| Um bom piloto não some |
| Na noite de 18 de julho de 1969, ao acionar o motor do seu Oldsmobile, o senador Ted Kennedy exibia no rosto duas marcas de família: o sorriso amplo e, emoldurada por seus lábios entreabertos, a dentição perfeita. Tinha motivos para sentir-se feliz. Fora muito animado aquele jantar oferecido por amigos na ilhota de Chappaquiddick, no Estado de Massachusetts. E os Kennedy sempre gostaram de festa. A secretária Mary Jo Kopechne, jovem e atraente, aceitara o convite para acompanhá-lo na viagem de volta. E os Kennedy sempre gostaram de sexo. Cabôco Perguntadô O Cabôco quer saber o que ainda espera o Senado para apear da presidência o boiadeiro acidental Renan Calheiros. Os resultados dos Jogos Olímpicos em Pequim? A realização no Brasil da Copa do Mundo de 2014? A próxima passagem do Cometa de Halley? Uma passeata de reses imaginárias na Praça dos Três Poderes? As comemorações do bicentenário de Dercy Gonçalves? Um improviso de Lula em javanês? Ou apenas a recuperação da vergonha na cara, perdida em alguma curva do caminho? Muito além da imaginação "A imaginação no poder", apregoavam faixas estendidas nas passeatas de 1968. Quase 40 anos depois, o sonho vem sendo materializado no Pará pela governadora Ana Júlia Carepa. Primeiro, a inventiva petista promoveu a "assessoras especiais" a manicure e a cabeleireira. Neste julho, premiou o funcionalismo estadual com uma semana de deputado: toda sexta-feira virou dia de praia. Ninguém trabalhou. Nem a chefe, que agora examina a idéia de institucionalizar a siesta.
Ana Júlia é muito doida. Humor a favor Ao matar a Velhinha de Taubaté, Luis Fernando Verissimo inventou a eutanásia ideológica. Viva, a única brasileira que acreditava no que diz o governo hoje estaria jurando que o apagão acabou no Natal, por ordem de Lula. A ironizar o presidente, o criador preferiu assassinar a simpática anciã.
"Criticar este governo é fazer o jogo dos reacionários", explica. Verissimo é bom companheiro, aplaudem socialistas radicais promovidos a ministros, como Alfredo Nascimento, Geddel Vieira Lima ou Nelson Jobim. Parceiro de risco As autoridades policiais brasileiras não devem apenas libertar de imediato os atletas cubanos presos em Copacabana. Também lhes devem um pedido de desculpas. Na ilha caribenha e no Brasil, nada fizeram de errado. Abandono de delegação não é crime. Trocar a ditadura pela liberdade é sinal de sensatez. Não têm documentos em ordem? Que sejam providenciados pelos carcereiros, e sem delongas.
Se o Brasil está querendo afagar Fidel, melhor presenteá-lo com meia dúzia de charutões de Denise Abreu. Yolhesman Crisbelles A taça da semana vai para Walter Pomar, figurão da Executiva Nacional do PT, pela tentativa de justificar o ultrajante top-top-top de Marco Aurélio Garcia:
Gestos obscenos não são exóticos para os brasileiros. A gente pode gostar ou não, achar educado ou não. Mas não é uma coisa que fere a cultura.
Garcia, uma boca à espera de um dentista, apreciou a manifestação de solidariedade e achou bonito o palavrório. Mas não entendeu direito o que Pomar quis dizer. |
| 05 / 08 / 2007 |