Entrevista:O Estado inteligente

terça-feira, setembro 30, 2008

Clipping do dia 30/09/2008


Folha de S. Paulo
CONGRESSO DOS EUA REJEITA PACOTE DE US$ 700 BI; BOLSAS DESPENCAM
Para Lula, americanos montaram um 'cassino'
PT e PSDB são aliados em mais de 1.000 municípios
O Estado de S. Paulo
CONGRESSO DOS EUA VETA PACOTE E MERCADOS ENTRAM EM PÂNICO
Brasil assina novo acordo ortográfico para 2009
Incra lidera avanço do desmatamento
Planalto pretende dar ajuda a exportadores
O Globo
O PIOR DIA NA HISTÓRIA DAS BOLSAS
Lula já admite ‘pequeno aperto’ para o Brasil
Maiores desmatadores do país são os sem-terra, revela Minc
Sindicalista amigo de Lula faz campanha milionária
Valor Econômico
DÓLAR EM ALTA AFETA BALANÇO DAS COMPANHIAS
Forrozeiro será o prefeito mais votado
Plano era visto como presente para banqueiros
Entrevista
"Popularidade de Lula não é capaz de eleger postes", diz governador da Bahia (Valor Econômico)
"Voltamos para a estaca zero" (O Globo)
Está tudo errado, diz Fernandes (Valor Econômico)
Especial
Forrozeiro será o prefeito mais votado (Valor Econômico)
Brasil
"É triste culpar os assentados" (O Globo)
Maiores desmatadores do país são os sem-terra, revela Minc (O Globo)
Curta - Bancários em greve (Valor Econômico)
Desmatamento na Amazônia dobra em 1 mês (Valor Econômico)
Governo deve renovar concessões do setor elétrico que vencem em 2015 (Valor Econômico)
Incra questiona lista e diz que dados usados são velhos (Valor Econômico)
Lula e Chávez dão aval à venda de máquinas à Venezuela (Valor Econômico)
Lula elogia padronização da língua (O Globo)
Empresa e Tecnologia
Curtas - Cobertura nacional (Valor Econômico)
Indústria dos EUA barateia alimento, mas margem é alta (Valor Econômico)
Liminar anula licenciamento da hidrelétrica de Baixo Iguaçu (Valor Econômico)
Paraguai planeja vender excedente de Itaipu no Brasil (Valor Econômico)
Quem não subiu preço, vendeu mais, afirma Nielsen (Valor Econômico)
Colunas
Ancelmo Gois - Pai Nosso que estais... (O Globo)
Brasil - Aperfeiçoar as instituições (Valor Econômico)
Celso Ming - Prevaleceu o eleitoreiro (O Estado de S. Paulo)
Clóvis Rossi - Da festa à histeria (Folha de S. Paulo)
Dora Kramer - Conversa de mudos (O Estado de S. Paulo)
Eliane Cantanhede - O tamanho do aperto (Folha de S. Paulo)
Jânio de Freitas - Ameaças vazias (Folha de S. Paulo)
Luiz Garcia - Dois chatos (O Globo)
Mercado Aberto - Sem pacote, PIB cresce só 2% em 2009, diz LCA (Folha de S. Paulo)
Merval Pereira - A revolta dos conservadores (O Globo)
Míriam Leitão - País sem governo (O Globo)
Mónica Bérgamo - Os predadores (Folha de S. Paulo)
Painel - Não me deixem só (Folha de S. Paulo)
Política - Casa de ferreiro, espeto de pau (Valor Econômico)
Por dentro do mercado - Juro cai e pede ao BC o fim do arrocho (Valor Econômico)
Política
'Não existe nada disso', garante aliado de Alckmin (O Estado de S. Paulo)
'República da polícia' vira cruzada de Mendes (O Estado de S. Paulo)
Alckmin aumenta ataques a Kassab (Valor Econômico)
Aprovação a Lula chega a recorde de 80%, afirma Ibope (O Estado de S. Paulo)
Sindicalista amigo de Lula faz campanha milionária (O Globo)
Com aprovação de 80%, Lula só define voto de 8% (Valor Econômico)
Curtas - Dirceu 1 (Valor Econômico)
Datafolha revelou tendência (O Estado de S. Paulo)
Dirceu defende Jandira e irrita PT, PSOL e PDT (O Globo)
Disputa pelas mesas do Congresso ameaça base governista (Valor Econômico)
Ibope e Datafolha divergem no Rio (Valor Econômico)
Justiça vai investigar manobra contra jornal (O Estado de S. Paulo)
Lula: recorde de aprovação (O Globo)
Maluf deve apoiar prefeito em disputa contra Marta (O Estado de S. Paulo)
Manuela e Rosário empatam em 2º lugar (Valor Econômico)
Ministro diz que Lula apóia chapa com vice do DEM (O Estado de S. Paulo)
Ministros reforçam palanque do PT em Porto Alegre (O Globo)
No Rio, artistas na briga pelo 2º turno (O Estado de S. Paulo)
Para deputado, Kassab aplicou 'golpe sujo' em debate na TV (O Estado de S. Paulo)
Para Kassab, 'é evidente' que partidos estarão juntos (O Estado de S. Paulo)
Para petista, PSDB 'frita' Alckmin (O Estado de S. Paulo)
Planalto age no bastidor para PTB apoiar Marta (O Estado de S. Paulo)
Presidente do Ibope reage a Gabeira (O Globo)
Processo contra Gilberto Carvalho é arquivado (O Estado de S. Paulo)
Procuradoria quer anular indicação de juízas para TRF (O Estado de S. Paulo)
PSDB nega, mas negociação com DEM para 2º turno prossegue (O Estado de S. Paulo)
PT e PSDB são aliados em mais de 1.000 municípios (Folha de S. Paulo)
PT mostra apoios a João da Costa (O Estado de S. Paulo)
Salvador: indefinição para o 2º turno (O Globo)
Tarso aponta crise entre Poderes (O Estado de S. Paulo)
TSE mantém candidatura de Eduardo Paes (Valor Econômico)
TSE nega recurso contra Paes (O Globo)
Tucanos tentam afastar idéia de abandono de Alckmin (O Estado de S. Paulo)
Planalto pretende dar ajuda a exportadores (O Estado de S. Paulo)
Economia
DÓLAR EM ALTA AFETA BALANÇO DAS COMPANHIAS (Valor Econômico)
CONGRESSO DOS EUA REJEITA PACOTE DE US$ 700 BI; BOLSAS DESPENCAM (Folha de S. Paulo)
CONGRESSO DOS EUA VETA PACOTE E MERCADOS ENTRAM EM PÂNICO (O Estado de S. Paulo)
O PIOR DIA NA HISTÓRIA DAS BOLSAS (O Globo)
Lula já admite ‘pequeno aperto’ para o Brasil (O Globo)
Para Lula, americanos montaram um 'cassino' (Folha de S. Paulo)
Alta do dólar faz o IGP-M subir 0,11% (O Globo)
Analistas prevêem crescimento abaixo de 3% (O Globo)
Atividade industrial de SP cai 3% em agosto (Valor Econômico)
Banco Central agora projeta inflação de 6,1% para este ano (Valor Econômico)
Bancos: linhas a pessoa física são mais afetadas (O Globo)
BC prevê diminuição de recursos ao Brasil (Valor Econômico)
Brasil pode crescer menos de 3% em 2009 (Valor Econômico)
Caos, petróleo e má gestão levam setor ao vermelho (Valor Econômico)
Cenário fica sombrio, mas investimentos estão mantidos (Valor Econômico)
Comércio em real e peso começa na segunda-feira (Valor Econômico)
Compulsório e leilão, armas do BC (Valor Econômico)
Crédito mais caro e escasso, o 1º efeito da crise (O Globo)
Cresce o temor quanto às condições do UBS (Valor Econômico)
Crise nos EUA derruba petróleo e metais (Valor Econômico)
Desfecho nos EUA surpreende Meirelles (Valor Econômico)
Divisão entre republicanos leva Bush a derrota (O Globo)
Dólar comercial chega a subir 8%, para R$2 (O Globo)
Dólar e ouro devem ser evitados (Valor Econômico)
Empresas brasileiras lideram queda na Bolsa de Nova York (Valor Econômico)
Empresas mantêm planos, mas crise preocupa (Valor Econômico)
Endividamento das famílias dobra (Valor Econômico)
Exportação e agricultura preocupam, diz Mantega (Valor Econômico)
Fed e 9 BCs ampliam recursos para US$620 bi. Citi compra Wachovia (O Globo)
Fed e bancos centrais articulam ajuda extra (Valor Econômico)
Fundações terão ajustes mais lentos (Valor Econômico)
Fundos têm dinheiro para infra-estrutura (Valor Econômico)
Governo aperta regras para fundos de pensão (O Globo)
Lula vê "gente tentando tirar proveito" da crise (Valor Econômico)
Meirelles: podemos ter apenas 'resfriado forte' (O Globo)
Na Europa, mais socorro a bancos (O Globo)
NYSE tem maior baixa em pontos da história (Valor Econômico)
Plano era visto como presente para banqueiros (Valor Econômico)
Reforma do sistema, só em 2009 (O Globo)
Setor cai mais que Ibovespa com venda de estrangeiros (Valor Econômico)
Sobram poucas armas para lidar com a crise (Valor Econômico)
Superávit do governo central é recorde (O Globo)
Superávit do governo central no ano chega a 3,99% do PIB (Valor Econômico)
Taxa de Juros de Longo Prazo é mantida em 6,25% (O Globo)
Taxa do CDB sobe com o agravamento da crise (Valor Econômico)
Valorização do dólar pode gerar alta maior de preços no curto prazo (Valor Econômico)
Opinião
A crise dos mísseis financeiros (Folha de S. Paulo)
A nova Carta equatoriana (O Estado de S. Paulo)
A segunda-feira negra (O Estado de S. Paulo)
Convulsão na finança (Folha de S. Paulo)
E agora, liberais? (Folha de S. Paulo)
É hora de movimentos próprios! (Folha de S. Paulo)
Educação à deriva (O Globo)
Licenças mais rápidas (O Estado de S. Paulo)
Melhor prevenir (O Globo)
Na contramão (O Globo)
Na contramão (Folha de S. Paulo)
O esqueleto do Plano Verão assombra o Tesouro (Valor Econômico)
O que é prosperidade? (Valor Econômico)
O telefonema das 3h da manhã (O Globo)
Portos: a marcha da insensatez (O Globo)
Pregão é suspenso pela 1ª vez desde 99 (Valor Econômico)
Proer blindou o sistema bancário brasileiro (O Estado de S. Paulo)
Reforço no BNDES (O Globo)
Repensar a compensação ambiental (O Estado de S. Paulo)
Réquiem para o shadow banking system (Valor Econômico)
Semana decisiva (Folha de S. Paulo)
Sob o comando de Machado (O Globo)
Internacional
Chávez estreita laços com Portugal (O Globo)
Correa vai convocar eleições para fevereiro (O Globo)
Israel deveria deixar a Cisjordânia, diz Olmert (Valor Econômico)
Japão propõe gasto extra de US$ 17 bi (Valor Econômico)
Lula espera hoje de Correa solução para caso Odebrecht (Valor Econômico)
Geral
Brasil assina novo acordo ortográfico para 2009 (O Estado de S. Paulo)
Incra lidera avanço do desmatamento (O Estado de S. Paulo)

Proer blindou o sistema bancário brasileiro



ARTIGO - Marco Maciel
O Estado de S. Paulo
30/9/2008

A atual crise mundial dos mercados financeiros e de capitais, cujos enfrentamentos estão sendo adotados pelo governo dos Estados Unidos, confirma o quanto estava certo o presidente Fernando Henrique Cardoso ao criar o Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer), implementado no Brasil de 1995 a 2000.

O contexto econômico que o Brasil vivia naquele momento explica os fatores que levaram à crise das instituições financeiras e a necessidade de um plano daquela natureza. O Plano Real, que havia sido implantado em 1994, abalou um bom número de bancos que tinham na inflação elevada a base estrutural do seu padrão de rentabilidade.

As ferramentas de que o Banco Central dispunha tradicionalmente não seriam suficientes nem adequadas para lidar com a quebra generalizada que se antevia. Havia o risco real de comprometimento de todo o sistema de pagamentos de nossa economia. Fazia-se necessária uma iniciativa radical de reestruturação de todo o sistema financeiro e essa iniciativa foi o Proer.

A última operação de financiamento do Proer foi concluída em meados de 1997. A implementação do programa custou, no total, R$ 20,4 bilhões, valores da época, cerca de 2,7% do produto interno bruto (PIB) médio do triênio 1995-1997. Os valores atualizados são, evidentemente, maiores, mas a indicação do porcentual do PIB dá uma boa noção de que o programa teve custos relativamente baixos.

Ademais, o Banco Central vem resgatando consistentemente parte dos valores que investiu no Proer. Vários dos chamados “títulos podres” em poder dos bancos adquirentes, que foram desviados para o Proer, revelaram-se, com o passar do tempo, ativos de qualidade. Não se tratou, portanto, de “doação” a instituições quebradas. Foi, antes, um empréstimo, que vem sendo resgatado com regularidade, conforme demonstram os balanços patrimoniais do Banco Central.

As diferenças entre o Proer e o plano que se cogita de executar para o sistema financeiro norte-americano não ficam apenas na questão dos custos. Esse é um dos quesitos, mas não o único. O Proer foi uma resposta rápida, bem estruturada, barata, eficiente e bem-sucedida a uma situação que resultou de um contexto econômico bastante pontual, qual seja a estabilização econômica e o fim da hiperinflação proporcionados pelo Plano Real.

Instituições bancárias que não gozavam da imprescindível higidez soçobraram e os bens dos depositantes foram preservados em sua integridade. Os valores investidos pelo programa estão sendo paulatinamente reincorporados pelo Banco Central. Os efeitos benéficos da atuação enérgica - e eu diria também cirúrgica - do Banco Central, naquele momento, verificam-se até hoje com a estabilidade econômica e a solidez de nosso sistema bancário.

O economista Mailson da Nóbrega, com sua experiência de ministro da Fazenda e no mercado de capitais, resumiu muito bem a questão ao dizer: “O que salvou o Real foi o Proer. Se o governo não tivesse tomado essa iniciativa, corria o risco de enfrentar uma crise gigantesca do sistema financeiro.”

Importa destacar não haver sido usado dinheiro do Orçamento federal, prova da seriedade com que se administrou a crise, sem transigir naquilo que era essencial à estabilidade fiscal do País. Os recursos vieram da própria reserva bancária, formada pelos depósitos compulsórios que os próprios bancos são obrigados a retirar de todos os depósitos efetuados à vista e entregues, como garantia, ao Banco Central.

Isso fez parte do amplo programa, incluindo a federalização para posterior privatização de bancos estaduais. Tivemos, portanto, um período que ensejou a venda de bancos estaduais, muitos dos quais debilitados e enfraquecidos por políticas equivocadas. Devo salientar que se fez o refinanciamento das dívidas dos Estados e a emissão de títulos da dívida pública com cláusula de reajuste cambial.

Assim se estabeleceram, no octoênio do presidente Fernando Henrique Cardoso, que teve o economista Pedro Malan como ministro da Fazenda, as bases do desenvolvimento. Nunca é demais insistir que o País continuou a crescer após o término da administração Fernando Henrique Cardoso. Isso se deveu, basicamente, aos bons fundamentos da economia.

Como definiu o historiador Carlo Levi, “o futuro tem um coração antigo”. Assim - volto a fazer um exercício de lembrar o passado -, já naquele tempo, o Banco Central passou a reformular com eficiência a fiscalização do sistema bancário para melhor acompanhamento da situação patrimonial dos bancos.

Foi o Proer que devolveu, mais bem concretizadas, as atribuições legais do Conselho Monetário Nacional: estabelecer as diretrizes gerais das políticas monetária, cambial e creditícia; regular as condições de constituição, funcionamento e fiscalização das instituições financeiras; e disciplinamento dos instrumentos de política monetária e cambial.

A crise de 1995 era a primeira após essas providências. O Brasil enfrentou-a e a venceu. O resultado hoje se apresenta muito positivamente, demonstrando o acerto de havermos criado e implantado o Proer. Agora, em face da atual crise, espero que não ocorram maiores impactos que venham a reduzir acentuadamente a continuidade de nosso desenvolvimento. Acredito que isso muito dependerá da capacidade de reagirmos adequadamente a desdobramentos que, indesejadamente, venham a ocorrer nos Estados Unidos, na Europa, na Ásia e em nosso país.

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