segunda-feira, setembro 11, 2006

Foi bom pra você, querida? Por Reinaldo Azevedo

Foi bom pra você, querida?

Sob o pretexto de criticar tanto tucanos como petistas — afinal, "somos isentos" —, o articulista Clóvis Rossi, da Folha, escreve neste domingo que Lula diz, "com razão, que a oposição quer mudar o povo para ganhar a eleição". Segundo ele, "o problema é [o povo] ser eternamente objeto, e não agente de sua própria história". Fazia alguns séculos que eu não via em letra impressa o mais surrado dos mantras esquerdistas da história da humanidade. Todas as revoluções comunistas do mundo foram feitas sob a premissa de que o povo seria "agente de sua própria história" — a variante francesa é "sujeito de sua própria história". Aliás, procurem ler o manifesto de fundação do PT, que é de fevereiro de 1980 (verifiquem aí; se a data estiver errada, me corrijam, que eu altero). A expressão está lá. E a sharia criada então era que "o poder dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores". No fim das contas, Rossi estaria pronto para assinar o manifesto do Chomsky. Todo mal do PT estaria em não ter sido petista o bastante. Mas mais intrigado fiquei com outro trecho, quando ele escreve: "Vamos ser honestos ao menos uma vez na vida, vai (...)" Como assim? Vamos quem, cara pálida? Honestos só uma vez na vida? Uma vezinha só? A primeira vez? Foi bom pra você, querida? LEIA íntegra se quiser