medidas (Valor Econômico)

Por dentro do mercado - Superávit cambial desativa pânico (Valor Econômico)
Política

FESTA PARA UNS, COBRANÇAS PARA OUTROS (Jornal do Brasil)

SENADO DOS EUA APROVA PLANO DE AJUDA A BANCOS (O Estado de S. Paulo)

Hinos contra a barricada (Jornal do Brasil)

Lula libera R$ 5 bi para agricultura (Folha de S. Paulo)

'Comissão de Notáveis' da Câmara fica no papel (O Estado de S. Paulo)

Adversário de Paes no 2º turno ainda é uma incógnita (Jornal do Brasil)

Aécio atua mais em campanhas fora do Estado (Folha de S. Paulo)

Aécio é afastado da propaganda eleitoral (Jornal do Brasil)

Aliados de Alckmin se queixam de abandono (O Globo)

Aparecido responderá a processo administrativo (O Globo)

Após pesquisa, alckmistas negociam união com Kassab para o segundo turno (Folha de S. Paulo)

Arsenal contra barricadas (O Globo)

Asfalto e esgoto pautam disputa na Região Metropolitana (Valor Econômico)

Barreiras policiais contra as fraudes (Correio Braziliense)

Beto Richa lidera com 48 pontos de vantagem (O Globo)

Candidato tira tempo de adversário (O Estado de S. Paulo)

Tropa na rua tenta garantir eleição no Rio (Correio Braziliense)

Cícero Almeida tem a maioria dos votos (Correio Braziliense)

CNJ quer anular inquérito contra o presidente da AMB (Folha de S. Paulo)

Com Rosinha à frente, Garotinho busca retomar hegemonia em Campos (Valor Econômico)

Congresso pode rever contas da União (Valor Econômico)

Consignado para servidor terá teto (O Globo)

Crivella aposta na ajuda da Universal (O Estado de S. Paulo)

Crivella e Gabeira, voto a voto (O Globo)

Curtas - Porto Alegre 1 (Valor Econômico)

DEM conta com Serra e FHC para atrair Alckmin em possível 2º turno (Valor Econômico)

Eleições 2008 / Legislativo: Vícios travam Câmara, dizem candidatos (Folha de S. Paulo)

Eleições 2008 / Minas Gerais: PSDB de Aécio dá sinais de que pode encolher em MG (Folha de S. Paulo)

Eleições 2008 / Na estrada: PF investiga compra de votos na "terra da soja" em MT (Folha de S. Paulo)

Eleições 2008 / Porto Alegre: Na disputa pelo 2º turno, PC do B e PT aumentam ataques no Sul (Folha de S. Paulo)

Eleições 2008 / Rio de Janeiro: Vigiado pelo tráfico, Exército faz sua maior operação no Rio (Folha de S. Paulo)

Eleições 2008 / São Paulo: No 2º turno, Marta quer colar em Kassab rótulo de "malufista" (Folha de S. Paulo)

Eleitorados dos dois têm perfis diferentes (O Globo)

Eleitores cobram segurança (Correio Braziliense)

Empate embola disputa em Salvador (O Estado de S. Paulo)

Ex-prefeitos viram cabos eleitorais de luxo no ABC (O Estado de S. Paulo)

Exército cobra verba e alerta para impasse (O Estado de S. Paulo)

Exército sobe o Alemão com banda de música (O Globo)

FAB renovará frota com F-18, Rafale ou Gripen (O Estado de S. Paulo)

Festa no Planalto: Presentes devem ser devolvidos, decide governo (Folha de S. Paulo)

General sugere criar Ministério da Amazônia (O Estado de S. Paulo)

Governo muda regras para terra de quilombos (O Globo)

Governo terá mais R$1,2 bi para gastos (O Globo)

Incra vai continuar no topo da lista de desmatadores, mas não pagará multa (Folha de S. Paulo)

Infraero cancela licitação suspeita (Correio Braziliense)

Inquérito sobre grampo avança, diz diretor da PF (O Estado de S. Paulo)

Kassab ganha prestígio e vira ‘eleitor’ em Santo André (O Estado de S. Paulo)

Kassab já fala como adversário de Marta no 2º (O Globo)

Kassab leva 2ª vaga, diz Datafolha (O Estado de S. Paulo)

Kassab tira voto de Alckmin nas regiões mais carentes (Folha de S. Paulo)

Lula monta estratégia para manter base unida (O Globo)

Lula reúne candidatos petistas no ABC em almoço no sábado (O Estado de S. Paulo)

Lula vai limitar participação em campanhas no 2º turno (Valor Econômico)

Márcio Lacerda pode vencer a disputa em BH neste domingo (Jornal do Brasil)

Marinha ameaça interromper patrulhas navais (O Globo)

Marta adota modelo de mulher sessentona (Correio Braziliense)

Médicos saúdam eleição de ministro (Jornal do Brasil)

Medo dos EUA tira russos de lista da FAB (Folha de S. Paulo)

Mendes manda apurar denúncia contra o STF (Jornal do Brasil)

Mendes pede a procurador-geral que investigue jornalistas (Valor Econômico)

Micarla mantém dianteira em Natal (Valor Econômico)

Militares ocupam o Complexo do Alemão (O Estado de S. Paulo)

Minc critica modelo de reforma agrária (O Globo)

Ministro vê avanço, mas quilombolas reagem (O Estado de S. Paulo)

Ministros foram grampeados, diz Mendes (O Estado de S. Paulo)

Na despedida, o apelo aos padrinhos (O Globo)

Na TV, candidato apela por voto tucano (O Estado de S. Paulo)

Negociação para reajustar Bolsa Família (O Globo)

No 'G-79', PMDB, PDSB e PT saem na frente (O Globo)

No último programa de TV, candidatos apostam tudo nos eleitores indecisos (O Globo)

Órgão vai apurar irregularidades em assentamentos desmatados (Folha de S. Paulo)

Paes concentra militantes nas principais ruas do Rio de Janeiro (Folha de S. Paulo)

Para MP, grampo contra Gilmar foi feito no Senado (O Globo)

Para PF, Abin teve mais que 56 agentes na Satiagraha (Folha de S. Paulo)

Partido divulga nota de apoio ao candidato (O Estado de S. Paulo)

PCdoB está na cola do PT em Porto Alegre (O Globo)

Petista perderia para os dois na segunda etapa (O Globo)

Prefeito sobe e ameaça eleição de Zito em Caxias (Valor Econômico)

PT denuncia PT e briga em Osasco vai parar no TRE (O Estado de S. Paulo)

PT usa 'ligações' de presidente (O Estado de S. Paulo)

Recife: petista mantém liderança (O Globo)

Resolução limita idade em supletivo (O Estado de S. Paulo)

Rosário e Manuela fazem apelo na TV (O Estado de S. Paulo)

Salvador em guerra, com João Henrique à frente de ACM Neto (O Globo)

Secretárias do Palácio têm que devolver brindes (O Globo)

Segundo turno agita o Planalto (Correio Braziliense)

Sincretismo religioso divide candidatos em Salvador (Valor Econômico)

Situação de Aécio e Pimentel já não é confortável (O Globo)

SP defende concurso para vagas em cartório (O Estado de S. Paulo)

STF comemora seus 200 anos com exposição (Folha de S. Paulo)

STJ condena juiz a três anos de detenção (Folha de S. Paulo)

Sucessor de Cesar pode herdar dívida de R$1 bi (O Globo)

TSE mais rigoroso na prestação de contas (Jornal do Brasil)

TSE proíbe celular nas cabines (O Globo)

TSE tira Aécio dos programas de Lacerda (Valor Econômico)

Tudo imprevisível em Salvador (Correio Braziliense)

Lula vai reforçar campanha em SP (O Estado de S. Paulo)

4.500 soldados ocupam Complexo do Alemão (O Estado de S. Paulo)
Economia

SENADO DÁ NOVA CHANCE AO SUPERPACOTE DE BUSH (Correio Braziliense)

BRASIL E ARGENTINA SE ARMAM PARA CONTER 'INVASÃO CHINESA' (Valor Econômico)

EUA: SENADO APROVA SOCORRO MAS CUSTO VAI A US$850 BI (O Globo)

SENADO DOS EUA APROVA MEGAPACOTE (Folha de S. Paulo)

Pesquisa terá R$ 21 milhões ainda este ano (Correio Braziliense)

'Os pobres serão os perdedores' (O Estado de S. Paulo)

'Pode haver excesso de oferta no Brasil' (O Estado de S. Paulo)

31 empresas brasileiras estão entre as 100 mais castigadas na América (O Estado de S. Paulo)

A cor do dinheiro fica sempre mais difusa (Valor Econômico)

À espera de votação, Bovespa tem alta de 0,5% (Folha de S. Paulo)

À espera, Bovespa sobe 0,52% (O Globo)

Aceitar crescimento mais baixo em 2009 divide opiniões (Valor Econômico)

Aegon, da Holanda, compra 50% da seguradora Mongeral (Valor Econômico)

Ajuda para proprietários de casas entra em vigor nos EUA (Folha de S. Paulo)

Ameaça de recessão faz o Fed avaliar um novo corte dos juros (Valor Econômico)

Anac propõe novas regras para aeroportos (O Globo)

Anac vai redistribuir vôos em aeroportos saturados (O Estado de S. Paulo)

Anatel volta a prorrogar cobrança de ponto extra (Jornal do Brasil)

Apesar da crise, País nunca vendeu tanto produto básico (O Estado de S. Paulo)

Argentina reage à crise e aumenta protecionismo (O Estado de S. Paulo)

Até que enfim, Governo acorda (Correio Braziliense)

Autopeças mantêm planos. Só para 2008 (O Estado de S. Paulo)

Bancos ganharam valor em setembro (O Globo)

Bancos já reduzem os prazos (Valor Econômico)

Barata, Petrobras lidera indicações para outubro (Valor Econômico)

BB duplicou operações de ACC em setembro (O Estado de S. Paulo)

BC enxuga R$ 106 bilhões de liquidez (Valor Econômico)

Bolsas de NY fecham em baixa por GE e espera do plano (Valor Econômico)

Bovespa começa outubro em alta (O Estado de S. Paulo)

Brasil está entre as nações menos competitivas (O Globo)

Bush vem ao Brasil para reunião sobre biocombustível (Valor Econômico)

Carteiras perdem com queda da bolsa (Valor Econômico)

China e Arábia seguram preço do petróleo (Valor Econômico)

Com queda da Bolsa, empresas começam a recomprar ações (Folha de S. Paulo)

Com tensão, país deve buscar reformas, diz Fiesp (Folha de S. Paulo)

Comissão fará mais reuniões para definir modelo de exploração do pré-sal (Valor Econômico)

Compulsório pode cair para elevar crédito (Folha de S. Paulo)

Crédito ao consumidor fica até 25% mais caro (O Globo)

Crédito sob risco dos microbancos dobra (Valor Econômico)

Crise abala indústria nos EUA; Buffett investe US$ 3 bi na GE (Folha de S. Paulo)

Crise afeta balança em 90 dias, diz governo (Folha de S. Paulo)

Crise leva governo a liberar R$5 bi do BB para a safra (O Globo)

Crise pode durar mais um ano, diz Paulo Bernardo (O Estado de S. Paulo)

Crise varre meio trilhão da Bolsa em 2008 (Folha de S. Paulo)

Crítica: Mantega contesta serra sobre gastos (Folha de S. Paulo)

Curta - Banco Mercedes em alta (Valor Econômico)

Curta - Mais microempresas (Valor Econômico)

CVM quer mais transparência nos dados das companhias (O Estado de S. Paulo)

Dados mostram que economia não-financeira dos EUA está à beira da recessão (Folha de S. Paulo)

De olho no pré-sal, governo pode socorrer Petrobras (O Estado de S. Paulo)

Depois de prejuízo trilionário, público parece mudar de opinião (Folha de S. Paulo)

Dólar encarece projetos termelétricos (Valor Econômico)

Economistas pedem medidas com rapidez (Folha de S. Paulo)

Em nove meses, importação cresce 52% e saldo comercial recua 37% (Valor Econômico)

Empresas de agronegócio perdem R$ 21 bi (Jornal do Brasil)

Entenda o pacote americano (Correio Braziliense)

Entrada de dólar supera saída em setembro (Folha de S. Paulo)

Estoque elevado nos EUA derruba preço do petróleo (Valor Econômico)

Europa vai discutir pacote no fim de semana (O Globo)

Exportações até setembro superam US$ 150 bilhões (Jornal do Brasil)

Financiamento à agricultura terá mais R$ 5 bi (O Estado de S. Paulo)

Governo prepara leilão de oito hidrelétricas em 2009 (Valor Econômico)

Governo quer garantir fluxo de recursos (Valor Econômico)

Governo quer garantir recursos para crédito (Gazeta Mercantil)

Governo quer licitar oito hidrelétricas em 2009 (Folha de S. Paulo)

Governos reduzem nível de endividamento (Valor Econômico)

Greve dos bancários pára, mas volta dia 8 (O Globo)

Greve ganha força no DF (Correio Braziliense)

Fim da euforia nos imóveis comerciais (Valor Econômico)

Investidores enviam queixas à CVM (Valor Econômico)

Isenções fiscais de última hora facilitaram a aprovação do plano (Valor Econômico)

Justiça dos EUA investiga fraude em venda de títulos (Valor Econômico)

Leilões aumentam dependência de gás (O Estado de S. Paulo)

Linha para exportação caiu à metade após quebra do Lehman (O Estado de S. Paulo)

Lobão quer nova lei já em 2009 (O Estado de S. Paulo)

Lobão quer vetar a venda de concessões de lavras não exploradas (Valor Econômico)

Lula: ‘Cuidem do crédito que o Natal ta aí’ (O Globo)

Lula diz que não haverá irresponsabilidade fiscal (O Globo)

Lupi confirma R$ 7 bi do FGTS para o BNDES (O Estado de S. Paulo)

Mantida a cobrança do ponto extra por 30 dias (Correio Braziliense)

Minoritário contesta venda do Besc ao BB (Valor Econômico)

Negociação para mudar Orçamento (O Globo)

Odebrecht diz que aceita condições do Equador (O Globo)

Ordem de Lula é garantir crédito para o Natal (O Estado de S. Paulo)

Pacote quer elevar garantia federal para contas comuns (Folha de S. Paulo)

País fica estagnado em lista de competitividade (O Estado de S. Paulo)

Ponto extra: ao menos mais 30 dias de cobrança (O Globo)

Preços de importados vão subir até 10% neste mês (Folha de S. Paulo)

Prosper Corretora tem novo presidente (Valor Econômico)

R$ 3,3 bi recolhidos em ajuste de swap (Valor Econômico)

Sem decisão sobre pré-sal (O Globo)

Senado dos EUA aprova pacote de US$ 700 bi (O Estado de S. Paulo)

Sindicato prevê menos vagas temporárias no final de ano (Folha de S. Paulo)

Tesouro pode "emprestar" para o pré-sal, afirma Lobão (Folha de S. Paulo)

UE aperta regras a bancos e pede "injeção de credibilidade" (Folha de S. Paulo)

União Européia propõe regras mais duras (Valor Econômico)

Vale assegura recursos para investimento em portos (Valor Econômico)
Opinião

A hora da cara-de-pau (Correio Braziliense)

A União e o ensino básico (O Estado de S. Paulo)

Ação imediata (O Globo)

Alforria para 'escraviários' (O Estado de S. Paulo)

Características recentes das mudanças sociais no Brasil (Valor Econômico)

Como recapitalizar o sistema bancário (Folha de S. Paulo)

Constituição esquartejada (Jornal do Brasil)

Cooperação e inclusão política (Jornal do Brasil)

Do valor de artigos exóticos (O Globo)

Do valor de artigos exóticos (O Estado de S. Paulo)

E agora, social-democratas e conservadores? (Folha de S. Paulo)

E depois da crise? (O Globo)

Eleições tuteladas (Folha de S. Paulo)

Envelhecimento das Câmaras Municipais (Valor Econômico)

Fenômeno Kassab (Folha de S. Paulo)

Fim de uma era (O Globo)

Henry Paulson está errado (Valor Econômico)

Ibama versus Incra (Folha de S. Paulo)

Luiz Inácio, um neoliberal? (O Estado de S. Paulo)

Nos EUA, negociações em pleno feriado religioso (Jornal do Brasil)

O triste fim de Wall Street (Folha de S. Paulo)

Perguntem ao Lula (O Estado de S. Paulo)

Perigo nos corredores (O Estado de S. Paulo)

Pés no chão (Correio Braziliense)

Plano de vôo (O Globo)

Ruim, sim, mas sem desastre (Folha de S. Paulo)

Sem crise, sem casas (O Globo)

Um país melhor (Jornal do Brasil)

Uma semeadura de paz e de alegria (Folha de S. Paulo)
Internacional

Senado dos EUA aprova pacote de US$ 700 bi (Valor Econômico)

Obama amplia vantagem sobre McCain em Estados decisivos (Valor Econômico)

Odebrecht aceita exigências do Equador (Valor Econômico)

Odebrecht confirma acordo com Quito (O Estado de S. Paulo)

Uma economia, várias moedas (Jornal do Brasil)

Venezuela discute lei para reordenar território (O Estado de S. Paulo)
Geral

Governo cede e vai afrouxar lei contra crime ambiental (O Estado de S. Paulo)

Pesquisa com célula-tronco pode ter financiamento de R$ 30 mi (O Estado de S. Paulo)

Do valor de artigos exóticos Demétrio Magnoli


Quando Tarso Genro ordenou a captura e deportação dos pugilistas cubanos, nos Jogos Pan-Americanos de 2007, converteu-se em herdeiro político legítimo de Alfredo Buzaid, seu antecessor no Ministério da Justiça nos tempos de Garrastazu Médici. Não há surpresa na sua iniciativa de suprimir do projeto de lei destinado a frear a farra dos grampos uma cláusula que protegia o direito jornalístico de divulgar o conteúdo de escutas vazadas de investigações policiais. Nem na sua negativa em admitir a intenção do governo de restringir a liberdade de informar. Afinal, ninguém esqueceu que o ministro do Arbítrio substituiu, ex post facto, o termo de deportação dos pugilistas por um documento de repatriamento.

Genro não está só na ofensiva liberticida. O ministro Nelson Jobim defendeu em depoimento ao Congresso a criminalização da divulgação de escutas pela imprensa e articulou com seu colega Franklin Martins, o ministro da Verdade Oficial, a retirada da cláusula de proteção do trabalho jornalístico. Os três se alinham com o presidente da República, que explicou: "Liberdade de imprensa não pode pressupor que alguém possa roubar informações, e elas possam ser divulgadas sem que a pessoa que tenha roubado seja punida."

A frase de Lula só aparentemente carece de sentido. Um dos deveres clássicos da imprensa é precisamente "roubar informações" de interesse público e divulgá-las, mas o presidente sabe que, no caso, não há nenhum "roubo": são os autores de escutas - legais ou ilegais - que as vazam, e nem sempre primariamente para jornalistas. Atrás da esperteza presidencial se esconde uma doutrina sobre a função da imprensa. Referindo-se ao episódio do grampo no presidente do STF, Gilmar Mendes, Lula descerrou o véu: "Era fácil encontrar quem fez o grampo se o jornalista que fez a matéria dissesse quem é o cara."

Pouco importa, aqui, que nem sempre o jornalista saiba "quem é o cara". Lula está dizendo que, em nome do bem público, a imprensa deve estabelecer uma parceria com o Estado. É precisamente esta doutrina que fundamenta a criminalização da divulgação de escutas. A tríade de ministros em revolta anticonstitucional almeja transformar a imprensa em linha auxiliar da polícia, impondo aos jornalistas, sob as penas da lei, a missão de ocultar informações "sensíveis". Nem o presidente nem seus auxiliares parecem interessados no fato óbvio de que a ruptura do sigilo da escuta não se dá na hora da publicação de seu conteúdo, mas antes, quando arapongas a serviço de interesses criminosos põem os grampos em circulação numa rede mais ou menos ampla. Entretanto, ao tentarem manietar a imprensa, eles prestam um favor inestimável à indústria da chantagem, assegurando que as informações com as quais opera transitarão numa esfera restrita, fora do conhecimento do grande público.

O fascínio pela arapongagem atingiu um ápice histórico, algo que diz volumes sobre a putrefação das instituições. São, no Brasil, 407 mil escutas legais, numa orgia patrocinada pela perigosa associação entre juízes e policiais. Quantas são as escutas clandestinas, mas conduzidas por agentes públicos? Entre os cidadãos, muitos crêem ingenuamente que a destruição em massa da privacidade serve à finalidade de combater a corrupção. Mas o aterrador é constatar a difusão da leniência - ou, no limite, de uma nítida fé liberticida - entre os que, por dever de ofício, deveriam saber mais.

O historiador Boris Fausto escreveu neste espaço que "os fins não justificam os meios", mesmo porque estão entrelaçados, mas abriu uma janela de tolerância em nome do imperativo de "combater o mundo submerso". Os colunistas Fernando de Barros e Silva e Marcelo Coelho, da Folha de S.Paulo, preferiram atirar naqueles que recordam o valor de artigos exóticos como as liberdades individuais. O primeiro, em linguagem reminiscente das ditaduras salvacionistas, sugeriu que os princípios democráticos servem "para preservar privilégios e perpetuar a impunidade". O segundo, num exercício de delinqüência intelectual, decretou que "uma autoridade grampeada é uma autoridade mais transparente, mais submetida ao controle da sociedade". Os católicos buscam a salvação pelas obras e os protestantes, pela fé. Coelho propõe a salvação pela polícia, que parece figurar na sua mente como o equivalente da "sociedade".

Os agentes que escutam nas fímbrias das linhas telefônicas não são, jamais, os ouvidos da "sociedade" - e, no Brasil de hoje, nem sequer podemos ter a certeza pouco tranqüilizadora de que são os ouvidos do Estado. O "mundo submerso", esquece-se com freqüência, não é um universo apartado do mundo oficial, nem do subconjunto dele que é o mundo policial. Mas como é possível esquecer isso quando a guerra empresarial pelo controle do setor de telefonia vinca os altos círculos da elite política e se refrata indiretamente numa Polícia Federal em via de balcanização?

"Quem não deve não teme", diz o ditado de quem não teme pois não sabe o que deve temer. O sigilo telefônico, como o bancário, não nasceu para proteger criminosos, mas para restringir o poder de um "mundo submerso" imbricado no mundo oficial. O seu sentido de fundo é garantir aos cidadãos e, inclusive, a autoridades a possibilidade de desafiarem os governantes, mesmo quando têm segredos profissionais ou pessoais valiosos - e até se cometeram ilegalidades.

A liberdade de informar tem um sentido paralelo. O chão sobre o qual se ergue é formado pela desconfiança na sabedoria do governo - isto é, de qualquer governo. O paradigma de Lula, e de seu cortejo de ministros, é o inverso. Eles desconfiam da sabedoria dos cidadãos e preconizam a salvação pelo Estado. A liberdade do araponga e a censura à imprensa formam as faces complementares de sua teoria da comunicação social.

Não seria tempo de incorporar uma Primeira Emenda à nossa Constituição?

Demétrio Magnoli é sociólogo e doutor em Geografia Humana pela USP. E-mail: demetrio.magnoli@terra.com.br

quarta-feira, outubro 01, 2008

Aprovação não evitará a recessão americana

MIRIAM LEITÃO BLOG

Como explicar o humor dos mercados, que sobem e descem mas nem sabem por quê? Houve exagero na queda de segunda-feira e ontem a correção do exagero. A recuperação foi baseada apenas na esperança de que o Senado vote.

No Senado, é mais fácil votar, e o que joga a favor desta versão do pacote é que ela tem medidas concretas a favor das pessoas comuns. Aumentar de US$ 100 mil para US$ 250 mil o limite do depósito que está garantido pelo fundo garantidor, o FDIC, é uma medida que a população vê como favorável a qualquer cliente de banco. O aumento do auxílio-desemprego também. Isso reduz a cara de pacote para socorrer os ricos e irresponsáveis do mercado financeiro.

A Câmara exigirá ainda um trabalho de convencimento. É mais gente, os ânimos ainda estão exaltados entre republicanos e democratas e os parlamentares ainda estão jogando para o seu eleitorado. É época de eleição, vamos nos lembrar disso.

Mas o mesmo eleitorado que estava pressionando para a não aprovação do projeto, ficou com medo com a queda da segunda-feira na Bolsa e começa a mandar mensagens para que os deputados evitem o pior na economia.

Se o pacote for aprovado nas duas casas, ele pode acalmar os mercados, mas não terminará nem a crise financeira e muito menos a crise na economia real. A recessão já está lá.

Caiu a ficha do governo brasileiro

Enfim, caiu a ficha. Depois de muita frase de efeito e muito desdém no governo, vem agora o reconhecimento de que o país precisa se preparar. Mas o governo está achando que poderá substituir todo o crédito privado para as empresas e exportadoras por crédito público. Isso não é possível. O BNDES não é um banco ilimitado. Ele trabalha com recursos do trabalhador, o FAT.

O governo está falando também em rever o orçamento para tirar de lá a previsão otimista de que a arrecadação iria subir 13%. O difícil será saber o que fazer com as despesas obrigatórias que o governo, com aumentos salariais e mais contratação, subiu em 16% no orçamento do ano que vem.

O governo quer também elevar a meta de superávit primário. Como os juros subiram, o custo da dívida será maior, e faz sentido que se aumente o superávit. Mas o governo está querendo fazer tudo ao mesmo tempo: aumentar o superávit, aumentar a participação estatal no financiamento às empresas, aumentar os investimentos públicos e reduzir o gasto – e isso numa época que a arrecadação não vai subir como subiu.

Enfim, a atitude é boa. Estava mesmo na hora de entender que a crise é grave e ninguém está protegido. Mas ainda é preciso saber o que exatamente o governo pretende fazer para reduzir os efeitos da crise na economia brasileira.

Merval Pereira - A grande vítima




O Globo
1/10/2008

São muitas as vítimas da crise que abala a economia dos Estados Unidos, mas a principal delas até o momento, sem dúvida, é o candidato republicano à Presidência, senador John McCain. Da semana em que a crise eclodiu até ontem, ele perdeu toda a dianteira que havia colocado sobre o adversário democrata, Barack Obama, depois da escolha de Sarah Palin para vice-presidente, e está agora até nove pontos percentuais atrás, numa das maiores distâncias entre os dois já detectada pelas pesquisas de opinião.

As circunstâncias não apenas favorecem Obama, como McCain adiciona lenha ao próprio fogo que o está consumindo com sua atitude errática em relação ao pacote econômico, demonstrando estar sem estratégia. O adiamento da campanha presidencial para ir a Washington tratar das negociações do pacote foi um tiro que saiu pela culatra, e ele, que pretendia tirar proveito político da situação, acabou sendo suplantado por seus próprios companheiros de partido.

Cabia a McCain, como expressão da expectativa de poder futuro do Partido Republicano, e secundariamente ao presidente George Bush, em fim de mandato e sem força política, liderar a bancada republicana para a aprovação do pacote de resgate do setor financeiro.

Mas sua atitude dúbia, pressionado pela base republicana que exigia um tratamento mais ortodoxo para a crise, dentro dos parâmetros conservadores de livre mercado, fez com que expusesse a limitada influência que tem dentro de seu próprio partido, que o escolheu como candidato por uma maioria escassa.

Ontem, o republicano já estava novamente fazendo campanha a favor da aprovação do pacote, em tom muito mais enfático do que jamais usara antes, reforçando a idéia de que está perdido dentro da crise.

Ao se explicitar de maneira devastadora no sistema financeiro, a crise explicitou também a fragilidade da candidatura de McCain, que não pode ser de continuidade - diante da maciça rejeição do governo Bush pela sociedade -, mas também não pode ser de oposição por ser do Partido Republicano.

Ao mesmo tempo, os trunfos que a escolha de Sarah Palin para vice trouxe para a candidatura, revitalizando-a, já não são de serventia nesta altura da campanha, quando a crise econômica suplanta qualquer preocupação, e torna irrelevantes para o debate político os valores tradicionais que ela defende, que foram responsáveis pelo fortalecimento inicial dessa candidatura conservadora.

O debate de amanhã entre Sarah Palin e o vice democrata Joe Biden tem tudo para colocar uma pá de cal na eventual ajuda que a ex-governadora do Alasca pudesse trazer para a chapa republicana. Se ela não sair do debate, como temem os republicanos, atropelada por Biden, já será um lucro.

O que pode ser decisivo é a atitude do candidato a vice de Obama. Se se colocar com atitude arrogante diante da fragilidade da adversária, se tentar humilhá-la, ressaltando seu desconhecimento de assuntos como política externa, poderá torná-la vítima da elitizada política democrata.

Mas se deixar que o despreparo de Palin se evidencie por si mesmo, tudo leva a crer que esse único debate entre vices sirva para enterrar de vez a utilidade que sua escolha teve no fortalecimento temporário de McCain.

As pesquisas mostram claramente que a decisão de adiar a campanha presidencial foi um erro estratégico de McCain, cuja perda de apoio popular já está se refletindo no número de votos de delegados.

O mapa eleitoral que o marqueteiro Dick Morris divulgou ontem já mostra que estados basicamente republicanos como Louisiana, Tennessee, Virgínia Ocidental, Arizona e Carolina do Norte passaram a ser dúvidas, alguns deles podendo inclinar-se para os democratas.

E estados como Carolina do Sul e Geórgia estão sendo disputados em igualdade de condições. No momento, pelo mapa de Morris - que apóia McCain - o candidato democrata Barack Obama tem 355 delegados contra apenas 133 do republicano, existindo ainda 50 votos pendentes.

Tudo indica que esse primeiro pacote vai ser aprovado de alguma forma ainda esta semana no Congresso, em Washington, que sentiu a reação negativa dos mercados internacionais com a rejeição de segunda-feira.

A gestão das negociações para a aprovação das medidas, que foi inicialmente muito mal feita pelo governo, está sendo reforçada, e há mesmo um trabalho dentro do próprio Partido Democrata para mudar o voto de alguns dos 95 deputados que votaram contra o pacote.

Também não existe uma oposição muito organizada, com cada deputado tratando de seu caso particular e vendo a reação de seus eleitores nos distritos onde disputarão um novo mandato em novembro.

Há uma correlação direta entre a próxima eleição e a posição dos deputados. Dos 205 que votaram a favor do pacote, apenas sete, entre democratas e republicanos, têm uma reeleição difícil pela frente.

Também a opinião pública, que não foi suficientemente informada sobre os detalhes do pacote e teve uma reação quase irracional na primeira votação, já dá sinais de que está começando a perceber o tamanho da enrascada, e que, queira ou não, as conseqüências no seu dia-a-dia serão inevitáveis se alguma coisa não for feita.

A tragédia para McCain é que a maioria da população americana identifica Obama como mais habilitado para tratar da crise econômica do que ele.

Com algumas alterações, como a ampliação do limite de dinheiro do governo que entrará como um seguro, o pacote será reapresentado a partir de hoje, e há boas chances de que seja aprovado ainda esta semana. Mas este será apenas um primeiro passo.

Míriam Leitão - O que fazer



Panorama Econômico
O Globo
1/10/2008

O Congresso americano poderá aprovar algum projeto de socorro aos bancos desde que haja uma medida de apelo popular que tire dele a marca de ser um socorro aos banqueiros. Uma possível medida é o aumento do limite da garantia dos depósitos. Mesmo na incerteza, muita coisa se sabe. É isso que devia servir de guia ao Brasil na preparação para atravessar esse período turbulento.

Ontem, o mercado deu o salto que deu por dois motivos: tinha caído exageradamente na véspera, num momento de pânico; e se deixou embalar pela esperança de que o projeto de socorro aos bancos será aprovado. Os dois movimentos não são racionais. Cair 9% num dia e subir quase 8% no dia seguinte não faz qualquer sentido. O mercado continua alternando pânico e euforia.

O projeto de socorro pode ser aprovado, sim, mas será preciso modificá-lo. A elevação do limite do FDIC, que garante os depósitos dos correntistas em caso de falência de um banco, atenderia o que os políticos chamam de "Main Street", o cidadão comum. Só que é bom lembrar que o que derrubou o projeto não foi um ponto ou outro, mas a falta de liderança que organize os republicanos numa direção. Se a esperança que embalou ontem o mercado for frustrada por algum fato novo, o mercado despenca de novo.

O governo brasileiro saiu da postura desinformada de que nada nos atinge para uma consciência mais realista de que o país já foi atingido; o que precisa ser feito é fortalecer as defesas contra os contágios. De janeiro até 25 de setembro, saíram do país R$17,3 bilhões de investimento estrangeiro. O primeiro contágio é via bolsa, pelo rearranjo dos ativos no portfólio dos investidores.

O segundo efeito se dá pelo mercado de crédito. Como ele é globalizado, se o crédito desaparece nos Estados Unidos, ele fica mais escasso no Brasil ou em qualquer outro país do planeta. O aumento da oferta de crédito faz parte da mesma onda de liquidez que esta crise encerrou.

Os juros aumentaram para conter a inflação, e isso tornou maior o custo da dívida pública interna. Até agora, o governo tem aumentado os gastos e feito superávits primários além da meta. Essa mágica só dura enquanto a arrecadação estiver subindo, pelo crescimento. Quando o país crescer menos, a situação se inverte, porque as despesas que estarão crescendo são permanentes. Falta um verdadeiro ajuste fiscal no país, que inclua as duas novidades: o país vai crescer menos, portanto, arrecadar menos; o custo da dívida está mais alto.

Acabou o vento a favor e o mundo passará por um período de baixo crescimento. Seja o projeto aprovado ou não, seja o socorro eficiente ou não para estancar a sangria do mercado, já se sabe que haverá recessão nos mercados americano, europeu e japonês, e que o mundo todo crescerá menos. As previsões para o crescimento do país em 2009 estão ficando cada dia mais modestas. O crescimento brasileiro cairá dos atuais 5% deste ano para o nível dos 3%. Isso será sentido pelo consumidor e pelo caixa do governo.

Um banco estatal de fomento, por mais tradicional e forte que seja, não vai suprir a oferta de crédito do setor privado. Ou seja, o BNDES sozinho não cobrirá a falta de financiamentos nos bancos privados por mais sedutora que seja a TJLP quando comparada à Selic. É a rede privada que tem que funcionar, suprindo o mercado de financiamento à produção, de desconto de duplicata, de financiamento de folha, de contratos de câmbio. Sozinho, o governo não pode simplesmente "dar um jeito".

É sensato manter reuniões periódicas analisando os efeitos da crise e se preparando para reduzir seu impacto no Brasil. Mas algumas idéias que têm transpirado destas reuniões têm o mesmo DNA: substituir tudo o que o mercado faz por soluções estatais. Isso não é a solução e pode criar distorções.

Nos últimos anos, quando o aumento da liquidez mundial e o crescimento americano ajudaram o Brasil a crescer, a acumular reservas e a fortalecer o real, o governo atribuiu tudo aos seus próprios méritos. Agora, quando dá errado, o presidente Lula põe o Brasil como vítima. Nem virtuoso, nem vítima, apenas inserido na ordem global. Para o bem e para o mal. E é essa dinâmica do mercado global que precisa ser entendida se o país quiser se preparar para os tempos difíceis à frente.

O excesso de concessão de crédito aos americanos permitia o aumento do consumo, que elevava as exportações de todos os países emergentes. Naquela época do boom, nenhum país beneficiado se lembrou de pedir mais regulação no mercado central. Os países africanos cresceram como nunca nos últimos anos. Tinha que ser um país muito mal dirigido como o Zimbábue para perder a onda de crescimento puxada pelos investimentos chineses, abundantes pelo fato de a China ser a grande beneficiada pelo crescimento americano. Os países sul-americanos também. Mesmo a Venezuela recebia recursos abundantes de fora, apesar do seu errático presidente.

Qual parte da onda de liquidez era devida a fatores virtuosos, qual parte era providenciada pela circulação de derivativos da bolha do mercado imobiliário? Uma parte dos capitais abundantes que vieram para os países latino-americanos estava em busca de maior rentabilidade. Não veio num ato de fé ao governo Lula. É preciso conhecer a dinâmica da economia globalizada para ajudar a proteger o país da crise global.

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