Entrevista:O Estado inteligente
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segunda-feira, setembro 03, 2007
Lula nomeia mais 21 aspones
domingo, julho 22, 2007
sábado, julho 07, 2007
Não dá para relaxar e gozar
Não dá para relaxar e gozar
O Air Force One, do presidente mais poderoso do planeta, nunca desce no principal aeroporto de Nova York. Só nas pistas de periferia, onde pega um helicóptero para não atrapalhar o cidadão. O Air Force 51, que carrega um presidente nunca antes tão viajado deste País, só desce em Congonhas, São Paulo, não sem antes fechar o espaço aéreo. Só para atrapalhar a vida do cidadão. Poderia usar a base de Cumbica e ali pegar um helicóptero.Vaga certa...
Mesmo que Lula não apareça, chova ou faça sol, Congonhas mantém reservadas duas posições (espaço no pátio) à espera do Air Force 51....que atrapalha
No espaço vago, reservado 24h ao Air Force 51 em Congonhas, poderia operar até 30 aviões por dia. Mas ninguém ousa sugerir. Morrem de medo.quinta-feira, abril 12, 2007
PAC' bilionário na Petrobras
| Monta-se um bilionário "PAC (Plataforma Arrumada para Companheiros)" na Petrobras, cujo diretor de Serviços, Renato Duque, é mesmo engenhoso. A estatal decidiu encomendar sua plataforma P-56 ao mesmo fabricante da P-51 sem licitação, alegando que os projetos são idênticos. O consórcio companheiro das gigantes Fells e Odebrecht, sob os auspícios da notória Ultratec, terá assim o contrato de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 3 bilhões). | ||
domingo, abril 01, 2007
OAB sobre o caos: 'cidadania está no escuro'
"A crise dos controladores de vôo deixa claro que há uma caixa-preta voando desgovernada no espaço aéreo brasileiro, cujo pouso no solo da transparência é inadiável. Estamos, quanto a isso, no pior dos mundos: todos sabem que algo de irregular e gravíssimo acontece e afeta um dos setores vitais da vida nacional, que é a aviação civil , mas não sabemos o que é. A cidadania está no escuro. O presidente da República exige providências e, em vez de obtê-las, vê o quadro se agravar. Certamente porque as providências que exige sejam atribuições do seu próprio governo. Há, como é óbvio, várias perguntas que não querem calar: por que, até o acidente com o Boeing da Gol, no ano passado, nada disso ocorria? O que vincula aquele trágico momento da aviação comercial brasileira com a presente crise nos controles de vôo? O mais estranho é que sequer manter desinformada a população, a exemplo da tentativa de se tentar impedir uma investigação mais profunda, por meio do instrumento constitucional da CPI. O agravamento da crise mostra o quanto a CPI é necessária e urgente. A crise só será superada quando as múltiplas perguntas que se colocou no ar começarem a ser respondidas. A respostas somente serão obtidas quando a caixa-preta da desinformação for definitivamente aberta. A grande vítima desta crise é, mais uma vez, a sociedade brasileira. A CPI é um direito constitucional da minoria, a correta informação da crise é um direito de toda a cidadania. Ambos devem ser respeitados. Cezar Brito, Presidente do Conselho Federal da OAB".
quinta-feira, novembro 23, 2006
Carta ao Diogo Mainardi
Carta ao Diogo Mainardi
De Glauco Fonseca
Diogo, por favor, e por enquanto, "menos". A impressão que dá é de que não adianta mais. Neste momento, nada é suficiente, nada os atinge, nada é tão forte quanto eles hoje por aqui. O ideal é respirar, pensar e, sobretudo, rever tudo que vivemos nos últimos anos. Diminui, meu estimado Diogo Mainardi. É muito ruim ler ataques pessoais a teu filho, aumenta muito a minha dor, a minha indignação, o meu descrédito na sabedoria humana. Agora é hora de deixar o mundo dar suas voltinhas. Por enquanto, não há crime para eles que não seja altamente compensatório, não inventaram ainda o delito que os ponha a ferros. Eles têm a força, eles têm a grana, eles têm a tão necessária falta de caráter para seguir em frente como bem quiserem. Por enquanto.
Eu estou também diminuindo o ritmo, Diogo. O cansaço não é por conta da derrota mas por conta da infeliz escolha que nossos não menos infelizes compatriotas fizeram nas urnas. De certa forma, estou tentando transformar minha fadiga e minha melancolia em tempo para pensar. Posso até chegar a descobrir, quem sabe, que eu não esteja compreendendo direito a situação. Talvez deva estar errado em alguma avaliação crucial, pois me oponho, como tu, ao modelo conspiratório medonho e maniqueísta que hoje se opera no território nacional. Sou contra mensalão, sou contra corrupção, sou contra tráfico de drogas e de influência, me oponho à roubalheira de dinheiro público, sou contrário às aproximações políticas espúrias e bastardas, também fico indignado com gente que deveria estar presa e sequer será indiciada. Só que devemos, eu, tu e outros tantos, estar errados, não é mesmo? Afinal, as coisas se afastam diariamente daquilo que imaginávamos ser o certo.
Dia desses, fui dar uma palestra para uma turma de 200 alunos de jornalismo e comunicação numa universidade aqui do RS. Falei a eles, primeiro, das enormes oportunidades que as novas mídias ofertarão nos próximos anos. Rádios e TVs digitais, a IPTV, os canais interativos, além dos enormes espaços profissionais ainda a serem descobertos, tanto quanto a serem preenchidos por bons talentos no futuro breve. Discorri, em seguida, a respeito das dificuldades do mercado de trabalho para jornalistas, publicitários e comunicadores. Não gosto de falar em adversidades, mas é papel de qualquer palestrante falar a verdade, não é mesmo? Durante a palestra, contudo, fui ficando angustiado, tenso e não consegui me conter. Encerrei com um insight que surgiu ali mesmo, enquanto eu falava aos gentis assistentes que o grande desafio da comunicação era conseguir fazer com que a informação não só encontrasse novos caminhos em direção à maioria de um povo tão alienado e solitário em sua secular ignorância, mas que fizesse com que a mensagem fosse realmente lida, ouvida, processada e realmente compreendida pelas pessoas que hoje se submetem à pilhagem por conta de um simples prato de comida. Fiquei horrorizado com a descoberta de que, em pleno século XXI, nem Globo, nem Grupo Abril, nem Diogo Mainardi são capazes, em mídia ou em multimídia, juntos ou separados, de serem compreendidos por mais de 75% de brasileiros, que são analfabetos funcionais, incapazes de elucidar tanto a mensagem quanto a verdade.
Não quero me alongar. Concluo com a minha declaração de enorme admiração, com um forte abraço em ti e em tua esposa, afetuosos beijos em teus queridos filhos e com a garantia de que continuarei lendo o que escreves enquanto tu o fizeres. Já discordei algumas (poucas) vezes do teu ponto de vista, mas acredito que nunca discordarei de teu ponto de afeto, com a tua família, com o teu público, sobretudo com o teu país.
Do Diogomainardista,
(*) Glauco Fonseca - é jornalista e escritor
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