sábado, janeiro 23, 2010

VEJA Recomenda e Os mais vendidos

VEJA Recomenda

DISCOS

ALL THE PEOPLE, Blur (EMI)

Divulgação
DISCO
Blur: não é só rock para inglês ouvir


• Banda que ajudou a definir o som meio retrô do chamado britpop dos anos 90, o Blur foi um dos grupos mais criativos daquela geração. Embora nunca tenha repetido em outros países o sucesso que alcançava na Inglaterra – talvez porque algumas letras tratassem de temas tipicamente britânicos (como casas no campo) –, o Blur não faz música só para inglês ouvir. É uma banda vibrante, que mistura criativamente o folk, a psicodelia e o rock puro e simples. No ano passado, o grupo saiu de sua semiaposentadoria e fez uma pequena turnê, que culminou em duas apresentações no Hyde Park, em Londres. Este registro do show em CD traz o quarteto em sua melhor sintonia, como mostram os riffs de guitarra de Graham Coxon e a animação do vocalista Damon Albarn. O repertório é um guia para apreciar a versatilidade do Blur. Quem gosta das brincadeiras do quarteto com a música folclórica inglesa
vai se deliciar com Country House e Parklife. A fase britpop está representada por There’s no Other Way. E não há como não se arrepiar com o coro dos fãs em End of the Century.

GOOD EVENING NEW YORK CITY, Paul McCartney (Universal)

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DISCO
Paul McCartney: show em solo sagrado

• Este disco ao vivo – que vem acompanhado de DVD – foi gravado durante três apresentações de Paul McCartney no estádio Citi Field, em Nova York. Para os beatlemaníacos, trata-se de solo sagrado: o mesmo terreno fora ocupado pelo Shea Stadium, já demolido, local onde os Beatles se apresentaram, em 1965, para um público de mais de 50 000 pessoas – show que deu início à era dos megaconcertos e festivais. Um espetáculo de Paul McCartney, em geral, não traz grandes surpresas. Ele toca clássicos dos Beatles, hits do seu período com o grupo Wings e canções do disco que estiver lançando no momento. Sua banda, jovem e afinada, carrega o líder nas notas mais altas e confere energia extra a músicas como a já naturalmente animada Mrs. Vanderbilt (do álbum Band on the Run, de 1973). O disco conta com uma participação do pianista Billy Joel em I Saw Her Standing There. E, afinal, há, sim, uma surpresa: McCartney canta Give Peace a Chance, do parceiro (e depois desafeto) John Lennon.

DVD

LUNAR (Moon, Inglaterra, 2009. Sony)

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DVD
Sam Rockwell em Lunar: delírios de um astronauta solitário

• Sam Bell está chegando ao fim de seu contrato com a corporação Lunar. Dali a duas semanas, deixará a estação de mineração que supervisiona completamente sozinho (exceto pela companhia de um robô), em uma base na Lua, e retornará à Terra. Há sinais quase imperceptíveis, entretanto, de que algo não vai muito bem com o astronauta: pequenos mal-estares, falhas de visão, angústia. Pode ser apenas efeito da solidão, agravada pela perda de comunicação de longa distância na base. Ou pode ser algo mais sério, hipótese que ganha terreno quando Sam, depois de sofrer um acidente, começa a enxergar um duplo seu e tenta iniciar uma amizade com ele. Ir mais adiante que isso na descrição de Lunar seria uma injustiça para com a estreia do diretor Duncan Jones – que, embora o nome não entregue, é filho de David Bowie e já se chamou Zowie Bowie. O filme é, ao mesmo tempo, uma homenagem a clássicos da ficção científica como 2001 – Uma Odisseia no Espaço e o russo Solaris (e também ao enredo, por assim dizer, de uma das primeiras canções de sucesso de seu pai, Space Oddity) e um projeto integralmente original. Jones se vale da versatilidade do ator Sam Rockwell para comentar, com suas reviravoltas inesperadas, o preço desumano que se paga por certos avanços.

ROUBARAM A MONA LISA!, de R.A. Scotti (tradução de Ana Ban; L±
230 páginas; 26 reais)

Corbis Latin Stock
LIVRO
Mona Lisa: roubada do Louvre em 1911

• Era o fim da tarde de 20 de agosto de 1911 e o segurança idoso que vigiava a Mona Lisa no Louvre mal se aguentava de sono. Ele não viu nada de estranho no fato de três homens com jeito de estrangeiros examinarem a pintura com atenção incomum – nem se deu conta de que eles não saíram daquela ala do museu após seu fechamento. Vinte e quatro horas mais tarde, a bomba estouraria na imprensa: a obra-prima de Leonardo da Vinci (1452-1519) havia sido surrupiada. A americana R.A. Scotti reconstitui com competência o crime mais audacioso da história da arte. A narrativa tem ritmo detetivesco – só nas últimas páginas se revela a identidade do autor do furto, um vidraceiro italiano cujo objetivo delirante era levar o quadro de volta para seu país natal.
A autora se esmera, ainda, em iluminar o contexto histórico e cultural do episódio. Mostra como a segurança do Louvre era precária perto do que já se via em museus de outros países. E recupera as trapalhadas da polícia francesa – que chegou a prender o pintor espanhol Pablo Picasso, então no auge da provocação cubista, como suspeito.

O ENIGMISTA, de Ian Rankin (tradução de Claudio Carina; Companhia das Letras; 544 páginas; 49 reais)

• Deve-se ao escocês Ian Rankin – um ex-músico punk de 49 anos – a invenção de um dos personagens mais marcantes da ficção criminal da atualidade. O detetive John Rebus é um poço de características humanas reprováveis: um sujeito amargurado, antissocial, beberrão e fumante compulsivo. Como policial, contudo, ele é um prodígio. Rebus se devota com obsessão a solucionar casos que os colegas julgam perdidos. O tira já foi protagonista de dezessete livros – e transformou Rankin num best-seller. Ambientada na cidade de Edimburgo, a série já chegou a responder por sete das dez primeiras posições na lista de mais vendidos de ficção da Escócia. Em O Enigmista, o detetive investiga o desaparecimento de uma estudante de arte, filha de um banqueiro. A solução do caso passa pelo quebra-cabeça de um jogo veiculado na internet pelo Enigmista do título. Leia o trecho.


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