Entrevista:O Estado inteligente

quarta-feira, abril 30, 2008

Clipping Folha de S. Paulo


PIORES EM MEDICINA INCLUEM 4 FEDERAIS
Apoio a Kassab visa dar força a Serra, diz Quércia
Crédito atinge 35,9% do PIB, volume recorde
País ganha cadastro unificado para adoção
Supremo quer limitar edição de MPs sobre o Orçamento
Brasil
PIORES EM MEDICINA INCLUEM 4 FEDERAIS
Dos cursos médicos mal avaliados, 3 estão em SP
País ganha cadastro unificado para adoção
PF desbarata em MT esquema de comércio ilegal de madeira
Colunas
Clóvis Rossi - De palavrões à derrota
Mercado Aberto - Fed deve cortar juro em 0,25 ponto e encerrar ciclo de baixa, diz LCA
Mónica Bérgamo - ÍNDIO BILIONÁRIO
Painel - Feirão de ofertas
Política
Apoio a Kassab visa dar força a Serra, diz Quércia
Conferência debate legislação de imprensa
Justiça Federal nega pedido de prisão contra dez investigados
Kassabistas querem levar Alckmin a votação
PF afirma que grupo visava 27 prefeituras
PF filmar na Câmara não é ilegal, diz Tarso
Supremo quer limitar edição de MPs sobre o Orçamento
Economia
Crédito atinge 35,9% do PIB, volume recorde
Opinião
A outra morte anunciada
A verdade que vem impressa nos jornais
Caldo Maggi
Levantou poeira
Medalhas por bravura
Não vamos nos dispersar!
Rápida deterioração
Saúde privada
Vamos acordar?

Vamos acordar?- Antonio Delfim Netto


Artigo
Folha de S. Paulo
30/4/2008

UMA VISITA à Argentina, mesmo rápida, é sempre muito agradável. Ela vive um ciclo de crescimento (8,5% em média 2006/07) e se espera qualquer coisa próxima de 7% em 2008, com um robusto crescimento industrial (mais de 9%).
Graças aos aumentos dos preços das suas "commodities" de exportação (soja, milho e trigo), esta tem crescido fortemente (17% em 2006/07) o tem permitido um aumento das importações (25%) com significativos saldos comercial e em conta corrente. Há sérias dúvidas (entre os acadêmicos argentinos) sobre a continuidade desse quadro. Se a situação externa se modificar e a taxa de crescimento for reduzida, poderemos assistir a um novo círculo fiscal vicioso piorando ainda mais a já grave situação inflacionária. Sobre esta há sérios problemas: enquanto o governo a estima em 8%, institutos privados (de alta credibilidade) a estimam em 20%. Isso torna muito difícil saber qual o papel exercido pela taxa cambial e a taxa de juros reais sobre a magnífica taxa de crescimento.
O que realmente preocupa é que: 1º) o bom resultado fiscal deriva do crescimento e é apoiado na tributação do setor externo o que pode sofrer um colapso e 2º) as reivindicações salariais andam entre 20% e 30% (depois dos salários terem crescido mais de 20% em 2006/07). O futuro certamente é opaco e tudo pode acontecer.
Há, entretanto, um aspecto positivo indiscutível na economia argentina que terá enormes conseqüências no longo prazo para o seu crescimento. Todos sabemos que a Tecnologia da Informação (TI), por suas possibilidades de múltiplos usos, é daquelas que produzem "revoluções industriais" (no caso, ainda mais de serviços).
O mercado mundial de TI de mais de um trilhão de dólares (2/3 do PIB brasileiro) está migrando, por muitos motivos, para os países emergentes. Para hospedá-la o Brasil está mais do que preparado, mas continua aparvalhado.
Devido à invencível miopia fiscalista do nosso governo, temos sido incapazes de acompanhar a tempo e a hora, os estímulos que a Argentina (e o Chile, a China, a Colômbia, as Filipinas, a Índia, a Rússia, o México e a República Tcheca!) tem oferecido para atrair indústrias e cérebros ligados ao setor.
Em conseqüência disso, nossas indústrias (no estado da arte) e nossos talentos (reconhecidos mundialmente) têm migrado principalmente para a Argentina, tornando o Brasil dependente externo da tecnologia que já domina. As conseqüência desse imobilismo para a nossa produtividade no longo prazo serão trágicas.
Vamos acordar?

A outra morte anunciada - Alexandre Schwartsman



Folha de S. Paulo
30/4/2008

Qual a origem do problema inflacionário argentino? Simplesmente seu regime cambial e monetário

NÃO FOI uma premonição, mas não deixa de ser curioso mencionar os problemas da Argentina numa semana e observar seu ministro da Economia, Martin Lousteau, renunciar na semana seguinte. Há, diga-se, uma conexão profunda entre esses dois fenômenos, e entendê-la pode ajudar a evitar que se cometam os equívocos que estão levando a economia argentina para a rota da instabilidade.
Lousteau caiu, em última análise, porque, apesar do discurso heterodoxo, começou a perceber o que todos os argentinos têm notado. Ainda que o índice oficial de inflação aponte para uma taxa de 8,8% em março deste ano, a verdadeira taxa parece ser muito mais alta. De fato, consultorias privadas estimam que a inflação possa ter atingido valores acima de 20% e as estimativas com base no deflator implícito do PIB põem a inflação a 18% no último trimestre de 2007, mais que o dobro da medida oficial.
Fato é que a inflação argentina é elevada, e o governo sabe disso. Para conviver, porém, com essa dificuldade, tem tomado medidas que buscam mascarar o problema em vez de resolvê-lo. Assim, preços têm sido controlados, direta (como no caso das tarifas públicas) ou indiretamente, por meio de tributos ("retenciones") e outras medidas do gênero, que nós, brasileiros, conhecemos da experiência econômica dos anos 80, sem contar, é claro, com as suspeitas de manipulação dos índices de preços.
Tais expedientes, porém, estão chegando ao limite. Ao impedir que o sistema de preços funcione livremente, contratam-se novos problemas à frente. Assim, devido ao controle de preços, a oferta não se expande para acomodar a demanda crescente, o que explica, por exemplo, o paradoxo de um país rico em gás ver sua produção cair 13% nos últimos quatro anos, gerando um nada desprezível risco de "apagão".
Da mesma forma, ao impedir e taxar as exportações de produtos agrícolas, o governo encomenda uma crise de abastecimento para o futuro, com conseqüências para o Brasil.
E qual a origem do problema inflacionário argentino? Simplesmente seu regime cambial e monetário. O BC argentino pratica o sonho de muitos economistas brasileiros: o câmbio só "flutua" para cima, graças à combinação das intervenções da autoridade monetária e da política de juros que, como expliquei na última coluna, apóia as intervenções garantindo que a taxa doméstica de juros não fique muito distante da taxa internacional, devidamente ajustada ao risco-país.
No contexto, porém, de preços de commodities crescentes, esse arranjo é a receita ideal para um enorme problema inflacionário. Por um lado, os preços de exportações em alta contaminam diretamente os preços domésticos. Por outro lado, como a melhora de preços de exportação implica apreciação da taxa real de câmbio, os preços dos produtos não-comercializáveis devem subir ainda mais, o que é possível graças à demanda doméstica, impulsionada por juros baixos. O resultado final é apreciação cambial por meio de inflação mais elevada, em vez de apreciação da taxa nominal de câmbio.
Lousteau pretendia desacelerar a economia com juros mais altos (portanto permitindo que o câmbio se apreciasse), alterando precisamente o regime monetário-cambial, o que acarretou sua renúncia. Não é difícil, pois, entender o que está na raiz do problema argentino. Difícil mesmo é entender como ainda existem economistas no Brasil (hoje algo escondidos) que defendem ser esse o regime a ser seguido.

Clóvis Rossi - De palavrões à derrota




Folha de S. Paulo
30/4/2008

Que bom que Leonel Brizola já morreu. Não creio que o coração do velho e simpático caudilho resistisse às novidades. Para ficar apenas na mais recente: recorde na remessa de lucros para o exterior.
Ajuda memória: um dos cavalos-de-batalha em torno do qual girou o golpe de 1964 era justamente "remessa de lucros", expressão que, para a esquerda, significava a espoliação do tal de povo brasileiro pelos polvos multinacionais. Brizola era um dos campeões da campanha contra a remessa de lucros.
Mesmo depois do golpe, do exílio, da anistia, Brizola era um obcecado com o que chamava de "perdas internacionais". Não há repórter que tenha acompanhado campanhas eleitorais de que participou Brizola que não ironizasse sua contínua pregação contra as tais perdas. É verdade que o rótulo englobava também os termos de troca, o fato de que os países em desenvolvimento recebiam pouco pelas matérias primas que exportavam e pagavam muito pelos produtos acabados que compravam.
Hoje, matéria-prima virou commodity, e algumas delas valem mais do que produtos acabados.
O que chama a atenção agora não é que se bata o recorde de remessa de lucros, natural em se considerando o aumento do investimento externo no Brasil. Mais investimento, mais lucro, mais remessa.
Chama a atenção que ninguém mais reclame ou critique, mesmo fazendo parte do governo gente do PDT de Brizola, do PC do B, do PSB (de Miguel Arraes, outros dos expoentes da gritaria de antanho contra a "espoliação"). Lucro já era palavra feia para eles.
Lucro recorde era pior que xingar a mãe. Remessa recorde de lucros, então, sei lá como chamariam.
Agora, nenhuma palavra de ninguém. Sinal de que a esquerda perdeu tudo, até a batalha cultural pelo uso (ou desuso) de expressões que lhe foram caras.

Clipping Valor Econômico

NEGOCIAÇÃO DE REAJUSTES É INTENSA NAS INDÚSTRIAS
Apagão de talentos
Especial
Construção civil vive momento de expansão
Novo gasoduto deverá ficar pronto ainda este ano
União decide investir R$ 1 bi para garantir energia no AM
Brasil
NEGOCIAÇÃO DE REAJUSTES É INTENSA NAS INDÚSTRIAS
'Efeito calendário' faz atividade cair 4,3% na indústria de SP
Acordo mostra "estratégia agressiva"
BNDES suspende operação com Marisa e prefeitura
Cade deveria analisar fusões antes que fossem feitas, diz especialista dos EUA
Curta - Balanço de Furnas
Desembolsos do BNDES crescem 45% no trimestre
EUA analisam respostas do Brasil
Governo adia reajuste de combustíveis
Indústria desconhecia propostas de reforma
Preços têm maior variação em 40 meses
Reajuste de servidor sai este ano
Sem "feijãozinho", inflação seria de 3%, diz Mantega
Setor têxtil busca aproximação com os EUA
Superávit do governo central cresce 65%
Vale faz parceria com Columbia para criar centro de pesquisa
Colunas
Brasil - Quem representa o povo?
Política - Sonho de verão ou jogada de risco
Política
Aliados preparam blindagem de Dilma
Câmara aprova MP que compensa perda de arrecadação da CPMF
Curtas - Investigação
Governistas pedem correção da tabela do IR a Mantega
Guerra interna contamina decisão petista
Impasse pode resultar em apoio informal
PDT acautela-se em relação a denúncias
PSB recomenda aliança em BH
Roteiro adiado
Economia
Bernardo defende o BC pela alta da Selic
Apagão de talentos
Opinião
Do encadeamento ao transbordamento
Não se governa sem PMDB, e menos ainda com ele
Oportunidade para mudanças
Reconstruindo Malthus
Internacional
Argentina encara o frio com oferta de energia no limite
Blecaute na Venezuela atinge metade do país
Brasil emprestará eletricidade durante o inverno

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