O alvo era a "sociedade capitalista e patriarcal". O pretexto, o Dia Internacional da Mulher. E os instrumentos, taquaras e facas de mesa. Em pouco mais de meia hora, cerca de 2.000 delinqüentes atuando em nome de uma certa Via Campesina -congregação internacional da qual faz parte o MST- destruíram 5 milhões de mudas de eucaliptos das instalações do horto florestal da Aracruz Celulose, no Rio Grande do Sul.
Poucas vezes se viu manifestação tão obtusa. Segundo panfleto divulgado pela entidade, o objetivo era denunciar as "conseqüências sociais e ambientais do avanço da invasão do deserto verde criado pelo monocultivo de eucaliptos". Para tanto, ativistas camufladas com lenços de bandoleiros destruíram laboratórios e pesquisas em curso havia mais de 20 anos sobre cruzamentos genéticos e seleção de espécies.
Esse delito coletivo traz consigo carradas de autoritarismo, atraso, sectarismo e intolerância dignos de uma ditadura albanesa. São exatamente esses os ideais "revolucionários" professados pelo movimento. Seus integrantes, como o folclórico José Bové, são fantoches a repetir os lugares-comuns da vulgata marxista.
"Somos contra as enormes plantações de eucalipto, acácia e pinus para celulose." A gratuidade de motivações salta à vista. O mesmo gênero de justiceiros indignados com eucaliptos costuma destruir lanchonetes de redes norte-americanas -que também são alvo de multidões simpáticas ao terrorismo islâmico no Paquistão, por exemplo.
Que as autoridades brasileiras -especialmente as do governo Lula que nutrem indisfarçável apreço por MST e congêneres- abandonem a atitude complacente ao lidar com essas quadrilhas travestidas de agentes da mudança. É com polícia e processo judicial que se "dialoga" com quem invade e destrói. Esse cangaço não tem nada a ver com reforma agrária.