Entrevista:O Estado inteligente

quarta-feira, julho 29, 2009

Niall Ferguson,“Chimérica” é o grande desafio

 entrevista a O Estado de S. Paulo, 29/07/09

Niall Ferguson: professor da Universidade Harvard; Para historiador, crise expôs 'casamento problemático' entre chineses poupadores e americanos gastadores

Nathan Gardels, GLOBAL VIEWPOINT

Apesar de todos os problemas, o principal desafio do presidente americano, Barack Obama, é corrigir o desequilíbrio com a China. Para Niall Fergunson, professor de história da Universidade Harvard e de gestão de negócios da Harvard Business School, foi a estratégia adotada pela China de acumular reservas em dólar que financiou o endividamento dos EUA.

Agora que a era de endividamentos acabou, qual é a chave para manter a parceria entre o grande poupador e o grande dissipador?

Meu amigo Moritz Schularick e eu propusemos no fim de 2006 essa ideia da "Chimérica". Tentávamos explicar o boom financeiro global. Decidimos que a resposta era China e América (EUA) se fundirem e se tornarem uma economia única, criando a Chimérica. Os chineses poupariam e os americanos gastariam. Os chineses exportariam e os americanos importariam. Os chineses fariam empréstimos e os americanos tomariam emprestado. Como a estratégia chinesa se baseou no crescimento conduzido pelas exportações, os chineses não queriam ver sua moeda se valorizar frente ao dólar. E interferiram nos mercados cambiais. Como resultado, possuem hoje reservas internacionais que totalizam US$ 2,1 trilhões. Cerca de 70% são valores mobiliários em dólar e grande parte deles são títulos do governo americano. O efeito inesperado disso foi ajudar a financiar o déficit de conta corrente dos EUA. Sem isso, é difícil acreditar que os mercados financeiros dos EUA teriam chegado à bolha observada entre 2002 e 2007. Hoje a grande questão é se essa Chimérica é, ou não, um casamento problemático. A crise financeira pôs fim à era dos endividamentos. Os consumidores americanos, com enormes dívidas, não podem mais pedir emprestado. A taxa de poupança está subindo e as importações americanas declinaram. Os dados comerciais chineses mostram a mesma coisa: as exportações despencaram. Isso não significa que os chineses deverão parar de adquirir dólares. Mas eles não deixarão que a sua moeda se valorize quando tantos empregos no setor exportador estão ameaçados.

O governo Obama quer tomar bilhões emprestado dos chineses para financiar pacotes de estímulo. E se os chineses não comprarem os títulos do Tesouro?

A China detém títulos do Tesouro americano que em maio atingiam US$ 801,5 bilhões, alta de 5% em relação a abril. Digamos que o aumento foi de US$ 40 bilhões em um mês. Imaginemos que os chineses forneçam esses empréstimos cada mês neste ano fiscal. Seria uma linha de crédito de US$ 480 bilhões. Considerando que o déficit total previsto é de cerca de US$ 2 trilhões, isso significa que os chineses podem financiar menos de um quarto do valor, enquanto que há alguns anos, estavam financiando praticamente todo o déficit. O problema é que a China percebeu que detém títulos suficientes do governo dos EUA. Sua grande aflição é que a política fiscal um tanto indulgente do governo Obama pode provocar a queda dos títulos americanos e/ou a redução do poder de compra do dólar. Em qualquer dos casos os chineses perdem.

Celso Ming,É mesmo preciso mudar?

 O Estado de S. Paulo, 29/07/09

celso.ming@grupoestado.com.br

A Petrobrás informou ontem que, no pré-sal, nada menos que em 26 dos 30 poços já perfurados foi encontrado petróleo e/ou gás, perfazendo um índice de sucesso de 87%. Mas observou que a existência de hidrocarbonetos não garante previamente o interesse comercial da jazida.

O governo quer mudar tudo nas regras do petróleo. Argumenta que é tão menos arriscada a exploração do petróleo no pré-sal que o regime de concessão (em que a empresa concessionária enfrenta mais riscos) deva ser trocado para o de partilha (em que a contratada explora o petróleo da União e é remunerada em parte da produção).

Esta coluna já questionou anteriormente a necessidade de se criar uma nova estatal apenas para gerenciar o pré-sal se a Petrobrás, como já anunciou a ministra Dilma Rousseff, terá tratamento prioritário nos contratos de exploração das áreas do pré-sal que ainda não foram licitadas.

Mas, mesmo confirmando-se as estimativas do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, de que a formação pré-sal possa conter um potencial de 150 bilhões de barris, é preciso perguntar se é mesmo preciso mudar tudo. O sucesso obtido até agora se deveu à vigência do regime de concessão. Se o que é bom deve continuar, novas regras podem colocar em risco a empreitada.

Talvez as mudanças devam limitar-se a questões puramente administrativas, mais condizentes com a apropriação da renda proporcionada pelos royalties e pelas participações especiais.

Outra questão envolve o inevitável aumento de capital. Mais cedo ou mais tarde, a Petrobrás terá de providenciar reforço de capital destinado a garantir sua capacidade de investimento, seja com recursos próprios, seja por aumento do endividamento.

A ideia inicial era levar o Tesouro a subscrever sua participação em 32% do capital sem desembolso de dinheiro, mas com cessão de petróleo existente nas áreas contíguas às já descobertas pela Petrobrás no pré-sal. Há um ano, quando a Comissão Interministerial criada para propor um novo marco regulatório iniciava seus trabalhos, a proposta era garantir aumento de participação do Tesouro no capital, já que uma boa parte dos atuais acionistas provavelmente não subscreveria a sua parcela. Agora, esse projeto esbarra em dois novos problemas.

O primeiro consiste em saber previamente qual é o volume de petróleo que o Tesouro detém nessas áreas contíguas, levando-se em conta a nova probabilidade de insucesso da exploração. Antes de fazer a transferência dessas reservas para a Petrobrás, alguma empresa terá de perfurar a área pertencente ao Tesouro para saber o que tem lá embaixo. E isso leva dinheiro e tempo. O segundo, ligado ao anterior, consiste em definir a cotação adequada do petróleo ainda enterrado a 6 mil metros de profundidade para que determinada quantidade dele possa ser incorporada ao capital da Petrobrás.

Pelos confusos balões de ensaio soltos em Brasília já se desconfiava de que o governo vem montando um frankenstein petrolífero sob novas regras. Agora se vê que o governo já não parece seguro do que pretende e vai adiando as decisões.

As novas licitações estão paralisadas desde novembro de 2007, supostamente porque esperam pela nova regulamentação. Além de levar tempo e expor-se a forte desgaste político, a mudança do marco regulatório traz o risco de atrasar e prejudicar o próprio desenvolvimento do pré-sal.

PAULO RABELLO DE CASTRO O novo cenário WWW

FOLHA DE S PAULO


Marolas sucessivas surgem da superonda do crédito chinês, capaz de produzir minibolhas dos EUA ao Brasil

UMA DAS linguagens mais bem-sucedidas na interpretação da evolução da crise global é a simbologia do "alfabeto da recuperação econômica". Sabemos que a retomada não aconteceu em V, passando rapidamente do mergulho na crise para o rebrote da primavera, como se chegou a anunciar em março, na entrada da nova estação no hemisfério Norte. Tampouco parecemos condenados ao colapso em L, ou seja, cair e ficar no fundo do poço por um longo período. Então, tudo indica que nossa sorte é na forma de U, com direito à estagnação um pouco mais demorada, antes da brotação da primavera econômica.
Pessoalmente, gosto mais da letra W. Além de mais complexa, traduz melhor o jeito ciclotímico do mundo em que vivemos. Pelas manchetes recentes, a crise acabou, principalmente no Brasil. Os propagandistas da recuperação a galope saíram de suas tocas hibernais. E não falta noticiário positivo, na China, na Índia e, especialmente, no Brasil, que deixou de ser o campeão mundial do juro básico (não deixou de sê-lo no juro bancário!) para oferecer o primeiro lugar a Pequim. Os efeitos da recuperação da crise são especialmente fortes no Brasil pelo efeito conjugado do juro básico em queda com a apreciação significativa do real.
Nossa moeda, pelo índice do Big Mac, ficou mais valorizada que o dólar e supera todas as moedas emergentes em apreciação relativa. Ponha na lista a China, a Rússia, o México, a Argentina e, é claro, a maioria dos países europeus. Tal valorização do real produz efeitos imediatos altamente reconfortantes em termos de manutenção de poder de compra da população e também faz muito bem à saúde política do governo, mesmo enfrentando escândalos espantosos em sua base aliada.
Os sinais mais claros dessa onda de bem-estar e otimismo vêm -não por acaso- das Bolsas e dos mercados de commodities.
Desde o fundo de poço, a cotação do petróleo já subiu quase 100%. E a corretora norte-americana Goldman Sachs acha que o óleo ainda está barato, conforme seu último boletim divulgado aos clientes. Aliás, essa sensação é generalizada: quase todas as commodities agrícolas e minerais estariam em ponto de compra, segundo aquela fonte. Não espanta que um passageiro conversador de ponte aérea me tenha confidenciado, com a espontaneidade dos crentes, que a nossa Bolsa de Valores haverá de chegar aos 100 mil pontos até dezembro. Está por volta de 54 mil e já subiu 45%.
Os otimistas não deixam de ter sua razão. Estamos embarcados numa superonda mundial de expansão monetária e de crédito, criada pelos governos do mundo justamente para não deixar fenecer o entusiasmo do mundo da bolha.
Os chineses, por exemplo, expandirão o crédito local em 40% do PIB neste ano, cerca de US$ 1,5 trilhão.
Equivale a três vezes o crédito brasileiro total em reais, em números absolutos. A potência anabolizante dessa gigantesca injeção de recursos foi capaz de produzir os 8% de crescimento chinês em 2009 e certamente ajudou o governo brasileiro a baixar juros e apreciar o real. Fecharemos o ano de 2009 com o PIB em território positivo.
Se essa política é financeiramente sustentável, é perguntar demais. O máximo que se pode dizer, com certeza provisória, é que a superonda do crédito chinês hoje produz minibolhas para todos os lados, nos EUA, na Ásia e no Brasil.
É um cenário de marolas sucessivas. Lula, nosso pressagiador, estava correto. Estamos mais para um WWW, um cenário de internet, no alfabeto moderno da crise.

RUY CASTRO Dependência e morte

FOLHA DE S PAULO

RIO DE JANEIRO - Na blitz sobre a cracolândia paulistana, deflagrada pelo governo estadual e pela Prefeitura de São Paulo na semana passada, transeuntes que assistiram à operação e até agentes de saúde se surpreenderam com a resistência dos dependentes a se deixar transferir para albergues, a receber ajuda e a ter uma oportunidade de se libertar do crack.
A cobertura de "O Estado de S.Paulo" reproduziu o diálogo entre um garoto de 12 anos e um agente. Ao ouvir a promessa de que, no albergue, ele não teria crack, mas poderia comer pizza à vontade, o menino reagiu a caráter: "Não gosto de pizza. Gosto de crack".
O que surpreende nesse diálogo é a inocência do profissional da saúde, ao acreditar que uma reles pizza poderia curar uma das mais severas dependências químicas já surgidas. Ou que o guri fuma crack por não ter dinheiro para a pizza. Ou que sua preferência pela droga seria produto de sua vontade ou, quem sabe, de sua "má natureza".
Duas ou três cachimbadas de crack são suficientes para estabelecer a dependência. A partir daí, a sensação, que se poderia classificar de prazerosa naquelas primeiras instâncias, muda de figura. Não será mais pelo prazer que o usuário terá de continuar com a droga, e sim para não passar mal -para não experimentar os terríveis efeitos da abstinência. Com qualquer droga é assim, mas com o crack é pior, porque o efeito apaziguador de uma pedra passa em instantes depois de fumada, obrigando o dependente a comprar outra pedra (por R$ 5 ou R$ 10) e fumar de novo.
Os dependentes não querem ir para o albergue porque sabem que lá não há crack e, para eles, ficou impossível viver sem crack. Na verdade, o impossível é viver com crack -mas seus sobreviventes só descobrirão isso depois de purgar todos os demônios da abstinência numa dura internação.

Los hermanos Miriam Leitão

O GLOBO

A América Latina está em recessão, depois de um excelente 2008, exceto para o México, o primeiro a ser afetado pela crise. Mas há fatos piores. Os bastidores da manipulação de preços na Argentina foram revelados; um dos objetivos era tungar os detentores de bônus. A Venezuela enfrenta recessão com inflação subindo. Isso, sem contar a escalada autoritária do presidente Hugo Chávez.

A ex-diretora do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do Indec, o IBGE argentino, Graciela Bevacqua, em entrevista ao jornal "La Nacion", falou pela primeira vez, no último final de semana, dois anos depois de ter sido demitida, após uma carreira de 16 anos no instituto.

Ela disse que por trás da sua demissão está claramente a presidente Cristina Kirchner. Inclusive, ouviu isso durante o processo da demissão.

Numa conversa com o secretário do Comércio Interior, Guillermo Moreno, ela ouviu que a mudança no cálculo da inflação tinha que ser feita "pela pátria", que pagava juros aos donos dos bônus, calculados com base nos índices de preços.

"Nós, a pátria, temos que pagar os bônus", disse Moreno depois de criticar as estatísticas brasileiras. Curioso, aqui o IBGE jamais aceitaria tal intromissão e isso nem se colocaria. Felizmente.

O cálculo de uma consultoria, a El Estúdio Bein e Associados, calcula que o governo deixou de pagar US$ 15,6 bilhões aos poupadores desde então.

O chefe do governo, Aníbal Fernandez, nega tudo e diz que um grupo de especialistas escolhidos em três universidades está fazendo a revisão dos índices de preços desde 1999. Mas a confiança já se quebrou. A Argentina hoje tem dificuldades de se financiar, até porque nunca regularizou a situação com os credores internos e externos desde a moratória. E tem recebido empréstimos do Banco de La Nación.

Na Venezuela, a inflação de dois dígitos, entre 30% e 40%, está ficando crônica (confira as projeções no gráfico). Na Argentina, cada consultoria e banco faz seu próprio cálculo de inflação, já que no Indec ninguém confia mais.

Felizmente, o Brasil está no grupo dos países normais da região. No Chile, a inflação caiu fortemente por causa da recessão. Despencou de uma taxa anual de 9,5%, em junho do ano passado, para 1,9%, em junho deste ano, ficando abaixo do centro da meta que é de 3%. O país sentiu fortemente o impacto da retração mundial. Seu PIB caiu 2,1% no primeiro trimestre deste ano e as projeções indicam outro encolhimento de 4% no segundo trimestre. Mas o presidente do Banco Central, Jose de Gregório, fala de recuperação no segundo semestre. O país cortou fortemente os juros e está usando estímulos de recursos poupados durante o período do boom econômico.

O México já cresceu pouco em 2008 (veja no gráfico).

Dada a proximidade com os Estados Unidos e sua dependência comercial, começou a reduzir a atividade econômica no primeiro momento da crise. Este ano, a previsão é de uma queda forte. Numa conversa recente que tive com o presidente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o mexicano Angel Gurría, ele disse que o país já entrou no segundo semestre em recuperação, mas que o numero final do ano será ruim pela queda do primeiro trimestre, que chegou a anualizados 24%. A previsão do FMI é de que o país feche 2009 com queda de 7,3% no PIB.

Comparado com os maiores países da região, o Brasil está melhor do que Argentina e Venezuela porque aqui se sabe a inflação e ela caiu e continua caindo. Difere do México porque tem um comércio internacional mais diversificado.

Mas ao contrário do Chile, não se preparou para este momento. Está gastando, criando esqueletos para o futuro. O dado de PIB do Brasil previsto pelo FMI para 2009 (-1,3%) está abaixo das previsões do mercado mas deve ser revisto para cima.

Merval Pereira Pouco risco

O GLOBO

De todos os envolvidos no processo político de escolha do próximo presidente da República, o único que não tem nada a perder, e tem um projeto definido, é Lula. Os dois partidos políticos metidos mais diretamente na disputa, PT e PSDB, correm o mesmo risco, o de sair da eleição quase se desmanchando.

Se o PSDB não conseguir fazer o sucessor de Lula, seja José Serra ou Aécio Neves, o partido tende a ficar mais fraco do que já está no Legislativo e nos governos estaduais, tornando-se crucial manter as administrações de São Paulo e Minas para não desaparecer.

As chances são piores do que em 2006, pois, se a popularidade de Lula determinar uma vitória de sua candidata, a coalizão governista pode ter força para eleger o governador de Minas com Aécio fora da disputa.

Em São Paulo, parece mais fácil a vitória tucana, seja com a reeleição de Serra ou a candidatura de Geraldo Alckmin.

Ciro Gomes, a melhor aposta do governo, não parece ter fôlego de vencedor para uma corrida desse tipo. Mas tem resistência e vontade suficientes para atacar seu inimigo escolhido, o governador Jos é Serra .Mas Lula não quer que Ciro ganhe.

Faz parte da sua estratégia tirar Ciro da corrida presidencial para evitar que sua presença impeça uma decisão plebiscitária entre a candidata de Lula e o candidato da oposição.

Para conseguir isso, teve que arranjar um brinquedo novo para Ciro, e trata agora de convencer o PT a deixar Ciro brincar em seu quintal.

Já o PT, abrindo espaço para as coalizões regionais com diversos partidos e deixando de disputar governos estaduais para não melindrar seus aliados, corre o risco de não fazer uma bancada forte no Congresso e perder os governos estaduais que tem.

Se a ministra Dilma Rousseff perder, não terá sido por culpa de Lula, mas, se ela for eleita, certamente deverá tudo a ele. Por isso, Lula é também o que está jogando mais solto, com autonomia para impor uma candidatura ao partido que deveria liderar esse processo, e determinar as regras do jogo para o seu lado do campo, sem se importar com os adversários.

Lula definiu desde o início que as chances de vitória de seu time teriam que estar baseadas única e exclusivamente no seu apoio, e não nas qualidades deste ou daquele candidato, não havendo espaço nesse tipo de jogo para um candidato de luz própria, que definisse posições e estratégias. Mesmo porque não havia esse produto na prateleira do PT.

Depois do operário, seria preciso encontrar algum representante de minorias para dar prosseguimento ao "governo popular", e a ministra Dilma Rousseff está candidata não por suas qualidades de gestora, mas por ser mulher.

Seu proverbial mau humor pode criar problemas mais adiante, se chegar a subir a rampa do Palácio do Planalto, mas durante a campanha sua candidatura será monitorada pelos mesmos que coordenaram a campanha vitoriosa de Lula — os ex-ministros José Dirceu e Antonio Palocci — e os acordos políticos estão sendo costurados pelo próprio presidente.

A imensa popularidade do presidente é o ponto fora da curva dessa eleição.

Apesar da crise, Lula não se desgastou, e está conseguindo convencer a todos que, mesmo que o país tenha um pequeno crescimento negativo este ano, estamos melhores do que os outros, que terão quedas muito maiores.

Não é coerente com a tese que defendia até bem pouco, quando o governo dizia que o baixo crescimento brasileiro não poderia ser comparado com o de outros países, mas sim com a performance do próprio Brasil em anos anteriores.

Mas quem está buscando coerência nesses tempos? A oposição, que pensava que teria uma vida mansa na primeira disputa presidencial sem Lula na cédula, surpreendeu-se com a efetividade da sua estratégia, que está conseguindo colocar Lula num palanque sem que as restrições da legislação eleitoral o atinjam.

Lula faz campanha pelo país impunemente, e continuará fazendo. Ele já disse a interlocutores que o melhor está para vir: "Ainda não levantei o braço dela na frente do povo para dizer que ela é a minha candidata", comentou Lula recentemente.

Até o momento, ele está apenas esquentando os motores e já conseguiu fazer com que "a mulher do Lula" ganhasse exposição e reconhecimento.

A única surpresa foi a doença da ministra Dilma Rousseff, que colocou uma interrogação na sua capacidade de enfrentar uma campanha tão árdua.

Se confirmado o prognóstico de que está curada do câncer linfático, Lula tem grandes chances de coroar seu projeto político com a eleição da sucessora.

Se Dilma perder, foi uma boa tentativa.

Em ambos os casos, Lula sairá pelo mundo à frente de uma ONG fazendo campanha contra a fome.

Ele continuará sendo uma figura política importante no país, podendo se defender de eventuais acusações que sempre ocorrem em momentos de crise política.

Mas já tem a garantia, de antemão, de que não há inimigos do outro lado do campo, no máximo adversários muito bem comportados.

Mais até do que a máquina de moer reputações em que se transformou o petismo.

O recente episódio da crise no Senado, na qual o presidente Lula está jogando todo o seu prestígio na tentativa de garantir a sobrevivência de Sarney e, por tabela, a adesão do PMDB a seu projeto de poder, é mais um teste.

As próximas pesquisas de opinião mostrarão até que ponto a defesa intransigente de Sarney afeta a popularidade de Lula.

Mantidas as atuais condições, é uma jogada de alto risco a que Lula está montando, mas risco para o PT, não para ele mesmo.

E-mail para esta coluna: merval@oglobo.com.br

Dora Kramer O olho do juiz

O ESTADO DE S PAULO

Em meio aos fatos exuberantes sobre a crise do Senado e seus desdobramentos, agora já entrando em mares nunca dan tes navegados – como um governo chamar publicamente o líder do seu partido de mentiroso por meio de comunicação oficial do ministro das Relações, note-se, Insti tu cionais – a notícia mereceu es paço acanhado.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, cobra da Câmara uma investigação mais acurada sobre o esquema de desvio de passagens aéreas da cota oficial para a comercialização em agências de turismo.

O ministro não é muito explícito, mas fala claro o suficiente para ser entendido. Gilmar Mendes e outro ministro do STF, Eros Grau, usaram inadvertidamente passagens da Câmara. Só descobriram quando seus nomes apareceram no escândalo chamado farra das passagens.

Conseguiram provar que os bilhetes não tinham sido repassados "de favor" por ne nhum parlamentar. Mendes comprou o dele e da mulher Guiomar e Eros Grau teve o dele pago por uma universidade onde participou de um seminário.

A partir daí, ficou claro o desvio. A Câmara fez uma sindicância, o presidente da Casa anunciou abertura de 44 processos contra funcionários e divulgou a suspeita do envolvimento de cinco deputados. Dos 513 gabinetes de deputados, 39 foram investigados.

No relatório da Câmara enviado ao presidente do Tribunal a informação é que apenas funcionários, e não deputados, estão envolvidos. Pelo que se depreende da declaração do ministro Gilmar Mendes, os dados são genéricos e insatisfatórios. "O relatório informa que o desvio de passagens teria partido de servidores e que era uma prática mais ou menos consolidada e contínua. Há necessidade de esclarecimentos".

De fato. Nem é preciso ter o olho clínico de juiz para a ilicitude para perceber o imprescindível.

Se a prática é "consolidada e contínua" – quer dizer, sólida e ininterrupta – trata-se de um mal sistêmico, estrutural. Parece, em princípio, pouco que num universo de mais ou menos 15 mil funcionários e 513 deputados, apenas 44 servidores tenham envolvimento e cinco parlamentares sejam suspeitos de participar do esquema.

O presidente da Câmara não abriu o relatório para o público e, pelo que insinua o ministro Gilmar Mendes, a farra pode ter sido muito maior e mais grave que a até agora divulgada. A julgar pelo testemunho prestado por servidores na mesma sindicância sobre a existência de funcionários fantasmas e embolso, pelo parlamentar, de parte dos salários dos contratados nos gabinetes – notícia publicada também em espaço exíguo nesses dias de predominância absoluta do Senado – a Câmara anda a merecer atenção.

E, como sugere Gilmar Mendes, acurada investigação.

Nome do jogo

O presidente do PT, Ricardo Berzoini, acha que seus correligionários do Senado são néscios, não percebem que fazem "o jogo da oposição" ao pedir o afastamento do presidente do Senado, José Sarney.

Nessa matéria, os acontecimentos comprovam, o mais eficiente jogador da oposição foi sem dúvida alguma o presidente Lula. Jogou com eficácia ímpar ao defender Sarney usando frases e expressões com as quais nem em seus melhores sonhos o PSDB imaginou poder contar em 2010.

Morubixaba

De certa forma o senador Sarney tem razão de se surpreender com tantas críticas ao fato de ele interceder em favor da contratação do namorado na neta no Senado. Afinal, em matéria de interferência sua biografia tem episódios mais eloquentes.

Em abril, o jornal O Estado de S.Paulo publicou um deles. Revelou a carta que José Sarney mandou para o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Francisco Rezek, que atuou como advogado do ex-governador Jackson Lago, cassado por abuso de poder econômico pela Justiça e substituído por Ro seana Sarney.

A despeito da vitória, Sarney não se conformou com a independência de Rezek, contratado pelo adversário. Considerou os termos da defesa "um insulto", cobrando o fato de Rezek ter sido indicado ao Supremo em 1983, por influência dele junto ao governo militar, cujo partido de apoio (PDS) era presidido por Sarney.

Protocolo

Misturar política com questões de saúde é, como se sabe, de uma inadequação a toda prova. Tanto da parte de quem o faz para angariar simpatia, quanto dos que usam o momento de fragilidade para tirar algum proveito em relação ao adversário.

O presidente do Senado, José Sarney, tem perfeita noção disso. No entanto, no primeiro discurso de defesa na tribuna da Casa deu um jeito de se referir às dificuldades por que passava a filha Roseana na ocasião, operada de um aneurisma, e agora cita a operação da mulher, Marly, para suscitar piedade nos críticos dentro do Senado.

Não fica nada bem. Para dizer o mínimo.

O PAC, cada vez mais caro

EDITORIAL DE O ESTADO DE S PAULO

Elaborado às pressas pelo governo Lula, com óbvia finalidade político-eleitoral, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) já vinha sendo marcado pela lentidão com que seus projetos são executados. Agora, de acordo com levantamento feito pelo Estado, acrescenta à lista de mazelas provocadas por sua má gestão o extraordinário encarecimento das obras. Para o bolso do contribuinte, é a mais pesada das consequências do mau planejamento.

Em atraso, quase metade dos projetos do programa, lançado em 2007, passou por revisão, que levou ao reajuste dos valores dos contratos. Em 55 dos 122 projetos da área de logística, energia, saneamento, urbanismo e transporte urbano o custo das obras aumentou, como mostrou reportagem de Renée Pereira publicada na edição de domingo do Estado. A repórter comparou os dados do último balanço do PAC, divulgado em abril de 2009, com os relatórios anteriores e verificou que, em alguns casos, o valor da obra foi reajustado em mais de 100%, como na construção do gasoduto Urucu-Coari-Manaus, da Petrobrás.

Problemas inesperados, como a descoberta de um sítio arqueológico, podem retardar ou encarecer uma obra. Mas quando existem projetos executivos de qualidade - com informações precisas sobre as condições do subsolo, as espécies vegetais e animais que precisam ser preservadas, detalhes da construção e a indicação das melhores técnicas que podem ser utilizadas para dar mais eficiência às obras - é muito pouco provável que o valor precise ser dobrado, disse o presidente do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco), José Roberto Bernasconi.

A ocorrência de um número tão grande de reajustes de preços indica que ou não havia projetos executivos ou eles eram inadequados ou incompletos - de má qualidade, em resumo. No fundo, falta planejamento às obras do PAC. Como elas começam sem projetos adequados, durante sua execução se descobre que o volume de investimentos foi mal dimensionado, o que exige a revisão dos valores. E, sem um projeto consistente, fica fácil para a empresa contratada sobrevalorizar a obra.

No caso do gasoduto Urucu-Coari-Manaus, a justificativa da Petrobrás para que o valor da obra mais do que dobrasse foi a adoção de uma tecnologia inédita no Brasil de transporte de tubos. É um raro caso em que o avanço da tecnologia - no caso, o transporte dos dutos por aeronaves especiais - impõe imensos ônus ao contratante sem que se conheçam os benefícios que justifiquem o encarecimento da obra nessa proporção.

Outros projetos da Petrobrás incluídos no PAC tiveram reajustes elevados, fato que chamou a atenção do Tribunal de Contas da União (TCU), que investiga as obras da Refinaria Abreu Lima, no complexo de Suape (PE); o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) em Itaguaí (RJ), atualmente em fase de licitação das obras; e o investimento na plataforma P-53, no Campo de Marlim Leste (na Bacia de Campos).

No setor de logística, o maior reajuste foi registrado na construção da via de acesso perimetral da margem direita do Porto de Santos. O valor da obras foi corrigido em 94%. É um sinal de que o programa foi feito de afogadilho, disse ao jornal um empresário que não quis ser identificado.

A lentidão na execução dos projetos - outro dos defeitos do PAC, fruto do mau planejamento e de precária administração -, que retarda os benefícios das obras para a economia, resulta também em aumento de custos diretos. "Quanto mais demorado for o processo entre a licitação e a execução dos projetos, mais cara será a obra", disse o professor da Fundação Dom Cabral Paulo Resende. "O tempo vai passando e as propostas iniciais não se sustentam, especialmente num cenário de alta de preços." Novos casos surgirão, pois, como observou o diretor executivo da Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas, Carlos Eduardo Lima Jorge, para acelerar a liberação dos recursos do PAC, muitos contratos foram assinados sem os devidos cuidados, o que exigirá sua revisão.

Em geral, o PAC anda muito devagar e, quando avança, descobre-se que foi mal planejado. Em qualquer dos casos, fica mais caro para o País.

Vamos proclamar a República? Sandra Cavalcanti

O ESTADO DE S PAULOOs dias constrangedores que estamos vivendo mostram, de forma inequívoca, que muita gente no Brasil não tem a menor noção do que seja exercer uma atividade pública. A maioria dos representantes do povo, bem como esmagadora parte do próprio povo, todos demonstram, seguidamente, que não sabem fazer a correta distinção entre o que é publico e o que é particular. O comportamento da maioria dos cidadãos e dos governantes revela esta realidade: os conceitos de bem público e bem privado aparecem sempre muito misturados, de forma confusa e até ardilosa, sufocados pelos interesses particulares de pessoas, famílias, corporações, sindicatos, ONGs suspeitas e seitas pseudorreligiosas.


Os resultados dessa criminosa contaminação são aterradores: populismo, demagogia, uso perverso dos meios de comunicação, acirramento dos ressentimentos entre categorias sociais, total falta de transparência no gerenciamento dos tributos arrecadados, nepotismo, enriquecimentos inexplicáveis. Ou seja, o apodrecimento dos valores morais.

É chocante o que vem sendo trazido à tona nestes últimos tempos, mesmo com a desculpa de que em épocas anteriores também era habitual a pilhagem do bem comum. Sabemos disso. Mas havia reação. Havia quem se escandalizasse, quem reagisse. Havia quem se envergonhasse... Hoje, não. A impunidade vira regra geral e o povo não tem mais a quem recorrer diante da violência crescente. Parece que todo o talento de nossa gente mostra sua fantástica criatividade na invenção de novas modalidades de golpes.

Pior do que isso é ter de aturar, na mídia, as declarações e explicações de nossos caciques, pedindo respeito a pessoas incomuns. E exigindo atenção à sua biografia. Ou alegando valores republicanos!

Francamente! República não é nada disso. Essa palavra veio do latim res publica. República cuida da coisa pública. Seu objetivo principal é o bem comum. Ser republicano é dar primazia ao bem comum. Isso significa que cabe ao político cuidar do bem comum. E que essa atividade política se desenvolve na área da justiça e se vincula integralmente à ética. Sem ética não há política nem políticos. Sem justiça não há política nem políticos.

Vale a pergunta: de que cuidam os políticos em nosso país, nestes tempos negros? Só pensam em chegar ao poder. Ficar no poder. Usufruir o poder. Gozar o poder. Aproveitar o poder. Tirar vantagens do poder.

Acontece que o poder existe para que alguém exerça a tarefa de governar. É isso que os brasileiros devem exigir de quem chega ao poder. Que cuide só de governar. Governar, em seu significado republicano, significa zelar pelo bem comum, gerenciar com honestidade os recursos públicos, prestar contas de todos os atos e respeitar as leis. Leis votadas para serem cumpridas por todos, governantes e governados.

Tudo o que estamos vendo é exatamente o contrário. Os encarregados de zelar pelo bem comum só cuidam de interesses particulares, partidários, ideológicos, sindicais, corporativos, familiares, etc., ignorando todos os objetivos do bem comum e dele se apropriando sem nenhum sinal de vergonha ou constrangimento.

Daí a estranheza que nos aflige. Se todos estão vendo tudo isso, onde está a indignação de nossa gente? A indignação só se volta contra alguns do Senado. E os outros Poderes, em Brasília e no resto do Brasil?

Encarapitados no planalto goiano, os governantes vivem fora da vigilância próxima da população brasileira. Sabemos que ali é quase milagre escapar da contaminação. Pode ser presidente, deputado, senador, enfim, o que for, todos se movimentam num ambiente à parte do País, mergulhados nas vantagens e benesses que marcaram a implantação de Brasília e ainda imprimem o ritmo de seu funcionamento. Lá tudo é coisa pública pronta para virar coisa privada! Emprego, carro, combustível, verbas indenizatórias, gabinetes, luz, telefones, passagens, parentes, amigos, presentes, as famosas bases, obscuros artigos das medidas provisórias, misteriosas emendas orçamentárias, verbas com endereço certo, concorrências de fachada, licitações com cartas marcadas, recibos técnicos, notas frias - enfim, um labirinto burocrático infernal, onde o bem comum jamais é levado em conta.

Qual a solução? Trazer a capital de volta para o Rio? Levar para São Paulo ou Belo Horizonte? Não dá mais. Agora é tarde. Existe alguma? Claro que sim. Mas para isso, para que o elefante acorde e reaja é preciso que apareçam lideranças. Lideranças de verdade. Não há de ser com os caras-pintadas de ontem comandando a UNE subordinada de hoje, certo? Qual o caminho, então?

Mudar nosso sistema de representação democrática. Acabar com a passividade do eleitor. Dar-lhe voz ativa. Dar-lhe o direito de eleger e o poder para deseleger. Dar-lhe meios para vigiar, nos partidos, a indicação de nomes sérios. Dar-lhe meios para dizer sim e não.

Só com uma profunda e revolucionária alteração no processo de participação do eleitor, no comando Legislativo do País, pode-se pensar em mudar este quadro. Sem isso, nada feito. Pelo sistema de hoje, nosso voto não passa de um simples voto de boas-festas, de parabéns, de pêsames ou de louvor. Os partidos atuais não vivem pela força de seus filiados atuantes. Sobrevivem por causa de alianças passivas com o poder. Essa mudança tem de ser feita. Quem fará? O Congresso? O Executivo? O Judiciário? Quem, afinal?

Nós! Nós, os republicanos indignados, explorados. Depende só de nós. O mundo mudou muito, mas a internet mudou o mundo. Essa é a revolução. A turma do Poder já percebeu e está-se mexendo. E nós? Nossa praça virtual vai ser ouvida. Só depende de nós. Quantos somos? Onde estamos? Qual o nosso alvo? Vamos proclamar a República? 

Sandra Cavalcanti, professora, jornalista, foi deputada federal constituinte, secretária de Serviços Sociais no governo Carlos Lacerda, fundou e presidiu o BNH no governo Castelo Branco

E-mail: sandra_c@ig.com.br

terça-feira, julho 28, 2009

Celso Ming -Os bancos reagem à caderneta

O Estado de S. Paulo - 28/07/2009
 
Depois da desastrada decisão de mudar as regras da caderneta de poupança, anunciada dia 13 de maio, o governo Lula engavetou a proposta, aparentemente à espera do que ocorreria. Mas essa pausa está obrigando os bancos a se mexerem.

Quem está chegando de Marte agora precisa afinal entender o que está em jogo. Desde o dia 22 de janeiro, quando o Banco Central iniciou o atual processo de afrouxamento dos juros, os bancos passaram a pressionar o governo para reduzir o rendimento da caderneta para que os fundos de renda fixa não perdessem competitividade no mercado.

Esse desinteresse aconteceria necessariamente porque a caderneta paga rendimento baseado na evolução da TR mais juros mensais de 0,5%. E fica nisso. O aplicador não é garfado nem com taxa de administração nem com o Imposto de Renda. Enquanto isso, os fundos de renda fixa em geral pagam rendimento muito próximo dos juros básicos (Selic), mas sobre esse rendimento incide um Imposto de Renda de 22,5% a 15,0% (dependendo do tempo da aplicação) e a taxa de administração, a tarifa que cada banco cobra de acordo com sua política.

Por temer uma revoada de aplicações dos fundos para as cadernetas, o ministro Guido Mantega anunciou a instituição de um Imposto de Renda sobre o rendimento da caderneta, de cálculo confuso, que varia de aplicador para aplicador. Também prometeu unificar o Imposto de Renda das aplicações em renda fixa em 15,0%. 

Até agora, nada aconteceu. Dadas as resistências na oposição às mudanças divulgadas, o governo decidiu esperar o momento politicamente mais favorável para enviar ao Congresso o projeto de lei das alterações.

De janeiro para cá, os juros básicos completaram um corte acumulado de 5 pontos porcentuais ao ano, o saldo das aplicações em cadernetas está crescendo, mas não se viu ainda a tão esperada debandada das aplicações para as cadernetas. Até o dia 21 de julho, as aplicações dos fundos de renda fixa (Referenciado DI mais Renda Fixa) caíram apenas R$ 3,5 bilhões ou 0,7% num patrimônio inicial de R$ 534,7 bilhões. Enquanto isso, os saldos em cadernetas cresceram R$ 5,7 bilhões, ou 2,0% sobre um saldo inicial de R$ 282,2 bilhões.

No entanto, as principais mudanças no mercado estão longe de serem estas. O que de mais importante aconteceu foi que, pressionados pela perda de competitividade dos fundos de renda fixa perante as cadernetas, os bancos começaram a reduzir as taxas de administração. Pelo levantamento da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), na média as tarifas de administração dos fundos referenciados à DI caíram de 1,52% para 1,49% ao ano, enquanto nos fundos de renda fixa caíram de 1,16% ao ano para 1,13% (veja o gráfico). Além disso, os principais bancos vêm reduzindo a exigência de desembolso mínimo por aplicação.

Em outras palavras, com o adiamento da aprovação da mudança de regras, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, está conseguindo introduzir na administração dos fundos de renda fixa um elemento incitador da competição entre os bancos, justamente o que não conseguiu até agora nos juros cobrados na ponta do crédito. 

Confira

De bom tamanho - Em seis meses, o Brasil recebeu US$ 12,6 bilhões em Investimento Estrangeiro Direto, 24,1% a menos do que no primeiro semestre de 2008. Mas nas circunstâncias (crise global e queda do crédito) foi excelente resultad

Clipping de 28/07/2009


Primeira Página
Correio Braziliense
Edição 16872 CARTÃO DE CRÉDITO COBRA 600% DE JURO
Sarney contrata equipe para salvar imagem
Álcool sobe 3,6%
Folha de S. Paulo
Edição 29336 Crise faz déficit de contas externas cair pela metade
Governo minimiza nota do PT pela saída de Sarney
RECESSÃO NO BRASIL ACABOU EM MAIO, AVALIAM BANCOS
Jornal de Brasília
Edição 12204 POLÍCIA FEDERAL ABRE 600 VAGAS, COM SALÁRIO ATÉ R$ 7 MIL, PARA IR À AMAZÔNIA.
Jornal do Brasil
Brasil tenta mediar conflito
Consumidor não pagará mais por Itaipu, diz governo
Médicos sugerem adiar volta às aulas
TEMA DO DIA - REDE PRIVADA NÃO QUER INVESTIR CONTRA A GRIPE
O Estado de S. Paulo
Cardozo é cotado para Justiça
Em 3 semanas, poupança capta mais que no 1º semestre
POR SARNEY, PLANALTO DESAUTORIZA PETISTAS
O Globo
Edição 27749 Déficit nas contas externas caiu 58%
GOVERNO DEFENDE SARNEY E DESAUTORIZA MERCADANTE
Mulher de Cid Gomes viaja às custas do estado
TCU investiga erro em fiscalização de ferrovia
Valor Econômico
Edição 2309 A crise passa ao largo da rica Brasília
Chuva evita custo maior da energia
NO PRÉ-SAL, 32% DOS POÇOS ABERTOS SÃO POUCO VIÁVEIS
Notí cias do Dia
Agronegócio
Abastecer com álcool é mais vantajoso em 21 Estados, indica ANP (Valor Econômico)
Arroba do boi caiu 10% desde o início da crise (Valor Econômico)
Sinais de desaceleração na exportação de soja do país(Valor Econômico)
Syngenta define primeira unidade para a produção de mudas de cana (Valor Econômico)
Artigo
'Anistia' municipal dificulta MP 462 (Valor Econômico)
Bancos andam na contramão do emprego (O Estado de S. Paulo)
Contradição interna (O Globo)
Contradição interna (O Estado de S. Paulo)
Câmbio é coisa séria (Folha de S. Paulo)
Democratizar a democracia (Correio Braziliense)
Educação e trabalho: um salto para o futuro (Folha de S. Paulo)
Ensino jurídico de qualidade: um direito (Correio Braziliense)
Exagero ambiental (O Estado de S. Paulo)
Gastos brasileiros são pró-cíclicos ou anticíclicos? (Valor Econômico)
Nós, o Diabo e o automóvel (Folha de S. Paulo)
O dinheiro de plástico (O Globo)
Obama e os discursos sedutores (Valor Econômico)
Responsabilidade de quem? (Jornal do Brasil)
Sua casa, minha grana (Correio Braziliense)
Uma nova fronteira (O Globo)
Brasil
Alerta para a malária em obras (Jornal do Brasil)
Aneel define preço-teto em leilão de energia nova (Valor Econômico)
Aprender e prevenir (Correio Braziliense)
Brasil vigiará fronteiras com Paraguai e Argentina com avião não-tripulado (Jornal de Brasília)
Campos sem óleo estão ao lado de grandes reservas(Valor Econômico)
Conselheiros acusam Lupi de fazer pressão por seu candidato à presidência do Codefat (Valor Econômico)
Curtas - Inflação paulistana (Valor Econômico)
Diretor de Itaipu espera que políticos brasileiros apoiem acordo (Jornal de Brasília)
Divergências na relação entre governo e estados (Correio Braziliense)
EUA reforçam desejo de minimizar presença em GM e Chrysler (Jornal de Brasília)
Hospitais privados querem estoque mínimo em maternidades (Jornal do Brasil)
Indústria mira lucro com nova campanha (Jornal do Brasil)
Inventor do Tamiflu fatura com a pandemia (Jornal do Brasil)
Lixo começa a ser enviado de volta até sexta-feira (Valor Econômico)
Lobão descarta reajuste de energia por causa do acordo com o Paraguai (Valor Econômico)
Luz para Todos deve antecipar para setembro de 2010 instalação de mais 1 milhão de ligações elétricas (Jornal de Brasília)
Ministério afirma que SUS está preparado para enfrentar doença (Jornal de Brasília)
Ministério diz que estrutura montada é "significativa"(Jornal do Brasil)
Médicos sugerem adiar volta às aulas (Jornal do Brasil)
Na rica Brasília, a crise foi mesmo uma marolinha (Valor Econômico)
O crime agora é vigiado das alturas (Jornal do Brasil)
Ofensiva contra armas ilegais (Correio Braziliense)
Para AGU, Poder Público no Brasil tem cargos de confiança em excesso (Jornal de Brasília)
Para Mantega, país poderá crescer 1% este ano (Valor Econômico)
Plano de vacinação deve ficar pronto esta semana (Valor Econômico)
TEMA DO DIA - REDE PRIVADA NÃO QUER INVESTIR CONTRA A GRIPE (Jornal do Brasil)
Cidades
Faculdade de Enfermagem do GDF abre sua primeira turma 27/07/2009 - 19:17:13 (Jornal de Brasília)
Internos do Caje II/Cesami terão aulas regulares (Jornal de Brasília)
Motociclistas fazem doação em Brasília (Jornal de Brasília)
Sai a lista dos 284 aprovados em 2ª chamada (Jornal de Brasília)
Samambaia ganha sétimo posto comunitário de segurança (Jornal de Brasília)
Colunas
2.477 comissionados (O Dia - Coluna do Servidor)
A falta que faz o "Sacro Colégio" (Valor Econômico - Política)
A vez dos países emergentes (Valor Econômico)
Acordo para Itaipu elevará tarifa, diz Tendências (Folha de S. Paulo - Mercado Aberto)
Alencar já caminha pelo quarto, informa hospital (O Estado de S. Paulo)
Caminhando contra o vento (O Estado de S. Paulo - Dora Kramer)
De médicos e gripes (Folha de S. Paulo - Jânio de Freitas)
Dez meses depois, Ibovespa anula crise (Valor Econômico- De Olho na Bolsa)
Digestão de jiboia (Correio Braziliense - Nas Entrelinhas)
Disque-Gripe começa a funcionar no Rio (Jornal do Brasil)
Dólar encara a barreira de R$ 1,85 (Valor Econômico - Por dentro do mercado)
Fechar não convém (Correio Braziliense - Ari Cunha - Visto, Lido e Ouvido)
Gesto de protesto (O Globo - Panorama Político)
Grampo (Folha de S. Paulo - Carlos Heitor Cony)
Jogando pelo empate (Folha de S. Paulo - Painel)
Novo distrital no ninho tucano (Jornal de Brasília - Do Alto da Torre)
O real infrator e o infrator pelo real (Jornal do Brasil - Informe JB)
Os bancos reagem à caderneta (O Estado de S. Paulo - Celso Ming)
Panela de pressão (Correio Braziliense - Brasília-DF)
Para PMDB, Sarney não influi em 2010 (Jornal do Brasil - Coisas da Política)
PF abre 600 vagas (Correio Braziliense)
Plebiscito ou eleição? (O Globo - Merval Pereira)
Pressão para retomar GT (Jornal de Brasília - Ponto do Servidor)
Preço da concessão (O Globo - Panorama Econômico)
Quatro Brics, um tijolo (Folha de S. Paulo - Clóvis Rossi)
Ruins de mira (Correio Braziliense - Brasil S.A)
Salário e câmbio (Valor Econômico - Brasil)
Sarney, outra vez (O Globo - Luiz Garcia)
É ou não é? (Folha de S. Paulo - Eliane Cantanhede)
Economia
''O consumidor não vai pagar'' (O Estado de S. Paulo)
Acabou a fase de baixa dos juros (Jornal do Brasil)
Acordo com Paraguai é lesa-pátria, diz DEM (O Estado de S. Paulo)
Algodão colorido da Paraíba pode ter indicação de procedência do INPI (Jornal de Brasília)
Ameaça de rebelião no Codefat (Correio Braziliense)
Analistas projetam lucro 10% menor para Vale (Valor Econômico)
Após fechar acordo com consórcio, Petrobras retomará obras do Comperj (O Globo)
Balanço de pagamentos tem superávit de US$ 7 bi em junho (Valor Econômico)
Balança registra superávit (Jornal do Brasil)
Bancos apontam fim da recessão no país (Folha de S. Paulo)
Bancos forçam queda do dólar (Correio Braziliense)
Bolsa de SP atinge maior nível desde setembro (Folha de S. Paulo)
Bolsa volta ao nível de antes do colapso dos mercados (O Globo)
Brasil ocupa o 4º lugar em ranking global (Folha de S. Paulo)
Brasileiros gastam quase US$ 1 bi no exterior (Jornal do Brasil)
Burocracia limita crédito a pequena e micro empresa (O Globo)
CARTÃO DE CRÉDITO COBRA 600% DE JURO (Correio Braziliense)
China reduzirá compra de minério e vai reativar minas(Jornal do Brasil)
Choque contábil (Valor Econômico)
Chuva evita custo maior da energia (Valor Econômico)
Cliente tem opções (Correio Braziliense)
Confiança do brasileiro é a 4ª maior do mundo (Folha de S. Paulo)
Construtoras retomam vendas para classe média (O Estado de S. Paulo)
Consumidor não pagará mais por Itaipu, diz governo(Jornal do Brasil)
Contribuinte assumirá ônus de Itaipu (O Globo)
Contribuinte pagará conta (Correio Braziliense)
Crise ajuda contas externas (O Globo)
Crise faz déficit de contas externas cair pela metade(Folha de S. Paulo)
Crise reduz importações e déficit da conta corrente cai no semestre (Valor Econômico)
Crédito sindicalizado para emergente cai 70% (Valor Econômico)
Custo de Tupi pode cair até US$ 12 bilhões, diz Petrobras(O Estado de S. Paulo)
Custo do acordo de Itaipu será passado aos contribuintes(Folha de S. Paulo)
Câmbio contratado sobe rápido (Valor Econômico)
Disputa trava decisão sobre fusão bancária (Folha de S. Paulo)
Dólar comercial fecha em baixa no mercado brasileiro(Jornal de Brasília)
Dólar fecha cotado a R$ 1,875 e acumula queda de 20% no ano (Folha de S. Paulo)
Déficit em conta corrente já chega a US$ 16 bi (Jornal do Brasil)
Déficit nas contas externas caiu 58% (O Globo)
Embarques de soja terão queda a partir de agosto, dizem analistas (Folha de S. Paulo)
Empresas planejam adaptação climática (Folha de S. Paulo)
Empresários querem retaliações à Argentina (O Estado de S. Paulo)
Estrangeiros aplicam US$ 5,45 bi em ações (O Estado de S. Paulo)
Exportador deixa dólar lá fora (O Estado de S. Paulo)
Fluxo cambial está negativo em US$ 118 milhões neste mês (Jornal de Brasília)
Focus: juros ficarão estáveis (O Globo)
Fomento mercantil recua 16% no ano (Valor Econômico)
Gastos com turismo têm 4ª alta seguida (Folha de S. Paulo)
Grupos brasileiros crescem em ranking dos maiores do mundo (O Estado de S. Paulo)
Ibovespa fecha em alta de 0,17% (Jornal de Brasília)
Indicador Itaú mostra alta de 2,3% do PIB em maio (O Estado de S. Paulo)
Itaipu: consumidor não vai pagar acordo com Paraguai (O Dia)
Juros não caem mais neste ano, prevê mercado (Folha de S. Paulo)
Lula quer anunciar o PAC 2 em 2010 (O Estado de S. Paulo)
Mercado reduz projeção para alta do PIB em 2010 (Valor Econômico)
Metade das vendas para a China já é com novo preço (O Estado de S. Paulo)
Metodologia "reduz" investimento estrangeiro direto neste mês (Folha de S. Paulo)
Multa da AmBev foi pequena, diz Cade (Folha de S. Paulo)
NO PRÉ-SAL, 32% DOS POÇOS ABERTOS SÃO POUCO VIÁVEIS (Valor Econômico)
Normas do crédito para instalação de assentados da reforma agrária estão no Diário Oficial (Jornal de Brasília)
Novo valor para o Bolsa Família (Jornal do Brasil)
Obama faz apelo para Pequim gastar mais e reduzir exportação (Folha de S. Paulo)
Perda com calotes pode atingir US$ 683 bi (Valor Econômico)
Petrobras vai retomar obras do Comperj (O Estado de S. Paulo)
Petróleo fecha em alta com dados animadores (Jornal do Brasil)
Plano nacional sobre o clima não avançou (Folha de S. Paulo)
POLÍCIA FEDERAL ABRE 600 VAGAS, COM SALÁRIO ATÉ R$ 7 MIL, PARA IR À AMAZÔNIA. (Jornal de Brasília)
Poupança já captou R$ 4,5 bi em julho (O Estado de S. Paulo)
Preocupado, Lula quer ampliar exportações para emergentes (Folha de S. Paulo)
RECESSÃO NO BRASIL ACABOU EM MAIO, AVALIAM BANCOS (Folha de S. Paulo)
Recuperação volta a elevar déficit externo (Folha de S. Paulo)
Remessa de lucro e dividendo leva déficit a US$ 535 milhões (O Estado de S. Paulo)
Retomadas obras do Comperj (Jornal do Brasil)
Saldo de remessas ao exterior cai 43% (Jornal do Brasil)
Superávit comercial tem alta de 14% no ano (Valor Econômico)
Superávit na 4ª semana de julho chega a R$ 653 mi(Folha de S. Paulo)
Turista brasileiro volta a gastar mais no exterior (O Estado de S. Paulo)
Vale vai reforçar investimento em aço (O Estado de S. Paulo)
Álcool sobe 3,6% (Correio Braziliense)
Ásia puxa a recuperação do comércio global, diz pesquisa (Folha de S. Paulo)
Editorial
Acordo possível (O Globo)
Amazonas adere a plano ambiental (Jornal do Brasil)
Balanço de pagamentos melhora (O Estado de S. Paulo)
Em risco o Tratado de Itaipu (O Estado de S. Paulo)
Ensaio de recuperação (Folha de S. Paulo)
Lula X PT (O Globo)
Mais controvérsia sobre regular o setor financeiro (Valor Econômico)
Muitas concessões (Folha de S. Paulo)
Não ao retorno dos mensaleiros (Correio Braziliense)
O Vale-Cultura (O Estado de S. Paulo)
Situação insustentável (O Estado de S. Paulo)
Empresa e Tecnologia
Criação de software livre deve ser regra, e não exceção na Dataprev, diz presidente da empresa (Jornal de Brasília)
Setor de telecomunicações reduziu oferta de emprego após a privatização, segundo Dieese (Jornal de Brasília)
Suzano quer elevar fatia no Conpacel (Valor Econômico)
Vale volta a crescer no Japão e Europa (Valor Econômico)
Especial
"Atual cenário tem mais custos que riscos" (Valor Econômico)
"Política do governo fez país sofrer pouco" (Valor Econômico)
Papel do gasto público na crise divide opiniões (Valor Econômico)
Geral
Colégios voltam às aulas preparados para a gripe (O Estado de S. Paulo)
Grávida morre com suspeita de gripe suína no Rio de Janeiro (Jornal de Brasília)
MEC suspende novas vagas em 7 instituições (O Estado de S. Paulo)
Mortes por gripe chegam a 45 no País; SP tem 20 (O Estado de S. Paulo)
Médico vê limite em internação e terapia (O Estado de S. Paulo)
Publicações credenciam unidades de saúde para o Projeto Olhar Brasil (Jornal de Brasília)
Internacional
Após 60 anos, China e Taiwan próximas (Jornal do Brasil)
Armas vendidas à Venezuela foram parar com as Farc(Valor Econômico)
Assessor de Lula teme onda de golpes (Folha de S. Paulo)
Autoridades se dizem dispostas ao diálogo (Jornal do Brasil)
Brasil investe em vitrine para projeção global (Correio Braziliense)
Brasil tenta mediar conflito (Jornal do Brasil)
Chávez articula para governar por decreto (O Globo)
Congresso hondurenho debate acordo (O Globo)
Curtas - Confronto na Nigéria (Valor Econômico)
Entrevista - Manuel Zelaya (Correio Braziliense)
Enviado dos EUA pede aproximação entre países árabes e Israel (Jornal do Brasil)
EUA dizem que Pyongyang deve cumprir obrigações para dialogar (Jornal de Brasília)
Governo quer novas regras para a atuação da Otan(Jornal do Brasil)
Gripe faz empresas adotarem regras de 'afastamento social' (Valor Econômico)
O contribuinte paga (Jornal de Brasília)
Por que Bagdá ainda precisa de Washington (Jornal do Brasil)
Sob tensão, Honduras analisa acordo (Folha de S. Paulo)
Suécia quer explicação sobre armas às Farc (Jornal do Brasil)
Venezuela abre processos contra 50 emissoras privadas de rádio (Jornal de Brasília)
Zelaya reclama apoio de Washington (Jornal do Brasil)
Política
"Bolsas família" estaduais atingem 800 mil (Folha de S. Paulo)
A crise passa ao largo da rica Brasília (Valor Econômico)
Alencar melhora e já caminha pelo quarto (O Globo)
Aliado deu emprego no STJ para neta de Sarney (Folha de S. Paulo)
Ação do PSDB contra Sarney sai hoje e Duque deve arquivar (O Estado de S. Paulo)
Bolsa Família será reajustado em setembro (O Globo)
Cardozo é cotado para Justiça (O Estado de S. Paulo)
Cidades do PR protestam por verba (O Estado de S. Paulo)
Congresso: Sarney foi o senador que mais faltou no primeiro semestre (Folha de S. Paulo)
Corregedor-geral pede explicações sobre vazamentos(Folha de S. Paulo)
Corregedoria quer informações de tribunal sobre vazamento de grampos de Sarney (Jornal de Brasília)
Curtas - Anulação negada (Valor Econômico)
Defesa quer anular operação (O Estado de S. Paulo)
Divulgação de diálogos da família geram batalha judicial(Jornal do Brasil)
Em 3 semanas, poupança capta mais que no 1º semestre(O Estado de S. Paulo)
Em Minas, 5 cidades têm novos prefeitos (O Estado de S. Paulo)
Em SP, Sarney conta os votos no Conselho de Ética (Folha de S. Paulo)
Família de brasileiro desaparecido critica governo (O Globo)
Festa de comissionados (Correio Braziliense)
Gasto com passagens chega a R$21 mil (O Globo)
Gilmar condena vazamento de gravações feitas pela PF (O Globo)
Gilmar pede investigação sobre esquema na Câmara (O Globo)
GOVERNO DEFENDE SARNEY E DESAUTORIZA MERCADANTE (O Globo)
Governo diminui peso da nota do líder do PT (Gazeta do Povo)
Governo do Ceará paga viagens da mulher de Cid (O Globo)
Governo minimiza nota do PT pela saída de Sarney (Folha de S. Paulo)
Juiz mantém denúncia contra Protógenes (O Globo)
Justiça Federal investiga vazamento de gravações (Valor Econômico)
Lula destaca importância de democratizar a cultura(Jornal de Brasília)
Lula foge de atrasos no PAC (Correio Braziliense)
Luz para Todos antecipa meta para véspera eleitoral(Valor Econômico)
MEC proíbe três universidades do Rio de criar curso (O Globo)
Mercadante na berlinda (Correio Braziliense)
Mulher de Cid Gomes viaja às custas do estado (O Globo)
Mulher se recupera de cirurgia em SP e senador acompanha (O Estado de S. Paulo)
Máfia teria falsificado passagens, diz relatório (O Estado de S. Paulo)
Nota de Mercadante deixou situação do presidente da Casa mais frágil (O Estado de S. Paulo)
Notas Políticas - Portas fechadas (Gazeta do Povo)
Nova campanha permite legalização de armas em lojas de munição (O Globo)
Novos prefeitos assumirão em sete municípios (Jornal de Brasília)
O mais ausente em plenário (O Globo)
Oeste do Estado terá obra de R$ 60 milhões (O Estado de S. Paulo)
Oposição quer apurar tráfico de influência na CPI (Folha de S. Paulo)
Outro lado: Petrobras diz que funcionários não são da estatal (Folha de S. Paulo)
Palocci e Dirceu farão a campanha de Dilma (Folha de S. Paulo)
Para apoiar Ciro, PT impõe condições (O Globo)
Peemedebista é o que mais falta a sessões (O Estado de S. Paulo)
Petistas reagem e dizem que maioria quer licença (O Estado de S. Paulo)
Planalto vê carta contra Sarney como movimento isolado no PT (Valor Econômico)
POR SARNEY, PLANALTO DESAUTORIZA PETISTAS (O Estado de S. Paulo)
Presidente do Conselho de Ética emprega ''fantasma'' (O Estado de S. Paulo)
Programa: Ministro confirma reajuste para setembro(Folha de S. Paulo)
Promoção sem concurso (Correio Braziliense)
Proposta fixa prazo para tribunais analisarem contas de governantes (Jornal de Brasília)
Protemp atua na comunicação da Petrobras (Folha de S. Paulo)
PSDB diz que tenta formar empreendedor (Folha de S. Paulo)
PSDB vai ao Conselho de Ética (O Globo)
PT, Lula e Sarney (Folha de S. Paulo)
Sarney contrata equipe para salvar imagem (Correio Braziliense)
Sarney lidera ranking dos faltosos (Jornal do Brasil)
Sarney: todos contratavam parentes (O Globo)
Senador diz desconhecer a sociedade (Folha de S. Paulo)
Serra dá R$ 450 a 2.500 estagiários (O Estado de S. Paulo)
Serra e Kassab anunciam mais vagas em programa (O Globo)
Sócio de Dantas fez doação para Sarney (Folha de S. Paulo)
TCU investiga erro em fiscalização de ferrovia (O Globo

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