Entrevista:O Estado inteligente

quarta-feira, dezembro 14, 2005

FERNANDO RODRIGUES Poucos candidatos

FSP
BRASÍLIA - A eleição presidencial de 2006 terá poucos candidatos. Essa tendência se consolida a cada pleito desde o fim da ditadura militar.
Em 1989, no estouro da boiada democrática, 21 nomes se apresentaram. Em 1994, foram apenas oito. Em 1998, eram 12. Quando Lula ganhou, em 2002, a urna eletrônica tinha parcos seis candidatos.
Em 2006, a tendência deve se repetir. Lula, um tucano (possivelmente José Serra), um candidato de esquerda tradicional (Heloísa Helena), os incansáveis trotskistas, Enéas-Prona (ele anunciou sua volta ao cenário nacional outro dia) e só.
No PMDB, o nome mais competitivo é Anthony Garotinho. Mesmo sem vencer, poderia dar aos peemedebistas a maior votação de sua história numa disputa presidencial.
Apesar de ser um dos maiores partidos do país, o PMDB sempre foi um nanico nacional. Em 1989, Ulysses Guimarães ficou em sétimo lugar, com 4,7% dos votos válidos. Em 1994, Orestes Quércia baixou o percentual para 4,4%. Nas duas eleições seguintes, a sigla preferiu evitar o vexame e não teve candidato.
Garotinho pode passar dos 10% em 2006, mas suas chances de êxito são reduzidas. Corre o risco de ser rifado pelo PMDB. A sigla mais brasileira de todas só se animará com um nome que possa sair, logo de início, para vencer. Esse nome não existe, pelo menos até agora.
Radicais livres de centro, como Jefferson Péres e Cristovam Buarque, ambos do PDT, dificilmente terão a legenda. Engessariam a sigla nas alianças de eleições estaduais.
O PFL, bem, o PFL só quer negociar um bom acordo com o PSDB -ficar com a vaga de vice-presidente e algumas migalhas nos Estados.
Tudo somado e processado, resta uma grande dúvida para 2006: a força com que Geraldo Alckmin tentará arrancar a vaga que hoje é de Serra. No mais, o cenário vai ser esse mesmo. Aliás, para lá de previsível.

Arquivo do blog